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Futebol

Vasiljevic sem tempo para inventar

Paulo Caculo - 14 de Dezembro, 2017

Seleccionador nacional dos Palancas Negras confirma aposta no grupo descoberto por Beto Bianchi

Fotografia: Paulo Mulaza | Edies Novembro

A menos de um mês da terceira presença no CHAN, competição reservada a atletas que actuam nos campeonatos internos, agendado entre 13 de Janeiro e 4 de Fevereiro de 2018, no Reino de Marrocos, a selecção nacional começa a preparar a campanha no sábado.
Ao contrário das aparições em 2011 e 2016 nos campeonatos do Sudão e do Rwanda, tudo aponta que o combinado nacional enfrente um cenário diferente, a começar pela desvantagem de só agora dar início ao ciclo de preparação depois da convocatória do grupo de pré-seleccionados, anunciada na segunda-feira dia 11 do corrente.
O técnico Srdjan Vasiljevic assumiu como principal estratégia a aposta na continuidade do trabalho iniciado por Beto Bianchi, tendo depositado total confiança no grosso de jogadores habitualmente convocados pelo hispano -brasileiro.
De forma a dar largas ao seu leque de opções, o sérvio produziu uma lista extensa de 29 jogadores. Do grupo o realce está no facto de ter \"sobrevivido\" cinco atletas da selecção que estiveram na última edição do CHAN, disputada no Rwanda. Ou seja, se o seleccionador valorizar a experiência como critério, Landu, Natael, Búa, Manguxi e Moco devem \"encabeçar\" a selecção que vai competir em Marrocos.
O grosso de pré-seleccionados é composto por atletas que eram habitualmente chamados por Beto Bianchi, à excepção de Adó Pena, avançado do Sagrada Esperança, Rui que é o guarda-redes do 1º de Maio de Benguela, e Almeida, médio do Progresso do Sambizanga. Todos os restantes convocados  vestiram a camisola da selecção.
Uma análise aos convocados para os trabalhos que inicia no sábado, chega-se à conclusão que Srdjan Vasiljevic não deve arriscar tanto, quando chegar a altura de formar o \"onze\". Ou seja, o novo seleccionador deve operar algumas alterações, em função das observações ao longo da preparação, sem descurar as unidades que formam a actual \"estrutura óssea\" dos Palancas.
Para a baliza, Gerson e Landu gozam de algum estatuto da equipa técnica, mas têm de provar para merecerem a confiança. Para além dos guarda-redes do Petro e Interclube, consta ainda Neblú que já fez parte de algumas convocatórias, e o estreante Rui a espreitar por uma oportunidade.
Na defesa, Dany Massunguna e Wilson são os habituais donos do eixo -defensivo da selecção nacional, enquanto Mira e Natael assumem protagonismos quanto à questão das laterais. Os jogadores, Nari, Paizo, Celson, Tó Carneiro e Lunguinha, devem lutar todos por outras duas posições neste sector.
Em relação ao sector intermédio, a aposta pode estar em Manguxi, Herenilson, Búa e Paty médios defensivos de e para relançamento de jogo. São os nomes mais criativos para as posições 8/10 da Selecção Nacional. Estes atletas provaram terem qualidades para voltar a merecer a confiança.
Do leque de jogadores constam ainda, Show, Macaia e Almeida que devem mostrar-se ao novo seleccionador. O facto do pouco histórico na trajectória do combinado nacional, não os inibem de encantar a equipa técnica, pois, que têm talento para tal.  
Nas alas do meio -campo surgem os nomes de Job, Geraldo e Nelson Luz, todos eles com atributos para assumirem um lugar entre os eleitos, sem descurar a criatividade de Mano Calesso e a capacidade que tem para decidir um jogo.
No ataque duas certezas: Moco e Vá. Os dois atacantes têm características e capacidades técnicas para desequilibrar e decidir um lance. Há ainda  espaços para Bugos, Adó Pena e Kaporal, nomes a reter e que podem ajudar a colmatar as exigências de qualidades dentro da grande área.
De resto, Srdjan Vasiljevic entende que para uma selecção ter sucesso a longo -prazo e de forma consistente, o projecto tem de ter visão e existir um plano minimamente sério, que seja seguido de forma competente.