Jornal dos Desportos

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Futebol

Vistoria dos estádios preocupa FAF

Jorge Neto - 14 de Janeiro, 2017

Responsável do Conselho Técnico da FAF (à direita) confirma Coqueiros como apto

Fotografia: José Cola

A Federação Angolana de Futebol (FAF) está preocupada com o atraso dos clubes em mostrar disponibilidade para se fazer a vistoria dos estádios que vão acolher os seus jogos na condição de caseiros, numa altura em que se aproxima a passos largos o início do Girabola Zap 2017, soube-se ontem de fonte federativa.

De acordo com o responsável do Conselho Técnico daquela instituição desportiva, Jeremias Simão, no final da reunião com os clubes e a operadora Zap, para o acerto da programação do calendário do Campeonato Nacional da Primeira Divisão.

O dirigente informou que até ao momento apenas foi feita a vistoria no Estádio dos Coqueiros e apela aos clubes para tornarem céleres este processo, indicando a sua disponibilidade aos inspectores da FAF.

"Faltam muitos clubes e estamos preocupados. Tirando os clubes que estão indicados para jogar no estádio dos Coqueiros, nenhuma outra vistoria foi feita e temos já outra vistoria para fazer no campo do Recreativo do Libolo ainda este final de semana. Tirando esta, estamos à espera que os clubes nos informem a data em que tenham disponibilidade para podermos realizar o nosso trabalho", revelou, acrescentando que "estamos a conversar com as Associações Provinciais e à espera dos clubes para podermos realizar as vistoria o quanto antes", disse.

Na época passada, alguns clubes reclamaram as condições apresentadas pelo relvado dos estádios das formações do Recreativo da Caála, Progresso da Lunda Sul e do 4 de Abril do Cuando Cubango, situação que a FAF vai estar mais atenta este ano, para se evitar outros males, de acordo com Jeremias Simão.

"Queremos melhorar cada ano que passa, entendemos que em algumas regiões cai muita chuva. E às vezes a vistoria é feita no início do ano, em Janeiro, e quando chega o mês de Abril e Maio, devido as chuvas que se fazem sentir naquelas regiões, a tendência é a relva crescer um pouco mais. Vamos ter mais atenção a isso, vamos trabalhar com os clubes que jogam naqueles campos para ver se ultrapassamos estas situações , para evitarmos situações que perigam a integridade física dos atletas", concluiu.