Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

procura da honra e da glria

Matias Adriano - 10 de Junho, 2019

Fotografia: Contreiras Pipa| Edies Novembro

Quando no proximo dia 24 se estrear diante da Tunisia, Angola estará a assinalar a sua oitava presença na maior montra do futebol africano, uma das quais em sua propria casa, em 2010, quando chamou a si a organizaçao da prova.
Ausente nas duas ultimas edições, regressa à competiçao após terminar em primeiro no seu grupo de qualificação. O histórico nas anteriores participações não é famoso, sendo que apenas em duas ocasioes logrou passar da fase de grupos, nomeadamente em 2008, no Ghana, e em 2010, nos seus domínios.
Espera-se, assim, que consiga, desta vez, mostrar a sua raça, sob pena de constar da lista de seleções de menor expressão competitiva, que chegam às fases finais mais como meros animadores que concorrentes no verdadeiro sentido da palavra. Srdjan Vasiljevik e rapaziada têm assim uma ingente responsabilidade.
É certo que, para tanto, terá de fazer frente à uma Tunísia sempre irreverente, à uma Mauritânia surpreendente e à um Mali do célebre 4-4 do 11 de Novembro. Apesar de alguma correlação de força no grupo, há para Angola boas probabilidades de chegar aos oitavos-de-final.
De resto, percebe-se que, com base nos critérios de apuramento das 16 selecções para os "oitavos", só dois grupos, entre os seis, poderão apurar apenas duas equipas. Os outros quatro apuram três,.perante a necessidade de repescagem dos quatro melhores terceiros classificados. Dito de outro modo, com estas modalidades, ficar na primeira fase mais não será senão  expressão de um amadorismo irritante. Não é o que Angola espera.