Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

Comea contagem decrescente

JOO CARMO - 14 de Maio, 2018

At o dia 14 de Junho muito ainda se poder dizer e escrever, at porque o futebol festa e disse que os adeptos precisam.

Fotografia: AFP

A um mês do início do Mundial-2018, a Rússia esmera-se para proporcionar às delegações participantes ao evento, adeptos e espectadores as melhores condições de estadia e acomodação. A contagem decrescente começou e com ela os acertos derradeiros relativos às infra-estruturas, segurança, acomodação, alimentação e tudo o que envolve a maior festa do futebol no Mundo. A Rússia é experiente na organização de eventos de grande dimensão e tem condições de fazer boa figura tal como causar boa impressão aos que lá forem e àqueles que acompanharem à distância .
Pelo mundo existe algum cepticismo quanto à segurança, dada a relação \"fria\" que se instalou entre o Moscovo e alguns países europeus e os Estados Unidos, aliado ao facto de em eventos deste género estarem sempre rodeados de ameaça terrorista. Contudo, da voz do presidente Vladimir Putin surgiu a garantida de que tudo está sob controlo. Os russos não querem viver o pesadelo do Euro de França, em 2016, no qual os dias antes do início foram marcado por atentados terroristas. Também quer evitar onda de manifestações e protestos que foram em grande número no Mundial do Brasil em 2014.
A prova com palco em 11 cidades russas vai ser uma oportunidade para alguns futebolistas mostrarem a sua força e qualidade, na intenção de impressionarem técnico e observadores que ai vão estar em grande número, mas também pode (vai) ser a última participação para algumas estrelas, das quais se destaca o \"duo\" do momento: Cristiano Ronaldo e Lionel Messi (31 e 33 anos, respectivamente). Mas a desporto rei é fértil em atletas com idade avançada e que continuam na labuta, como o italiano Gianluiggi Buffon (39 anos) que, caso a sua selecção conseguisse a qualificação, desfilaria o perfume de grande arqueiro.
Algumas estrelas não vão marcar presença, umas porque as suas selecções falharem a qualificação e outras por algum impedimento, sobretudo lesão. Destaque para o holandês Arjen Robben, o marfinense Serge Aurier, o austríaco David Alaba, os chilenos Arturo Vidal e Alexis Sánchez, o arménio Henrikh Mkhitaryan, o galês Gareth Bale, o gabonês Aubameyang, etc.
O caso mais recente é o do lateral brasileiro Damiel Alves que se lesionou no domingo e vai ficar seis meses parado. Em sentido inverso, Neymar está confirmado na prova e já começou a trabalhar após uma lesão ao serviço do PSG.
No que tange a selecções, a maior ausência pertence à Itália, com quatro títulos (a par da actual campeão Alemanha). Esta vai ser a primeira vez em 60 anos que a \"Azzurra\" fica fora do maior palco do futebol.  
Os prognósticos quanto ao vencedor são variados, mas o maior favoritismo recai para a Alemanha (detentora do título) e para o Brasil que, com Tite, parece ter recuperado a mística que lhe valeu cinco troféus, um recorde da modalidade.  
Até o dia 14 de Junho muito ainda se poderá dizer e escrever, até porque o futebol é festa e é disse que os adeptos precisam.