Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

Desafio de prognstico reservado

Matias Adriano - 11 de Julho, 2019

Jogo promete momentos interessantes do princpio ao fim dado o prestgio dos intervenientes

Fotografia: DR

As selecções da Costa do Marfim e da Argélia travam esta noite, às 18h00, no Suez Stadium, uma renhida batalha para o passe de qualificação às meias-finais da prova, que decorre no Egipto. O jogo promete momentos interessantes do princípio ao fim, em função do prestígio dos intervenientes,  mais do que isso, dos objectivos traçados para a prova, como é sabido, não vão para além da conquista do título.
Da fase de grupo até à presente fase da prova,  marfinenses e argelinos passaram por adversários que também prometiam. Porém, hoje,  dos dois um fica pelo caminho, para esta fase, o empate não conta de três resultados possíveis num jogo de futebol. Será, realmente, para ver quem é quem, entre estes gigantes do futebol africano.
As duas equipas tiveram um percurso diferente, na fase de grupos, em que os argelinos mostraram mais arte e engenho, terminaram invictos com nove pontos, ao passo que a Costa do Marfim conheceu um tropeço, perdeu no jogo com  o Marrocos, por 1-0. Agora, conta pouco para esta etapa, basta ver o destino do Egipto e de Marrocos, outros totalistas da primeira fase.Para estas equipas, chegadas aqui, o objectivo não é outro. Todas as equações matemáticas são feitas, com base no título. Para tanto, vão ter de provar na quadra, em confronto directo. Depois de afastados, o campeão e o anfitrião, está aberto o caminho para quem se assumir como verdadeiro candidato. E, pelos vistos,  as duas equipas demonstram esse timbre.
No caso dos costa - marfinenses, que se acham na obrigação de correr para o jogo do dia 19, depois de na edição passada terem sido destronados pelos Camarões. A retirada destes, da cena, favorece a investida. Para tanto, vão ter de fazer frente a outros pretendentes, um desses, é o adversário de logo mais, também, numa secular crise de títulos.
Os argelinos contam com um título no palmarés, conquistado em 1990, quando a prova se disputou no seu país, são, realmente, uma referência no futebol africano, bem reflectido no que costuma ser a prestação nas competições africanas de clubes. Pelo que não lhes deve diminuir o valor,  pelo emaciado número de conquistas. A presença nos quartos -de -final é por si,  um sinal de grandeza competitiva, mesmo que chegue lá de forma acidental, ou pouco prevista. Mesmo o Madagáscar, a agradável surpresa da competição, às tantas, também pensou no título. Porque não, se sonhar não é proibido? Então, Costa do Marfim ou Argélia, um dos dois fica fora da prova.
Não nos atrevemos a traçar prognósticos, sobre quem dos dois assume o favoritismo. Pois, pelo que demonstraram, qualquer pode fazer pender a balança a seu favor. Pois, em termos de valores individuais estão bem servidas, com activos capazes de jogar e fazer jogar o grupo, quando a situação assim o exigir, como condição para o resultado pretendido para a qualificação.