Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

Felipo transmite afecto e motivao

Mrio Eugnio ,Enviado Especial - 12 de Junho, 2014

Luiz Felipe Scolari consegue, como poucos, ter as suas equipas nas mos.

Fotografia: AFP

É incontestável,  Luiz Felipe Scolari consegue, como poucos, ter as suas equipas nas mãos. O treinador é duro nas broncas em campo, até diante das câmaras, mas sabe transmitir afecto e motivação quando necessário. Foi assim nas duas semanas de concentração da selecção brasileira na Granja Comary antes da estreia, hoje.

Muitas vezes Felipão precisou de falar grosso com a equipa a respeito do desleixo na marcação. "Não pode (deixar o adversário) sair, c... Marcar com os olhos, marco eu daqui", gritou, na quinta-feira passada, num dos dias em que esteve mais exaltado durante a preparação para a competição. "Parou, parou. Vão deixar esse cara sozinho aqui mesmo?", cobrou, na última segunda, então a três dias do jogo contra a Croácia.

Encerrado o treino, porém, o treinador amansa e revela o seu lado afectuoso. "Ele sabe implantar essa cobrança, mas de forma saudável. Ele sabe gerir o grupo, sabe brincar, sabe ser amoroso", disse o defesa David Luiz, recentemente. "Acho que é a principal pessoa do grupo. É por isso que temos essa incrível atmosfera, é por isso que é tão prazeroso estar na selecção".

Parte do comportamento de Felipão é guiado pelo resultado das entrevistas que Regina Brandão e outras duas psicólogas fizeram com os atletas. "Olhamos todos os dados e passamos a trabalhar um pouquinho diferente com A, B e C. Sigo o que cada um precisa, foco, carinho. Isso vai fazer com que tenhamos um grupo mais equilibrado", explicou o chefe, que chama o atacante Bernard de "Bernardinho", por exemplo.

Não é só carinho directo que Felipão dá. Ele também busca combustíveis para que os jogadores não esmoreçam. Algumas técnicas são infalíveis, como cartinhas deixadas em cima da cama de cada atleta. Outro método eficaz é aproximá-los dos seus familiares, não necessariamente liberando visitas.No início desta semana, cada um dos convocados recebeu, de surpresa, uma camisa da selecção com mensagens de parentes próximos.À medida em que nota respostas positivas no comprometimento, o treinador aumenta os prémios e a cooperação.

O ESCOLHIDO
Árbitro japonês causa reacção


O árbitro japonês, Yuichi Nishimura,  foi o escolhido para o jogo de abertura hoje à noite,  no Arena Corinthians em São Paulo. Os brasileiros não vêem com bons olhos esta indicação, pelo facto de ter sido este o juiz que esteve  no afastamento da sua selecção no Mundial da  África do Sul, em 2010.No jogo Brasil - Holanda, para os quartos-de-final, o árbitro nipónico expulsou na segunda parte o médio Felipe Melo depois de uma entrada dura sobre Aren Robben. No final da partida a Laranja Mecânica venceu o escrete por 2-1, retirou  a possibilidade do Brasil seguir em frente.

Galvão Bueno, jornalista e comentador da" TV Globo" foi uma das vozes opostas, mas outros  brasileiros também não gostaram, por temerem uma eventual arbitragem prejudicial. 

De 42 anos de idade e polícia de profissão, o japonês foi eleito o melhor árbitro asiático do ano em 2012. A par do anúncio do árbitro para a partida de estreia, A FIFA divulgou também o nome dos árbitros para os jogos de amanhã, nomeadamente o costa-marfinense  Noumandiez Doue  para o Chile-Austrália, o colombiano Wilmar Roldán  para o México-Camarões e o italiano Nicola Rizzoli para o Espanha-Holanda.                             
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