Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

Gianni Infantino defende criao de uma Liga

30 de Novembro, 2019

Presidente do rgo que rege o futebol mundial manifestou o desejo da Liga Africana na visita Repblica Democrtica do Congo

Fotografia: MOTA AMBRSIO | EDIES NOVEMBRO

Em plena tournée africana, que começou no Madagáscar, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, apresentou na última quinta-feira, dia 28 de Novembro corrente, em Lubumbashi, capital da província de Katanga, na RDC e, ao lado do presidente do TP Mazembe, Moise Katumbi, a ideia da criação de uma Liga Africana.
Para os experts desportivos africanos, este anúncio constitui uma decisão revolucionária para o futebol no continente berço da humanidade, tal é a dimensão que se pretende dar ao mesmo no futuro que se espera, seja breve.
Para Infantino, a criação de uma Liga Africana de futebol iria ajudar a elevar a modalidade continental no topo do mundo.
“É necessário a criação de uma Liga Africana. Para tal, seria necessário juntar as 20 melhores equipas do continente e fazê-las jogar numa Liga. Essa liga pode gerar pelo menos 200 milhões de receitas, o que a coloca no top 10 do mundo, de uma noite para o dia seguinte”, proferiu o presidente da FIFA.
Disse que, desta maneira, os dirigentes das equipas africanas iriam travar a fuga dos melhores jogadores para as equipas de outros continentes e, do ponto de vista logístico e de organização, o desafio seria todo na mesma imenso.
Para tal, o presidente da FIFA endereçou um apelo aos investidores deste organismo, no sentido destes arrecadarem um bilião de euros para que se possa equipar cada país africano com um estádio de futebol real aos padrões da FIFA, aos padrões internacionais.
Finalmente, o último projecto mencionado diz respeito à arbitragem, um assunto em que Infantino avisa que serão introduzidas muitas inovações nessa classe, desde a selecção dos melhores, o pagamento, a despolitização e a profissionalização dos árbitros africanos.
"Vamos escolher os melhores árbitros africanos, vamos assalariá-los, despolitizá-los e profissionalizá-los”, disse o suíço-italiano que dirige o órgão máximo de supervisão do futebol no mundo.Porém, depois dessas promessas, uma dúvida fica no ar, pois, restará saber se essa mesma FIFA que colocou sob sua tutela a Confederação Africana de Futebol (CAF), estará pronta a meter a mão nos cofres, para financiar esses numerosos projectos.