Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

Gianni Infantino destaca sade financeira da FIFA

08 de Junho, 2019

Fotografia: AFP

Presidente a partir de 2016, depois  do pior escândalo de corrupção da história do futebol, Gianni Infantino ganhou mais um mandato no comando da FIFA, desta vez, até 2023. Na quarta-feira em Paris, sem oposição, o suíço foi aclamado pelas 211 federações nacionais e prometeu mais dinheiro e \"tolerância zero\" à corrupção.

\"Isso, não é o fim. É só o começo\", declarou o suíço, ao apresentar os resultados financeiros inéditos e uma transformação no órgão durante o Congresso da FIFA, em Paris.Questionado por concentrar poder de forma inédita e por falta de transparência, Infantino apresentou como trunfo uma reviravolta nas contas da instituição. O escândalo de corrupção em 2015 tinha levado o órgão a um congelamento em todas a suas actividades e diante de rumores de um colapso.

Três anos depois, apresentou um resultado recorde nas suas contas. Uma receita de 6,4 mil milhões de dólares e reservas inéditas de 2,7 mil milhões, mais de mil milhão acima do que existia em 2015.

Sob aplausos, Infantino anunciou ainda a distribuição de 1,7 mil milhões às federações de todo o mundo, até 2022, mais de cinco vezes o que se dava em 2014. \"Esse dinheiro é vosso\", disse aos dirigentes de todo o mundo.\"A FIFA tem hoje a situação financeira mais sólida da sua história\", disse. 

\"Quando fui eleito, tínhamos um orçamento de cinco mil milhões de dólares. Mas geramos 6,4 mil milhões, num período em que ninguém quer ser parceiro da FIFA\", afirmou. Mesmo com as promessas que fez de distribuir dinheiro, Infantino insiste que conseguiu aumentar as suas reservas.

Ao som de \"Seven Nation Army\", música da banda White Stripes que embala a entrada das selecções em campo durante o Campeonato do Mundo, o suíço-italiano Gianni Infantino, de 49 anos, foi reeleito presidente da FIFA.