Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

Golo ao cair do pano qualifica Super guias

Paulo Caculo - 11 de Julho, 2019

A Nigria garantiu ontem a qualificao s meias-finais do CAN

Fotografia: DR

A Nigéria garantiu ontem a qualificação às meias-finais do CAN, ao bater (2-1) a África do Sul, ao cabo de um jogo cuja história predominou períodos de futebol aberto, equilibrado e bastante disputado. O golo da vitória surgiu ao cair do pano.
Tal como já se esperava, pertenceu aos nigerianos a iniciativa de jogo. Aliás, as Super Águias cedo deixaram transparecer a imagem de uma equipa adulta, bem arrumada, sem complexos, a trocar muito bem a bola e a descobrir com naturalidade os caminhos de acesso à baliza dos Bafana Bafana.
Fruto desta atitude, acabou sendo também com grande naturalidade que a Nigéria inaugurou o marcador, após espreitar várias vezes a área da África do Sul, desta feita por intermédio de Chukwueze, aos 27 minutos, na sequência de uma jogada de insistência.
A vantagem dos sul-africanos viria a compensar o claro ascendente em termos de volume ofensivo e disposição de oportunidades de golo criadas pelo conjunto Stuart Baxter que, nesse período, era a formação mais rematadora e a que mais fazia por merecer.Pese a boa postura atacante evidenciada pelos Bafana, a turma das Super Águias teve também posse de bola e procurou, sobre todas as formas, visar a baliza contrária. Ou seja, os sul-africanos jamais baixaram os braços, foram à luta, embora se mostrassem poucos esclarecedores na execução de jogadas em zonas nevrálgicas do meio-campo nigeriano.
Mas acabaria por ser numa destas jogadas de insistência na área da Nigéria, que a África do Sul chegou ao golo da igualdade. O lance parte de uma jogada de bola parada, aos 71’, com o esférico a sobrar para Zuniu, que desvia de cabeça a bola longe do alcance do guarda-redes Daniel Akpeyi.
O golo não assustou a Nigéria. Muito pelo contrário. As Super Águias continuaram consistentes e batalhadoras, de tal forma que rapidamente voltaram a colocar-se em vantagem, numa fífia do guarda-redes sul-africano, que deixa a bola atravessar a sua pequena área e morrer nos pés de Troost-Ekong, que só teve de encostar o esférico às redes. Estavam decorridos 89 minutos.