Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

Infantino conclui reformas na CAF

10 de Fevereiro, 2020

FIFA d como concluda reformas feitas pelo organismo que supervisiona o futebol mundial

Fotografia: DR

A FIFA deu por concluída "com êxito" a missão de seis meses que desenvolveu em colaboração com a Confederação Africana de Futebol (CAF), para implementar uma série de reformas focadas na administração, arbitragem e competições.
No que toca à administração, a CAF deverá implementar um plano de acção de cem pontos proposto em Setembro do ano anterior, por um grupo de trabalho independente, formado, entre outros, por membros da Comissão de Ética independente da FIFA e da sua Comissão Disciplinar.
Em colaboração com a FIFA, a CAF criará um grupo de árbitros profissionais financiados e organizados pelo primeiro e mobilizará um fundo mínimo de mil milhões de dólares (cerca de 903,8 milhões de euros), para investir em infra-estruturas nas suas 54 federações associadas.
Ainda de acordo com as conclusões da missão, a área de competições também contará com novas iniciativas para o futebol feminino, categorias inferiores, selecções e clubes, além de uma nova Liga Pan-Africana, proposta pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino.
"A FIFA está satisfeita por o esforço conjunto realizado com a CAF ter sido realizado dentro do prazo inicialmente proposto", refere o organismo no relatório, reiterando o seu compromisso de continuar a ajudar o futebol africano" no processo de elevar o seu nível ao topo do mundo".
O presidente da Fifa multiplica as intervenções sobre o futebol africano, que ele deseja colocar no centro do tabuleiro de xadrez do mundo. Mas, no continente, a estratégia de intriga o ítalo-suíça.O seu antecessor à frente da Fifa, o incansável Sepp Blatter, foi apelidado de "papai" na África. O Valaisan desfrutou de verdadeira popularidade lá, tanto por seu interesse sincero no continente quanto pelos subsídios que deu às federações, sem necessariamente se preocupar com o uso adequado do dinheiro.
Menos caloroso, mas provavelmente mais político do que o mais velho, Gianni Infantino (49) não tem a mesma maneira de apreender a África.  Blatter nunca perdeu uma oportunidade de chegar lá. Infantino, mesmo que já tenha feito várias visitas oficiais ao continente, prefere construir o seu relacionamento com os africanos com grandes propostas, que alguns costumam considerar injunções reais.
"Ele tem um lado um tanto paternalista, como Blatter, mas Infantino é muito mais directivo", resume um membro de uma federação africana. O seu último discurso, a 1 de Fevereiro em Salé , Marrocos, durante um seminário sobre desenvolvimento de competições e infra-estruturas em África, não passou despercebido. Até continua a falar muito no continente.