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Futebol Internacional

Mdio Camavinga distante das seleces de Angola e RDC

Augusto Panzo - 05 de Outubro, 2019

Jogador possui habilidades inatas e esta a ser pretendido por alguns clubes europeus

Fotografia: DR

O médio ofensivo Eduardo Camavinga pode ficar sem a possibilidade de representar as selecções de Angola (país natal) ou da República do Congo (terra do pai), conforme avançou o site "Afrik-foot", da RDC, na quinta-feira, dia 4, que cita como fonte o jornal francês "L’Équipe".Agrava a situação do jogador, o facto de estar em curso um processo de naturalização na República da França, que pode conseguir logo no início do próximo ano.
Para melhor situar o leitor, consta dos registos que Eduardo Camavinga nasceu em Luanda, capital da República de Angola, enquanto o seu pai possui um passaporte da República do Congo (Brazzaville), o que lhe abre a possibilidade de representar uma das selecções destes dois países africanos.
Contudo, sendo ele residente em França desde os três anos de idade, também lhe assiste o direito de nacionalidade por opção, cujo processo está já em curso naquele país, sendo por via disso reduzidas as hipóteses de jogar por Angola ou pelo Congo, pois, o jogador privilegia o país de opção, em detrimento das duas nações africanas.
Eduardo Camavinga é actualmente jogador da equipa francesa do Rennes e, devido às suas habilidades inatas, recaem sobre si várias hipóteses de representar as diferentes selecções francesas, com destaque para a de Esperança.
Camavinga tornou-se célebre em Abril passado, ao ser o primeiro jogador nascido em 2002 a disputar com essa idade, uma partida num dos cinco mais prestigiados campeonatos do continente europeu. 
Para além de Angola, que é o país do seu nascimento, o jogador tem vindo a merecer um piscar de olho as autoridades do Congo Brazzaville, em função da naturalidade de um dos seus progenitores, mas a RDC também tem estado a alegar que o mesmo é igualmente seu cidadão, por força da naturalidade da sua mãe.
Com uma situação tão difícil de definir, Eduardo Camavinga ainda vai provocar muitas “guerras” entre as nações africanas, com a França à espreita, pois, independentemente das suas capacidades técnicas, ele apenas pode ser elegível para um país.