Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

Moçambola ao rubro com dérbi em Maputo

Osvaldo Gon?alvesOves - 21 de Abril, 2017

Os ferroviários mantiveram-se na segunda posição do Moçambola na semana passada

Fotografia: AFP

O embate entre o Ferroviário e a Liga Desportiva, ambos do Maputo, domina as atenções deste fim-de-semana no Campeonato Nacional de Futebol de Moçambique. Os ferroviários mantiveram-se na segunda posição do Moçambola na semana passada, graças à vitória em Quelimane sobre o 1º de Maio local por 0-1.

Na última ronda, a Liga Desportiva da capital mostrou a sua força ao derrotar o Ferroviário de Nampula por 4-2 e segurou o ainda provisório quatro lugar na classificação, devido a um jogo a menos.

Com a goleada, a Liga Desportiva de Maputo demonstrou que o seu objectivo era chegar à segunda posição da tabela classificativa. O primeiro classificado da tabela, a União Desportiva do Songo desloca-se a Nacala para defrontar o Clube Desportivo local. A partida acontece sob várias interrogações e não apenas devido ao espectro do dérbi de Maputo.

Com seis pontos, fruto de uma única vitória contra três derrotas e o mesmo número de empates em sete jogos, a formação de Nacala precisa de dar de melhor de si para sair da 13ª posição na tabela classificativa.

A União Desportiva do Songo mantém-se à frente do campeonato de futebol de Moçambique, mas o Ferroviário de Maputo continua na corrida pelo título de 2017, com dois pontos a menos apenas, volvidas sete jornadas do Moçambola.Os “hidroeléctricos” seguraram a liderança na última ronda fruto da vitória em casa sobre a Associação Desportiva de Macuácuá, por duas bolas a uma.O Ferroviário de Maputo manteve a perseguição graças à vitória em Quelimane sobre o 1º de Maio local por 0-1. Já o Maxaquene, clube histórico de Maputo, teve a invencibilidade interrompida pelo Textáfrica de Chuimoio, de onde saiu derrotado por 1-0.

Após a derrota na semana passada diante do campeão Ferroviário da Beira, por 1-0, a formação do Songo voltou às vitórias em grande. No terceiro lugar manteve-se o Costa do Sol. Os “canarinhos” da capital moçambicana receberam e derrotaram o Desportivo de Nacala por 1-0.

Nesta jornada, jogam fora de casa frente ao FC Lichinga, da Universidade Pedagógica dessa localidade, que perdeu na ronda passada na deslocação a Vilanculo, ao ser derrotado pelo ENH.


CLUBE DE CAHORA BASSA
Songo procura primeiro título


A União Desportiva do Songo, segundo classificado do Campeonato Nacional defutebol de Moçambique na edição passada, persegue o primeiro título na prova maior defutebol daquele país, conhecida como Moçambola.

Antes denominado Grupo Desportivo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa de Songo, éuma agremiação de baseada na vila de Songo, no distrito de Cahora-Bassa. O clubedisputa os seus encontros no campo da Hidroeléctrica , também chamado de Estádio 27de Novembro, que possui capacidade para dois mil lugares.O Grupo Desportivo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa de Songo foi fundado em 1982, tendo conquistado o acesso à edição de 2009 da divisão principal do futebol moçambicano.

O Ferroviário de Maputo é o clube mais titulado. O actual segundo colocado soma 10troféus conquistados desde 1976. Segue-se o Costa do Sol, com nove, e o Desportivo,também da capital, com seis.

Em 40 edições disputadas, o troféu foi conquistado 36 vezes por equipas da capitalmoçambicana, tendo sido do Maputo apenas em 1976, edição inicial, quandoi conquistado pelo Textáfrica do Chimio, em 1981, ganho pelo Tèxtil do Punguè, daBeira, em 2004, pelo Ferroviário de Nampula e no ano passado, em que se sagroucampeão o Ferroviário da Beira.Venceram ainda o campeonato moçambicano o Maxaque nos cinco vezes, a LigaDesportiva de Maputo em quatro ocasiões e o Matchede por duas vezes.  
O G

DIFICULDADES
Crise financeira afecta clubes

O futebol moçambicano está a viver uma fase má, com várias formações a atravessarem dificuldades devido a problemas financeiros. Este semana, a crise afectou um emblema histórico, o Matchedje, actualmente a disputar a divisão de honra. O técnico Euroflin da Graça submeteu uma carta à direcção do clube pedindo demissão face à situação que se vive, que tem origem na crise financeira.

Flin, como é conhecido, tentou segurar os ânimos dos atletas desde que a 1 de Setembroiniciaram o boicote aos treinos, reivindicando salários de três meses em atraso. A situação agravou-se até que achou por bem ficar em casa à espera de uma solução que só aconteceria após um encontro, a 23 de Setembro, entre a direcção e os atletas e que culminou com um acordo que se seguiu ao pagamento de um dos três meses em dívida.

Os “militares”, que ameaçavam não jogar sem salários, retomaram os treinos na semana seguinte, apassada, e jogaram no fim-de-semana com Vilankulo FC, a quem venceram por 2-1.

As contradições entre o Matchedje e Euroflin da Graça terão sido precipitadas pelo encontro que a direcção teve com os atletas sem a sua presença (não foi convidado) e, talvez, da falta de diálogo para a solução da crise.

O pedido de demissão de Flin acontece após a renúncia de Frederico dos Santos do comando técnico do Atlético Muçulmano, que coincidiu com a destituição da direcção do clube alegando a crise financeira.

Frederico dos Santos renunciou por motivos parecidos, como a falta de pagamento de salários aos jogadores e a si próprio, a falta de diálogo com a direcção.