Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

Patrizia Panico quer ser exemplo a seguir

20 de Abril, 2017

O nosso objectivo é pressionar constantemente o rival, e quando perdemos a bola, recuperá-la com a máxima intensidade\", comentou.

Fotografia: AFP

Patrizia Panico, a primeira mulher a treinar uma selecção italiana de futebol, masculina, pediu que seja valorizada \"a competência profissional, independentemente do sexo\" e indicou que era \"fantástico\" se \"muitas mulheres seguissem o seu exemplo\".

Numa entrevista ao site \"Fifa. Com\", Panico desejou que as suas duas primeiras partidas como treinadora da selecção masculina de sub-16, perante a Alemanha nos dias 22 e 24 de Março, \"tenham sido somente o começo\".

\"Foi assustador o interesse mediático que tudo isto criou. Mas espero que ter treinadoras no futebol masculino, seja visto muito em breve como algo normal. E, não porque somos melhores treinadoras, senão porque o que conta é a competência profissional, independentemente do sexo\", disse.

Patrizia Panico, a jogadora italiana com mais partidas internacionaispela selecção do seu país, explicou que \"aos rapazes, somente interessa a competência profissional\". \"Eles gostam de treinar bem, e gostam que os seus técnicos sejam exigentes. Sem dúvida, não notei nenhuma diferença, por ser mulher\", disse.

A maior artilheira da histórica da selecção italiana afirmou também, que \"a Patrizia treinadora é muito diferente, da Patrizia jogadora\". \"No banco, tenho sido mais racional. Tento lidar com as situações com previsão, e examinar as coisas constantemente, na sua totalidade. Quando se é jogadora, há muitos momentos nos quais nos centramos mais em nós mesmos, e somos um pouco mais egoístas\", confessou.

Admiradora de Carlo Ancelotti, Diego Pablo Simeone e Silvia Neid, a italiana mostrou-se à favor de um futebol ofensivo. \"A minha equipa deve saber gerar ocasiões de golo em cada partida, ou pelo menos, provocá-las. O meu modo de conseguir isso, é mediante um estilo de jogo agressivo, vertical e rápido.

Queremos evitar deslocamentos horizontais desnecessários. O nosso objectivo é pressionar constantemente o rival, e quando perdemos a bola, recuperá-la com a máxima intensidade\", comentou.