Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

Portugal ganha a seleco Moambicana por 3-0

08 de Junho, 2010

Mambas de Moambique querem dar um bom teste seleco portuguesa

Fotografia: reuters

As selecções de Portugal e Moçambique defrontam-se, hoje, em Joanesburgo, no último jogo de preparação da selecção portuguesa antes do Campeonato do Mundo da África do Sul.

O jogo de jogo de hoje vai marcar o reencontro de Chiquinho Conde, treinador interino dos Mambas (acumula o cargo com o de treinador do Ferroviário de Maputo), com Carlos Queiroz, actual seleccionador luso, de que foi atleta no Sporting de Portugal.
O antigo jogador do Belenenses e do Sporting, hoje com 44 anos, está ansioso pelo reencontro com Carlos Queiroz (seu treinador nos leões) e com o jogo mas garantiu que Moçambique "não vai estender a passadeira", pois, justifica, "não é isso que os responsáveis pela vossa equipa querem e, aliás, de outra maneira nem seria um teste".

Chiquinho Conde, que conhece bem o futebol português, deixa outra garantia: "Não queremos ficar ligados a qualquer lesão... até porque todos nós, moçambicanos, torcemos por Portugal no Mundial." O técnico sublinha que o futebol "é um jogo de contacto, mas de nós não vai partir qualquer maldade". Chiquinho assegura que os seus jogadores vão jogar "de acordo com as regras, pois não são maldosos e serão o mais leal possível". Para o jogo com Portugal, o seleccionador moçambicano não pode contar com Dário (que alinha no campeão sul-africano, Supersport United Pretória), enquanto Armando de Sá (Sepahan, Irão) ainda está em dúvida por lesão.

Os restantes convocados são: Danito, Momed Hagy, Wisky, Jerry e Tony (Ferroviário), Binó, Jumisse, Fanuel e Campira (Liga Muçulmana), Zainadine Júnior (Desportivo), Josemar (Costa do Sol), Tony (Maxaquene), Lamá (TP Mazembe), Dominguez (Mamelodi Sundowns), Genito (Nea Salamics), Mexer (Sporting), Miro (Plantinum), Gonçalves Fumo (Olympiakos, do Chipre), Paíto (Sion) e Simão Jr. (Panathinaikos).

Jogo com Mambas
é o 500.º da história


A selecção portuguesa disputa na terça feira, em Joanesburgo, o 500.º jogo da sua história, frente a Moçambique, no derradeiro encontro de preparação para o Mundial’2010 de futebol, que se disputa na África do Sul.
Em 499 jogos, Portugal conseguiu 46 por cento de triunfos, cedendo 115 empates (23 por cento) e sofrendo 156 derrotas (31 por cento). Nos jogos oficiais, Portugal tem mais de 50 por cento de triunfos, com 132 vitórias em 253 desafios, registando ainda 57 empates e 64 derrotas.

Todos atrás de CR9

O primeiro treino de Portugal em Magaliesburg atraiu, como se esperava, uma multidão de jornalistas de vários países. Não contando com os representantes de Portugal e da própria África do Sul, o trabalho de Ronaldo e seus pares foi acompanhado por repórteres do Brasil (em grande número), México, Costa Rica, França, Itália, Espanha e Inglaterra.O aparato em redor do relvado era sintomático, com mais de 20 operadores de câmara de televisão e perto de meia centena de repórteres fotográficos. Alguns tinham missões bem específicas, ou em campo não estivesse Cristiano Ronaldo. A correspondência, pouco depois, na sala de imprensa foi a mesma, com perto de uma centena de jornalistas em azáfama durante horas. Os assessores de imprensa da FPF desdobraram-se a atender os muitos jornalistas estrangeiros, distribuindo o guia de imprensa com toda a informação sobre os jogadores da Selecção Nacional.
E foi apenas o primeiro dia...

Máximo contingente policial

O município de Mogale canalizou todas as forças de segurança para a operação da chegada de Portugal a Magaliesburg. Polícia de trânsito, brigadas anticrime e voluntários para estabelecer os perímetros de segurança. Eram centenas as forças policiais que se juntaram na pacata cidade que vai acolher a Selecção Nacional nos próximos tempos. Para além das forças da autoridade que vão estar em permanência na localidade, especificamente junto a Valley Lodge, a unidade hoteleira onde ficará sediada a Selecção, o dia de ontem obrigou a uma operação de segurança bem mais extensa. A avenida principal, a Rustengberg Street, por onde a equipa das quinas surgiu, estava repleta de polícias e muitos quilómetros antes já os cruzamentos eram cuidadosamente vigiados por agentes das autoridades locais.

Batedores
Segundo nos confidenciou James Balkey, um dos agentes destacados para aquela missão, "a polícia de todo o município foi canalizada para aqui", explicou-nos quem trabalha numa localidade situada a 20 quilómetros do local.Importa frisar que não existiu o mais pequeno conflito. As forças de segurança ali presentes nem sequer tiveram necessidade de qualquer tipo de intervenção mais "musculada". O autocarro da Selecção chegou escoltado por batedores (cinco carros da polícia) à frente e um forte dispositivo de segurança imediatamente atrás. Os polícias, aqueles que se encontravam no local, apenas mostraram preocupação para que os milhares de pessoas presentes respeitassem o perímetro de segurança. No resto, até se deram ao luxo de tirar fotos e usufruir do momento.