Jornal dos Desportos

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Futebol Internacional

Um ano de conquistas

11 de Janeiro, 2017

Cristiano Ronaldo, coroado

Fotografia: AFP

O mundo do futebol vergou-se mais uma vez ao talento do português Cristiano Ronaldo, coroado na segunda-feira como o melhor jogador do mundo, na gala da FIFA, em Zurique, na Suíça, em que foram distinguidas personalidades mundiais que mais se destacaram ao longo do ano de 2016.

Depois de vencer a Bola de Ouro da France Football, Cristiano Ronaldo surgia como grande favorito à conquista do prémio FIFA, para o melhor jogador do mundo, a confirmação aconteceu numa eleição em que superou o argentino Lionel Messi, e o francês Antoinne Griezmman.  De realçar que foi um ano em que reforçou ainda mais as credenciais de goleador, e juntou ao seu largo palmarés o título que faltava na galeria, a atribuição do galardão ao português foi só uma sequência natural.

O ano de 2016 transcorreu para Ronaldo com mais uma presença na gala da Bola de Ouro,  o avançado luso viu Lionel Messi receber o troféu individual, e contentar-se com o segundo lugar. Não era esperado algo diferente, já que o argentino vinha de um ano em grande, e Ronaldo era alvo de críticas por não corresponder plenamente às expectativas nos jogos do Real Madrid com as equipas grandes.

Com os três golos nos quartos-de-final, Ronaldo assegurou pela quarta época consecutiva o título de melhor marcador da Liga dos Campeões, embora, nas duas últimas rondas não deixou a sua marca. Na final diante do Atlético de Madrid desiludiu ao longo da partida, mas converteu com sucesso a grande penalidade no desempate que deu aos "merengues" a Undécima. Terminou a temporada com mais de 50 golos, em todas as competições, pela sexta época consecutiva.

O melhor, no tocante a troféus colectivos, estava guardado para o Verão. A participação do capitão da selecção portuguesa no Campeonato da Europa não começou da melhor forma, com jogos em branco nos empates com a Islândia e a Áustria, todavia, a estrela lusa tinha cartas na manga. No animado empate, por 3-3 com a Hungria, apontou um grande golo de calcanhar e fez uma assistência que ajudou a equipa a seguir para a fase a eliminar, com um pleno de empates.

Ronaldo acabou por ser determinante no "mata -mata" até à final, em particular nas "meias". Contra a Croácia, para os "oitavos", fez o remate que o guarda-redes adversário defendeu para a recarga bem-sucedida de Ricardo Quaresma. Não facturou com a Polónia no duelo decidido através de penáltis, mas com o País de Gales marcou o golo inaugural e assistiu Nani no segundo golo, ajudou a equipa a confirmar a presença no Stade de France.

E, a participação do craque português na grande final com a anfitriã França, foi digna de argumento cinematográfico. A lesão no primeiro tempo deixou um país inteiro desolado, e Ronaldo acabou por regressar mais tarde, com nova função (não -oficial): a de adjunto improvisado de Fernando Santos no banco de suplentes. Como é  consabido, Portugal venceu o encontro e Cristiano Ronaldo conquistou o título que lhe faltava na carreira, pela selecção.

O mês de Dezembro foi de grandes sucessos para o avançado português, que terminou o ano em beleza. Venceu a Bola de Ouro da France Football, agora atribuída pela revista de forma singular, e foi essencial na conquista do Mundial de Clubes, pelo Real Madrid, no Japão, com um golo na meia-final ante o América e um "hat -trick" na final do jogo com o Kashima Antlers. Ultrapassou a fasquia de 500 golos por clubes (na soma dos golos pelo Real Madrid, Manchester United e Sporting) e terminou o ano com 55 golos em 57 jogos, entre clube e selecção.

VOTAÇÃO
Messi votou em Suarez
Ronaldo deu voto a Bale


A FIFA deu a conhecer todos os votos que levaram Cristiano Ronaldo a ser eleito Melhor do Mundo de 2016. Cristiano Ronaldo  votou em três companheiros, no Real Madrid, na votação para o Melhor do Mundo da FIFA. O capitão da selecção portuguesa deu cinco pontos a Gareth Bale, três a Modric e um a Sérgio Ramos.

 Leonel Messi só deu pontos aos colegas no Barcelona. O craque argentino distribuiu os  votos por Luis Suárez (5), Neymar (3) e Iniesta (1).
De recordar que os votos para o prémio FIFA foram efectuados por representantes de órgãos de comunicação social, seleccionadores nacionais, capitães das selecções e adeptos. Os quatro têm um peso igual no resultado final (25 por cento cada).

As principais votações (cinco, três e um ponto)

Cristiano Ronaldo
Bale, Modric e Ramos
Messi
Luis Suárez, Neymar e Iniesta
Sergio Ramos
Cristiano, Messi e Iniesta
Dani Alves
Messi, Neymar e Luis Suárez
James Rodríguez
Cristiano, Modric
Luka Modric:
Cristiano, Messi e Bale
Wayne Rooney:
Cristiano, Suárez e Vardy
Manuel Neuer:
Kroos, Özil e Lewandowski
Gianluigi Buffon
Messi, Bale e Cristiano
Rafa Márquez
 Messi, Griezmann e Suárez
Arjen Robben
Cristiano, Kroos e Lewandowski
Arda Turan
Messi, Neymar e Iniesta

DIEGO MARADONA
“Ganhou quem tinha de ganhar”


A lenda argentina Diego Armando Maradona reconheceu que a atribuição do prémio de melhor do mundo a Cristiano Ronaldo, foi totalmente merecida.
“Ganhou Ronaldo porque Messi não pôde vir, seguramente. Mas a verdade é que Ronaldo levava um pouco de vantagem. De qualquer forma, ganhou quem tinha de ganhar”, disse o ex-jogador desagradado com a ausência do compatriota na gala da FIFA, em Zurique.

“Não sei porque os jogadores do Barcelona não vieram a gala tão importante. Têm prioridades… entre Ronaldo e Griezmann há uma diferença grande. Estou desiludido com Messi. Se estivesse cá, podia lutar. Em casa, a ver pela televisão, não luta por nada”, acrescentou El Pibe.

O avançado luso  conquistou em 2016 a Liga dos Campeões, o Euro2016 e o Mundial de Clubes, juntou o galardão  Bola de Ouro da 'France Football'. Os dois prémios, recorde-se, foram entregues em separado.