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Futebol Internacional

Wenger contra integrao do Bara

11 de Outubro, 2017

Tcnico francs descarta considerar catales a integrarem campeonato ingls

Fotografia: Ben Stansall| AFP

Arsène Wenger, treinador do Arsenal, considera que ao Barcelona não deve ver permitida a possibilidade de disputar a liga inglesa, na sequência da situação política que hoje se vive na Catalunha.

\"Espero, que o Barcelona continue a jogar em Espanha\", afirmou Wenger e considerou que colocar o emblema blaugrana a jogar na liga inglesa, \"rompia a unidade geográfica e o sentido comum\", referiu o técnico francês em declarações à cadeira televisiva beIN Sports, do Qatar.

E, justificou. \"Se a situação política entre Espanha e Catalunha não está bem, isso significa apoio de Inglaterra à Catalunha, e não ia ser visto com bons olhos a nível internacional\", destacou.

Wenger vincou a sua posição, ao deixar uma sugestão. \"Porque não convidam o Celtic ou o Rangers para a liga inglesa? Estão no Reino Unido. Faria muito mais sentido, do que convidar o Barcelona\", disse.

Na última sexta-feira, o presidente da liga espanhola, Javier Tebas, considerou que \"infelizmente\" vê o cenário de um campeonato sem Barcelona, ou Espanhol, que ia implicar a perda de um valor à competição, que \"custaria muito recuperar\", destacou.


PRESIDENTE DA FIFA
Infantino rendido
a classe de Messi


O presidente da FIFA, Gianni Infantino, deu uma entrevista ao diário La Nacion, da Argentina, e entre vários temas abordou o facto de Messi nunca vencer um Mundial, deixou alguns elogios ao craque argentino e disse que é \"injusto\" nunca ter levantado o troféu, apesar de ressalvar que só ganha quem o merece, e afirmou que Messi foi quem dominou o futebol mundial nos últimos anos.

\"Os anos 80 e 90 foram de Maradona, estes últimos dez anos foram de Messi. Claro que o Maradona também ganhou um Mundial. O Messi ainda tem de ganhar um\", analisou.

Questionado pelo jornalista, sobre isso era uma injustiça, Infantino confirmou. \"Seria uma injustiça. Mas, só ganha Mundiais quem o merece. Há que ver quem merece mais em 2018, e em 2022. E, temos muitos grandes jogadores que nunca ganharam um Mundial, temos muitos jogadores que não foram tão grandes, e ganharam um Mundial. Essa, é a beleza do futebol\", esclareceu.

Numa entrevista em que abordou a possibilidade da Argentina ficar de fora do Mundial 2018, Infantino deixou mais elogios a Messi. \"
O  Messi é um dos actores principais, e absolutos do futebol de hoje. É alguém ,que te faz apaixonar, que joga de uma maneira absolutamente incrível\", sublinhou.


INGLATERRA
Aumentam queixas por descriminação

As queixas e incidentes relacionados com racismo e discriminação voltaram a aumentar em Inglaterra, pela quinta época seguida, segundo dados revelados pela organização Kick it Out.

Os números indicam situações, que vão da Premier League às ligas regionais,  dão conta de 469 queixas em 2016/17, um aumento de 16,7 por cento em relação à temporada anterior. Dessas, 12 queixas foram relativas a jogadores, treinadores ou dirigentes de clubes profissionais. Há 194 casos que envolvem adeptos, e 197 referentes a abusos através das redes sociais.

Os insultos e outros abusos de ordem racial representam 48 por cento dos casos, incluídos no relatório, 21 por cento de carácter homofóbico, 17 por cento de teor religioso, e 9 por cento relativo à questões de género, entre outros.De recordar, que o seleccionador feminino inglês, Mark Sampson, foi despedido devido a acusações racistas. As denúncias de que é alvo, remontam ao tempo em que treinava ainda na Academia do Bristol City, em 2014, a investigação foi reaberta e culminou com a destituição.

\"A FA confirma, que o contrato de Mark Sampson como treinador principal da selecção feminina, terminou com efeitos imediatos\", lê-se no comunicado. A mesma nota explica: \"Em 2014, algumas alegações foram feitas contra ele, sobre o seu tempo no Bristol Academy. A avaliação de salvaguarda, foi a de que não havia risco na sua função. Contudo, o relatório completo da investigação só teve a atenção a actual liderança da FA, em Setembro, e é nosso julgamento de que revela uma evidência clara de comportamento inapropriado e inaceitável, por parte do treinador.\"

A primeira investigação, realizada em Março de 2015, não acusou o seleccionador, mas em 2016 uma antiga internacional Eniola Aluko voltou a acusá-lo de racismo, e um ano mais tarde foi considerado culpado.