Jornal dos Desportos

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Modalidades

1º de Agosto vence Progresso no africano em Marrakesh

Silva Cacuti - 06 de Outubro, 2013

Equipa do Sambizanga arrancou um empate a 16 golos ao intervalo obrigando as militares a um esforço suplementar na segunda parte

Fotografia: Jornal dos Desportos

No jogo que pontuou para a segunda jornada do grupo preliminar B, as sambilas comandadas pela veterana, impuseram um empate a 16 golos ao intervalo e obrigaram as campeãs nacionais a um esforço suplementar para chegar ao final do jogo na condição de vencedoras 33-29.

Ilda Bengue foi a melhor jogadora da partida. Marcou e deu a marcar, mas o seu esforço foi suficiente apenas para assustar e não para tragar o plantel mais experiente das campeãs nacionais. 

De resto era o jogo mais esperado do dia. No Progresso do Sambizanga foi ainda visível a prestação de Bombo Calandula. Pelo 1º de Agosto notabilizaram-se as irreverentes Carolina Morais e Isabel Guialo. As duas equipas obrigaram muitos dos apreciadores do bom andebol a fazer apontamentos nos seus blocos. O jogo foi também atentamente seguido por Vivaldo Eduardo, treinador do Petro de Luanda, equipa com que o 1º de Agosto perdeu a final da Taça Africana dos Clubes Campeões de 2012, em Tanger.

O 1º de Agosto venceu na primeira jornada o Desportivo ABC de Cabo Verde por 48-18 e o Progresso que é estreante nesta prova já tinha surpreendido o FAP dos Camarões e venceu por 30-29.

Hoje as duas equipas do grupo B cumprem dia de folga. No grupo preliminar A o Petro de Luanda com muito favoritismo, defronta hoje às 13H00 o Nairobi Waters do Quénia. Ontem as angolanas venceram o Inter Club do Congo, 28-26.

Na primeira jornada o Petro de Luanda venceu o África Sport da Costa do Marfim por 35-23. Para a classe masculina o 1º de Agosto único representante angolano apenas ontem jogou, defrontando o Al Jazeera, da Líbia. Na ronda inaugural do grupo A, os militares venceram por falta de comparência o Kano Pyramid da Nigéria.


Huíla

Falta de dinheiro
dificulta expansão


A inexistência de recursos financeiros está a inviabilizar a expansão do andebol em 13 municípios da província da Huíla. De acordo com Zeca Fumbelo presidente da Associação de Andebol da Huíla a expansão da modalidade a 13 municípios não foi feita devido às dificuldades de recursos financeiros.
“É nosso objectivo expandir a prática da modalidade, mas faltam os dinheiros”, confessou.

Zeca Fumbelo afirmou que há a intenção de se começar a estender a modalidade numa primeira fase aos municípios da Humpata e Quilengues pelo facto de nestas localidades possuírem boas infra-estruturas.

“Fomos já ao município de Kaluquembe verificar a infra-estrutura existente para a prática do andebol. Queremos voltar àquela região para encetar contactos com as autoridades da administração municipal e estudarmos formas de dar início à massificação. Talvez só no próximo ano vamos estender a modalidade a outros municípios”, garantiu

O responsável sublinhou que a associação regista um bom número de técnicos e árbitros. Recentemente foram formados 70 treinadores e 15 árbitros.
Na visão de Zeca Fumbelo o pessoal formado vai contribuir para o desenvolvimento do andebol nesta província.
Gaudêncio Hamelay, no Lubango


Juniores

Clubes dispensam atletas 

Grande parte dos jogadores juvenis que atingiu a categoria de júniores, no ano passado, foi dispensada pelos seus clubes devido à inexistência de categoria. A grande maioria dos clubes na província da Huíla forma jogadores até à categoria de juvenis, pelo que os juniores terminam a carreira mais cedo. Por este facto, a prática do andebol nos escalões de iniciados e juvenis em ambos os sexos, conheceu nos últimos tempos uma grande evolução.

De acordo com Zeca Fumbelo presidente da Associação Provincial de Andebol da Huíla actualmente a modalidade é movimentada por cerca de 1.300 crianças nos escalões de juvenis e iniciados. No escalão de juniores está uma equipa masculina ainda sem clube para a albergar.

“Temos agora um leque de atletas a praticar o andebol nos escalões de juvenis em ambos os sexos com um bom rendimento. A continuar assim estamos com bons indicadores em futuras competições nacionais”, disse. O presidente da associação de andebol da Huíla esclareceu que além das equipas da Escola 27 de Março, Colégio 1-2-3, Colégio o Sol, Sporting e a Escolinha da Agricultura, existe um novo grupo de petizes com cerca de 100 integrantes, que pertencem ao projecto Logos. “No ano passado já tivemos uma média de sete formações e este ano tivemos um acréscimo de três formações, que perfaz uma média de dez clubes”, destacou.
 
De equipamento
Um dos maiores embaraços da associação da Huíla é a falta de material desportivo cuja aquisição tem sido difícil. “O único órgão que nos apoia praticamente é a Federação Angolana de Andebol. Tivemos uma pequena verba dada pela federação e gastámo-la na realização dos nossos torneios internos. O que sobrou ajudou-nos na formação de técnicos e árbitros. Neste momento estamos de braços cruzados e temos dívidas com os nossos árbitros”, aclarou.

O dirigente associativo referiu que essa situação tem criado constrangimentos no desenvolvimento do andebol na província. “Por vezes somos obrigados a gastar dos nossos próprios recursos para pudermos cobrir os gastos da associação. Por exemplo comprar água, refrigerante e uma bolacha para os petizes depois do jogo já que as formações efectuam dez partidas seguidas por dia. Os jogos começam às nove e terminam às 16 horas. Fizemos jogos seguidos, o que é muito”, salientou Zeca Fumbelo.
GH