Jornal dos Desportos

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Abdicar do Rio\'2016 foi \"decisão brutal\"

18 de Julho, 2017

O suíço conquistou o octacampeonato ao bater Marin Cilic por 3 sets a 0 com parciais de 6/3, 6/1 e 6/4.

Fotografia: Jim McIsaac | AFP

Depois de muito trabalho, Roger Federer comemorou em Wimbledon. O suíço conquistou o octacampeonato ao bater Marin Cilic por 3 sets a 0 com parciais de 6/3, 6/1 e 6/4. No torneio, a campanha foi perfeita, sem nenhum set perdido. No entanto, o período que antecedeu a alegria foi marcado por decisões difíceis.

Em 2016, o veterano de 35 anos teve de parar por seis meses para descansar, após uma lesão no joelho. A pausa fez com que Federer perdesse os Jogos Olímpicos do Rio. Uma \"decisão brutal\", na visão do tenista, que não teve como actuar pelo seu país.

\"Sinto muita falta dos Jogos Olímpicos. Foi uma decisão brutal para mim. Em Wimbledon, quando decidi não competir dos Jogos Olímpicos no ano passado, olhei nos olhos do meu médico e do meu fisioterapeuta e falei que gostaria de jogar no Rio e descansaria no resto da época.
Disseram-me que era a decisão errada e que precisava descansar naquele momento\", revelou.

O histórico olímpico de Roger Federer teve altos e baixos. Além de uma meia-final em Sidney\'2000, numa época em que ainda era novato, o suíço ficou pelo caminho em Atenas\'2004 e Beijing\'2008, no torneio de simples. Nas duplas, conseguiu o ouro na China. No entanto, a medalha no torneio individual só veio nos Jogos de Londres, em 2012, quando foi derrotado pelo britânico Andy Murray na final e ficou com a prata.

As quatro participações em sequência, quase sempre como favorito, fizeram com que Roger Federer ficasse triste pela ausência no Rio. O suíço diz que os Jogos o \"recompensaram bastante\"; a sua mulher, Mirka Federer, conheceu-o nos Jogos de Sidney. Também afirma que fez de tudo para estar na cidade maravilhosa. O que se depender dele, ainda vai acontecer.

\"Isso me deixou muito triste, porque os Jogos Olímpicos me recompensaram bastante. Um ouro, uma prata e tenho muito orgulho de representar a Suíça. Conheci a minha mulher em Sidney em 2000. Tentei de tudo para estar no Rio e um dia estarei no Rio\", prometeu.

Roger Federer conquistou apenas duas medalhas olímpicas na sua carreira, mas a decisão de abdicar da terceira fê-lo gravar o seu nome na história de Wimbledon, o torneio mais tradicional do ténis. Com a vitória sobre Cilic, o terceiro classificado no ranking da ATP, chegou a um recorde: esta é a oitava conquista no torneio e superou o norte-americano Pete Sampras, com sete.

Aos 35 anos, é o quinto título do suíço na época. Além da glória na Inglaterra, também venceu o Aberto da Austrália, os Masters 1000 de Indian Wells e Miami, e o ATP 500 de Halle.