Jornal dos Desportos

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Abertura do Africano marcada para Nabeulien

Álvaro Alexandre, em Nabeul - 01 de Abril, 2013

Campeonato Africano de juniores, cadetes e sub-21 de ténis de mesa

Fotografia: Jornal dos Desportos

A cerimónia de abertura da XVI edição do Campeonato Africano de juniores, cadetes e sub-21 de ténis de mesa, realiza-se hoje, no estádio Nabeulien, na cidade tunisina de Nabeul.

A cerimónia está marcada para as 16h00, no pavilhão localizado no centro da cidade de Nabeul, que dista cerca de 70 quilómetros de Tunis, capital administrativa e política da Tunísia.

O centro desportivo, que está capacitado para acolher as principais modalidades de sala, com destaque para o basquetebol, andebol e voleibol, tem uma capacidade de 1.500 espectadores.

Após a cerimónia, os delegados vão reunir para aprovar a agenda do Campeonato Africano.

O vice–presidente da Federação Angolana de Ténis de Mesa, Messias Gonda, presente na Tunísia, disse que apenas hoje, as selecções nacionais vão saber a data da realização da primeira jornada.

“A organização está a fazer um compasso de espera, visto que algumas selecções ainda não chegaram à cidade de Nabeul. Assim que tiver as confirmações definitivas vai realizar a reunião técnica para aprovação do emparceiramento da primeira jornada”, disse.

O Africano da Tunísia disputa-se de 1 a 6 do corrente mês e vai determinar os vencedores das provas por equipas, pares mistos e individuais, nas categorias de juniores, cadetes e sub-21. 

Angola vai lutar pela melhoria da medalha de bronze alcançada no ano transacto, na Argélia, com uma selecção composta por sete mesatenistas.
As provas masculinas vão contar com a participação dos angolanos Aléssio Peter, Edvane Neto, Elizandro André e Paixão da Silva.

Na classe feminina, o seleccionador nacional Manuel Pimenta, que conta com a assessoria técnica do professor chinês Ming Qiang Wang, principal mentor dos níveis de exibição e de confiança que os atletas apresentam, vai apostar em Maria Samalinha, Ruth Tavares e Isabel Albino.
          Álvaro Alexandre, em Nabeul


TÉNIS 
Murray vitorioso em Miami



O escocês Andy Murray conquistou ontem o seu segundo título no Masters 1000 de Miami, na Florida, ao derrotar na final o espanhol David Ferrer no desempate.
Murray, segundo cabeça de série na prova e que assegurou o 26.º título na sua carreira, vai subir na segunda-feira ao segundo lugar do "ranking" mundial, igualando a sua melhor classificação de sempre.

No embate de ontem, Murray esteve várias vezes em dificuldade, tendo sido obrigado a recuperar depois de ter perdido o primeiro "set" por 6-2, vencendo o segundo por 6-4 e deixando o seu adversário inverter uma desvantagem na fase final do terceiro e decisivo parcial.

Depois de ter estado a servir para vencer o "set" aos 5-4, Murray permitiu que Ferrer, terceiro cabeça de série, invertesse para 6-5 e dispusesse mesmo de um ponto de encontro, numa altura em que o britânico servia.

Ferrer chegou quase a ter o ponto ganho, mas Murray recorreu ao "olho de falcão", que mostrou que a sua bola tinha sido dentro, tendo conseguindo anular a vantagem do adversário.

A partir daí, Murray ganhou confiança, perante um desgastado Ferrer, tendo vencido o jogo e levado o encontro para "tie-break", que foi um autêntico passeio para o escocês, ao triunfar por fáceis 7-1.

Apesar de derrotado, Ferrer vai subir um lugar no "ranking", figurando na segunda-feira no quarto posto, por troca com o seu compatriota Rafael Nadal.

Serena Williams define torneio
de Roland Garros como meta



Após vencer sábado a russa Maria Sharapova na final do Master 1000 de Miami, Serena Williams virou as suas atenções para Roland Garros, um torneio que não vence desde 2002.

A líder do ranking mundial e campeã de todos os Grand Slams do circuito, não tem mostrado bom desempenho em Roland Garros.

Serena foi eliminada na primeira ronda da última edição do torneio e por isso revela que a sua maior ambição na época é levantar o troféu sob a Torre Eiffel.
“Não gosto do saibro, adoro deslizar. A minha meta é ganhar Roland Garros este ano”, disse, apesar de ressaltar que este não é o seu tipo de piso preferido.
“Não gosto muito do saibro. Gosto mesmo é da relva, onde o saque funciona melhor”, conta.

Sobre a partida com Maria Sharapova na final do Master 1000 de Miami, Serena não consegue explicar a viragem no jogo, numa altura em que perdia na segunda parcial.

“Honestamente, não sei dizer agora qual foi o momento exacto da viragem”, afirma.
Após ter sido derrotada por 6/4 no primeiro set, Serena cedeu e perdia por 3/2 na segunda parcial. Uma sequência de dez jogos vencidos, porém, deu o título à norte-americana.

“Foi tudo muito rápido. Preciso de rever a partida para saber o que deu certo ou errado. Mas certamente não estava com a energia habitual no começo da partida. Talvez tenha treinado de mais ou feito muito exercício. Tentei acalmar-me e relaxar”, recordou.

No geral, Serena acumula 12 vitórias em 14 partidas contra Sharapova. As duas únicas vitórias da russa aconteceram em 2004.
Ao reconhecer que teve desempenho abaixo do esperado, a número um do mundo elogiou a adversária russa.

“Hoje não parecia ser o meu dia. Maria jogou talvez o melhor ténis que já a vi jogar, estava a mexer-se de forma incrível, fazendo pontos de todos os cantos. Como eu consegui ganhar sem o meu melhor ténis? Vou ter mesmo que rever a partida para entender. O que posso dizer agora é que mentalmente me sinto muito forte. Sinto que posso elevar sempre o meu nível”, garantiu.