Jornal dos Desportos

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Adaptao ao clima atarefa as seleces

Rosa Panzo - 18 de Julho, 2014

A segunda fase de preparao das seleces nacionais de voleibol de praia, visando a participao nos IX CPLP

Fotografia: Rogrio Tuti

Exercícios físicos de adaptação ao clima dominaram a primeira sessão de treinos. O conjunto nacional, que chegou a Luanda na última quarta-feira, descansou no período da manhã de ontem devido ao cansaço da viagem e retomou a preparação à tarde. As sessões de trabalho de preparação vão ser bidiárias a partir de segunda-feira.

O seleccionador nacional, Mário Makili, confirmou os exercícios de adaptação até domingo em virtude do tipo de areia da Baía de Luanda que difere do litoral do Namibe, onde cumpriu a primeira fase de preparação desde o principio do ano, com ensaios de diferentes sistemas tácticos e técnicos.
Mário Makili trabalha com os atletas Rui Peres, Fábio Carvalho e Edmilson Satiambula, Alexandra Xampunga, Pamela dos Santos e Edith Silva. 

OPTIMISMO
NO TRABALHO

Os integrantes das selecções nacionais de voleibol de praia estão optimistas quanto à segunda fase preparatória, que arrancou ontem, na Arena Atlântida, à Ilha do Cabo. Alexandra Xapungo, uma das veteranas da selecção nacional, disse que o facto de Angola ser anfitriã dos IX Jogos da CPLP a pressão é maior que nas edições passadas.

"Apesar da pressão no trabalho e muita concentração exigida pela equipa técnica, o programa de treinos foi bem elaborado de modo a não nos sentirmos prejudicados nos estudos e na preparação do evento", disse.

Alexandra Xapungo referiu ainda que o grupo esta unido e trabalha para defender os objectivos definidos: lutar para atingir os lugares cimeiros.

"Temos a consciência do trabalho para dignificar a nossa pátria. Ainda que não consigamos o primeiro lugar, a nossa missão é estar entre os primeiros", frisou. Para a concretização da missão, Alexandra Xapungo assegura que a fórmula passa pelo "respeito aos adversários". Por isso é necessário "jogar com disciplina e respeito acima de tudo para levar vantagens".

Fábio Carvalho revelou que se sente fatigado em função da longa viagem do trajecto Lobito-Namibe-Luanda, mas está preparado para continuar a trabalhar. O atleta disse que está ultrapassada a fase "difícil" vivida na primeira fase, em que tinha de fazer muitas viagens aos fins de semana entre Lobito e Namibe, devido aos estudos.