Jornal dos Desportos

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Adelino Chaves viaja hoje para Pretória

Hélder Jeremias - 26 de Outubro, 2014

Secretário da Geral da Federação viaja hoje para a África do Sul no âmbito da participação da selecção nacional no zonal VI

Fotografia: Jornal dos Desportos

O secretário-geral da Federação Angolana de Tiro, Adelino Chaves, deixa hoje o país com destino a África do Sul para preparar as condições de acomodação da Selecção Nacional, com vista a disputa do torneio da Zona VI, denominado "Southern African Shooting Championship", que a cidade de Pretória vai albergar de 7 a 9 de Novembro.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, o responsável federativo mostrou-se satisfeito pela entrega dos seis atletas convocados para representar o país no torneio que dá acesso a uma das vagas no Campeonato Africano de Tiro, que a África do Sul vai acolher no início de 2015.

O facto da maior prova continental ser realizada no mesmo campo que decorre o zonal VI, é para Adelino Chaves a razão que motiva a presença dos angolanos. O evento junta a nata de atiradores da República da Namíbia, África do Sul, Zimbabwe, Botswana, Moçambique e Zâmbia. Para Adelino Chaves, o evento permite aos atletas angolanos chegar no "Africano" melhor esclarecidos do ponto de vista competitivo.

"Conhecer bem o campo, meio ambiente e todos os aspectos intrínsecos ao torneio da zona se traduz na melhoria da performance dos nossos atletas no campeonato africano a decorrer no mesmo local. Portanto, não podemos perder a oportunidade de estar na antecâmara daquilo que vai ser a competição de maior expressão à escala continental", disse.

O responsável federativo informou ainda que a viagem para o zonal VI serve também para suprir a lacuna da não realização do Torneio Internacional da Namíbia. Todos os anos, os atiradores nacionais aproveitam esse evento para ganhar experiência junto de colegas de vários países convidados. Por razões técnicas, o evento foi suspenso no ano em curso.

"As coisas parecem encaixar-se perfeitamente, pois ficamos a saber que o torneio da Namíbia este ano não vai ser realizado e o zonal VI vai decorrer em paralelo com  um torneio aberto, em que vão estar presentes vários atiradores. Seis atiradores da Selecção Nacional vão participar do evento", disse.


EM 2015
Federação projecta
GP Internacional


A realização de um Grande Prémio Internacional na província da Huíla e o relançamento do tiro no Namíbe situam-se entre as tarefas da Federação Angolana de Tiro para a primeira metade de 2015, de acordo com Adelino Chaves.

A duas provas para o final do Campeonato Nacional de Fosso Olímpico de 2014, cuja final está marcada para Dezembro do ano em curso, na Fazenda NNN, localizada em Gambos, Huila, o elenco federativo exalta a qualidade das infra-estruturas para que doravante Angola possa albergar provas do mais alto nível. 

No dizer de Adelino Chaves, a vinda ao país de atiradores de grande precisão pode servir de inspiração para os atiradores mais jovens. Angola precisa de criar bases para que a nova geração se entrega com afinco no desporto para que o nome do país continue a ser prestigiado no contexto das nações.

Adelino Chaves informou ainda que Angola foi convidada a estar presente, através do presidente de direcção Francisco Afonso Hanga, na Assembleia-geral da Federação Internacional de Tiro  (International Sport Shootin Federation, ISSF- sigla inglesa), a decorrer em Dezembro do ano em curso na cidade alemã de Munique.

"Tanto a Federação Internacional como a Confederação Africana estão atentas no desenvolvimento do tiro em Angola. A recepção de convites para participar nas respectivas cimeiras provam isso. Contudo, as nossas responsabilidades na zona levam-nos a redobrar esforços para ocupar o lugar merecido", disse.

Recordar que Angola esteve presente nos Jogos Olímpicos de Beijing, na China, em 2008, além de ter conquistado a medalha de ouro no "Africano de Argel, no ano anterior, por intermédio do atirador Paulo Silva.      
HELDER JEREMIAS


FAT
Regresso às provas internacionais exalta a direcção


O regresso dos atiradores às provas internacionais de maior expressão representa um dos efeitos dos programas gizados pela nova direcção da Federação Angolana de Tiro, depois de um ano com prioridade no relançamento das competições nacionais, de acordo com Adelino Chaves.

O secretário-geral da Federação reconheceu que o elenco do qual faz parte tomou posse numa altura em que as competições internacionais foram relegadas para o segundo plano por questões conjunturais, não obstante o potencial dos atiradores.

O responsável disse que agora respiram de "alívio", depois de ultrapassar parte dos problemas candentes e o regresso da boa convivência entre os clubes e a federação.

Adelino Chaves louvou o facto do campeonato nacional de fosso olímpico ter sido pautado pela regularidade das suas provas, em 2013, não obstante o Clube de Tiro Caça e Pescas de Benguela se ver impedido de realizar a respectiva jornada por questões organizativas. A situação foi suprida pelo Clube da Huíla, que se responsabilizou e organizou a prova com sucesso.

As participações do atirador do 1º de Agosto, Paulo Silva, nos torneios de Munique (Alemanha) e Granada (Espanha), bem como as presenças dos atiradores nacionais no Torneio Internacional do Kuwait, de sete a 17 de Março último, também são apontadas pelo secretário-geral entre os momentos áureos do tiro nacional.

"Na verdade, foi difícil trabalhar no primeiro ano do nosso mandato, em função dos vários problemas que herdamos. A modalidade esteve submersa ao longo dos últimos anos em momento menos bons que relegaram as provas internacionais em segundo plano. Julgamos que o regresso é produtivo", augurou.

O dirigente federativo apontou também algumas virtudes das direcções anteriores com realce para a construção de novos fossos olímpicos nas cidades da Huíla, Benguela e Cuanza Sul. Adelino Chaves considera que as "infra-estruturas contribuem para o desenvolvimento dos atiradores nacionais e permite que as competições nacionais tenham uma rotação, ao contrário do que sucedia anteriormente. Só Luanda tinha o privilégio de acolher as provas".  
HJ


ORÇAMENTO
Verba aumentada no próximo ano


As garantias de um pacote mais sólido do Ministério da Juventude e Desportos no âmbito da massificação do tiro representam um "balão de oxigénio" para a federação materializar os programas de relançamento das competições nacionais e internacionais.

Em abordagem ao Jornal dos Desportos, Adelino Chaves disse que a componente financeira continua a ser o "calcanhar de Aquiles"  da federação. Para a instituição, não tem sido fácil cobrir as necessidades materiais. Às vezes, os atiradores são obrigados a usar recursos pessoais para se manterem nas provas.

O executivo da federação teceu tais comentários com base nos resultados de encontros mantidos entre a direcção e o Ministério de tutela, durante os quais foram garantidos aumentos significativos de verbas para os programas em carteira e as participações de Angola nas provas além fronteiras.

Outro motivo de esperança é a possibilidade do Ministério das Finanças vir a estipular taxas especiais para a entrada de materiais, tais como cartuchos e pratos. O passo a ser concretizado vai permitir aos atiradores efectuarem médias de treinos superiores e elevarem os níveis de precisão no período mais curto.

"Podemos comprar duas armas e utilizá-las durante muito tempo, mas os pratos e cartuchos são materiais gastáveis e de elevado custo. Até agora, vemo-nos a abraços com problemas financeiros, mas o futuro é promissor tendo em vista as promessas feitas pelas autoridades", frisou.          
HJ