Jornal dos Desportos

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Modalidades

Alemanha e Hungria dominam nos Europeus

17 de Junho, 2013

Jogos Olímpicos foram surpreendidos pela Alemanha

Fotografia: AFP

O primeiro dia de finais nos Europeus de canoagem revelou um crescente equilíbrio na modalidade, embora Alemanha e Hungria, as maiores potências internacionais, já se estejam a destacar. As oito finais tiveram outros tantos países a levar o ouro, mas apenas três nações atingiram o pódio: a Alemanha lidera, pois tem mais três pratas, a Hungria uma prata e outro bronze,também a República Checa e a Roménia  "mostraram-se", ambas em  três pódios.

Em Londres'2012, Hungria e Alemanha superiorizaram-se à concorrência com três medalhas de ouro num total de seis pódios. As surpresas de sábado foram poucas e incidiram, sobretudo, no K2 1.000, em que os campeões olímpicos, os húngaros Rudolf Dombi/Roland Kokeny, foram apenas quintos, enquanto os "vice", os portugueses Fernando Pimenta e Emanuel Silva, quedaram-se no sétimo posto.

Os mais fortes nos Jogos Olímpicos foram surpreendidos pela Alemanha (bronze em Londres'2012), Rússia (sexta) e República Checa, que falhou a final. Igualmente inesperado foi o sexto lugar do campeão olímpico de C1 1.000, o alemão Sebastian Brandel. Esta é a primeira grande prova no novo ciclo olímpico, em que a época inicial costuma ser dedicada à experiências de tripulações.

Sétimo lugar
Portugueses desdramatizam


O K2 1.000 vice-campeão olímpico Fernado Pimenta/Emanuel Silva desdramatizaram sábado o sétimo lugar na final dos Europeus de Montemor-o-Velho,ao  prometer que respondem "na hora certa", no Rio'2016. "Estamos no início do ciclo olímpico, temos de ter calma. O 2012 foi  desgastante, com 189 dias de estágio. Tivemos de recarregar baterias e a preparação começou mais tarde. Os portugueses querem medalhas, mas nós também. A própria tripulação da Hungria (campeã olímpica) foi a quinta. Não vamos dramatizar. Vamos responder na hora certa", disse Emanuel Silva.

O canoista recordou que há muito trabalho pela frente e que o mesmo visa o Rio'2016: "Se falharmos nos Europeus ou nos Mundiais, não vamos dramatizar. Nos Jogos Olímpicos é que não podemos falhar. Vamos continuar com a mesma energia". "Não nos atirem pedras quando as coisas correm mal, pois assim não nos ajudam nada. Agradeço ao povo português nas bancadas, foi fantástico. Demos o nosso máximo", acrescentou. Fernando Pimenta admitiu que "o barco não teve o deslize" desejado num dia em que "as coisas correram menos bem", endereçou os "parabéns aos adversários, que foram melhores". "Demos o nosso máximo. Atirámo-nos a eles. Não fomos felizes, mesmo assim fizemos boa prova.