Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Alemão sucede a Jacques Rogge

12 de Setembro, 2013

Novo homem forte do COI conseguiu 49 votos em cerca de 90 possíveis e venceu folgadamente os seus principais concorrentes

Fotografia: AFP

O alemão Thomas Bach, advogado e campeão olímpico em esgrima (equipas) em 1976, foi terça-feira última eleito presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), sucedendo ao belga Jacques Rogge, após duas rondas de votações em Buenos Aires, Argentina. Na corrida ao cargo - ocupado nos últimos 12 anos por Jacques Rogge, de 71 anos - estavam seis candidatos: além de Thomas Bach, o porto-riquenho Richard Carrión, o cingalês Ng Ser Miang, o ucraniano Sergey Bubka, o suíço Denis Oswald e o taiwanês Wu Ching-Kuo.

No entanto, o taiwanês tinha sido eliminado na primeira votação por ter angariado o menor número de votos. Na segunda votação estiveram presentes 94 membros do COI - os membros de países de origem dos candidatos não podem votar. A eleição é por maioria absoluta e o novo presidente é escolhido por um período inicial de oito anos, renovável por outros quatro anos.

INSTABILIDADE NO BRASIL
PREOCUPA  PRESIDENTE


O novo presidente do Comité Olímpico Internacional, o alemão Thomas Bach, manifestou-se - ainda antes de ter sido eleito - preocupado com o clima social no Brasil a dois anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Eleito terça-feira em Buenos Aires com 49 votos - em 94 possíveis -, contra os 29 do porto-riquenho Richard Carrión, Thomas Bach foi parco em palavras, afirmando que vai dirigir o COI sob os auspícios do seu lema pessoal:“Unidade na diversidade”. “Quero dirigir de acordo com o meu lema 'Unidade na diversidade”. Quero ser o presidente de todos”, disse Thomas Bach, depois de agradecer aos seus apoiantes em mais de sete idiomas.  O alemão, que também agradeceu ao seu antecessor, Jacques Rogge, pelo trabalho nos últimos 12 anos, acrescentou:

“O COI é uma grande orquestra universal, por isso toquemos agora em harmonia para um futuro radioso do movimento olímpico”. Thomas Bach foi mais expansivo numa entrevista na segunda-feira à BBC, na qual declarou que a sua primeira prioridade seria assegurar a normalidade dos Jogos Olímpicos de Sochi em 2014, já a braços com atrasos, orçamentos que não param de crescer e receios quanto à meteorologia (teme-se que o tempo não esteja frio o suficiente).