Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Alfa Romeo reúne com a FIA

03 de Abril, 2017

A Alfa Romeo também se sentou à mesa, para se inteirar dos planos.

Fotografia: AFP

A Alfa Romeo foi outra das marcas convidadas pela FIA a participar da reunião realizada em Paris, na sexta-feira (31), e que tratou da nova geração de motores da F1, - que vai entrar em cena a partir de 2021. Além da Ferrari, Mercedes, Renault e Honda, sabe-se que a Audi, Alfa Romeo e a Ilmor estiveram presentes.

A reunião foi convocada pela FIA, para discutir a geração de motores da F1 que vai ser adoptada a partir de 2021. aconteceu na sexta-feira (31), em Paris, e teve ainda mais convidados que os divulgados durante a semana. A Alfa Romeo também se sentou à mesa, para se inteirar dos planos.

 O representante escolhido por Sérgio Marchione, presidente do Grupo Fiat-Chrysler, para a Alfa Romeo, foi Heinz-Harald Wester. Junto dele, sabe-se que Stefano Domenicali, pela Audi, Mário Illien, pela Ilmor, além da Renault, Mercedes, Ferrari e Honda estiveram no encontro.

 A presença da Audi não suscitou grandes questões, sobre a intenção da marca alemã entrar na F1, a questão é um pouco diferente com a Alfa Romeo. Isso, porque Marchionne afirmou múltiplas vezes de que gostava de colocar a tradicional marca italiana de volta na grelha do Mundial, inclusive, a Toro Rosso quase ficou com motores Ferrari rebaptizados pela Alfa Romeo, na temporada 2016, e depois a Sauber  considerou uma venda para a mítica marca.

 Segundo a versão italiana do site norte-americano \'Motorsport.com\', a reunião realizada na Praça da Concórdia, concluiu que  livrar-se da tecnologia híbrida na F1 não é o caminho, mas realizar uma releitura do híbrido é a atitude correcta. A intenção, pelo menos neste momento, é encontrar soluções para que a tecnologia usada na F1 passa ser utilizada em carros de passeio.

Caso se atinja o objectivo, parte do orçamento para desenvolver os motores da próxima geração podia ser assumido pelos departamentos de pesquisa e desenvolvimento, não apenas as divisões desportivas. É uma questão orçamentária também, para que a F1 seja mais barata e eficiente, em relação à F1 actual. Dessa forma fica claro, que a F1 não pensa, ao menos por enquanto, regressar aos motores aspirados.