Jornal dos Desportos

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Alonso admite dificuldades na McLaren

23 de Março, 2017

Ele é três vezes campeão mundial, é uma óptima referência e todo sabe o quão bom ele é, então é muito bom dividir a equipe com ele e só posso deseja uma temporada forte para nós", encerrou.

Fotografia: AFP

A Fórmula 1 está prestes a estrear oficialmente no próximo final de semana, com a realização do Grande Prémio de Melbourne, na Austrália. E após uma pré-temporada com resultados que ficaram aquém do esperado, Fernando Alonso vê a sua equipa, a McLaren, em situação complicada na primeira prova do ano.

“Depois de duas semanas difíceis nos testes, estamos nos preparando para ter um final de semana difícil em Melbourne”, comentou o espanhol. Sem conseguir equiparar o desempenho mostrado por concorrentes como Red Bull, Ferrari e Mercedes, a equipa inglesa não teve ainda o tempo necessário para alcançar a evolução que está sendo buscada na temporada 2017, explica Alonso.

“Nós vamos fazer nosso melhor com o que temos, e há muito trabalho duro e colaboração entre a equipa, mas a falta de tempo antes da primeira corrida nos dá menos opções para realizar grandes mudanças”, afirmou. Apesar de prever as dificuldades que virão pela frente, o bicampeão mundial espera que a experiência na Austrália possa agregar para o crescimento da McLaren.

“O primeiro passo será trabalhar na confiabilidade antes que seja feita quaisquer suposições ou previsões sobre o desempenho, e tentaremos aproveitar o fim de semana o máximo que pudermos”, completou.

ALEMÃO VETTEL
BAPTIZA FERRARI

O piloto alemão, Sebastian Vettel, anunciou aquilo que quase todo mundo estava a espera e nem lembrava: o nome do seu carro para a temporada 2017 da F1. A Ferrari SF70H ganhou o apelido de Gina, que segue Eva e Margherita como os nomes dos tempos de Ferrari.

A temporada 2017 começa no próximo final de semana, então já era hora de Sebastian Vettel divulgar o nome que deu para a SF70H que irá guiar durante o ano: Gina. O tetracampeão mundial tornou uma tradição pessoal dar nomes femininos para os seus carros ao longo da carreira. E num ano em que a Ferrari pensar em voar mais alto que nos últimos, não foi diferente.

Vettel não apenas dá os nomes, mas também conta a justificativa. O Gina é um diminutivo de Regina, que, em latim, significa \'rainha\'. Agora, depois do baptizado junto aos mecânicos, Vettel só espera que Gina vá muito longe.

Em 2008, na sua primeira temporada pela Toro Rosso, Vettel deu o nome ao STR3 de \'Julie\'. Na temporada seguinte, já na Red Bull, o RB5 se fez \'Kate\' e, com uma atualização da versão daquele carro, veio a \'Irmã Safada de Kate\' (\'Kate Dirty Sister\'). Em 2010, Vettel ganhou o primeiro título guiando a \'Luscious Liz\' (a \'Liz Gostosa\'), que virou \'Randy Mandy\' (\'Randy Fogosa\') ao longo da temporada.

Os três campeonatos seguintes, todos vencidos pelo alemão, tiveram \'Kinky Kylie\' (a \'Safada\' de 2011) , \'Abbey\' (como homenagem aos Beatles em 2012) e \'Hungry Heidi\' (a \'Faminta\' de 2013). No último ano de Red Bull, a \'Suzie\' esteve nas pistas.. Depois de Eva e Margherita, Gina é o terceiro carro de Vettel na Ferrari.

A pré-temporada da Ferrari foi marcante. A equipa do Cavallino Rampante surpreendeu e assombrou ao se mostrar mais rápida que a Red Bull e dando impressão de estar em condições de brigar com a Mercedes pelo topo da grelha.

ESCOLHIDO
Bottas está confiante  


Valtteri Bottas não tem medo de virar segundo piloto na Mercedes. O finlandês disse que acredita que a equipa alemã vai manter a política de igualdade de condições, mas se vê pronto o bastante para encarar o desafio de ter como companheiro de equipa o tricampeão Lewis Hamilton.

Escolhido para ocupar o lugar do campeão Nico Rosberg, Valtteri Bottas afastou qualquer temor de ser colocado num um papel de escudeiro de Lewis Hamilton na primeira temporada com a Mercedes em 2017 na F1. O finlandês se disse preparado para o desafio defender a equipa que domina o Mundial há três anos e deixou claro que não tem dúvidas de que a equipa alemã vai manter a política de igualdade de condições também neste ano.

 "Não tenho medo disso (virar segundo piloto)", disse o nórdico, às vésperas do início do campeonato, em Melbourne, na Austrália. "Acho que a Mercedes não tem um piloto número um ou número dois, e isso é o mais importante para mim. Desde que eu faça o meu trabalho na pista considerando o nível de performance que tem o carro, nós estaremos bem", completou.

Questionado sobre os primeiros meses de trabalho com o tricampeão, Bottas revelou que a relação com o britânico poderia ser melhor. "Até agora, tudo tem sido muito bom. Nos testes, nós conseguimos trabalhar muito bem, como uma equipe. Há um bom ambiente na equipe. E não vejo razão nenhuma para que não continue assim", afirmou o piloto de 27 anos.

E embora Hamilton seja considerado por muitos como o piloto mais forte da actual grelha, Bottas reiterou que está pronto para entrar em uma eventual batalha com o britânico. "Acho que, para mim, é uma grande oportunidade.

Com certeza, é um enorme desafio, não há dúvidas de que vou precisar provar para muitas pessoas que mereci esse lugar, mas eu vejo tudo isso de forma positiva. Entendo que é uma boa oportunidade para a minha carreira, pois vou ter a chance de lutar por vitórias e, espero, até pelo campeonato."

 "Estou muito animado de correr contra Lewis. Ele é três vezes campeão mundial, é uma óptima referência e todo sabe o quão bom ele é, então é muito bom dividir a equipe com ele e só posso deseja uma temporada forte para nós", encerrou.