Jornal dos Desportos

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Alonso apoia britânico

21 de Junho, 2016

Piloto espanhol solidarizou-se com as declarações do seu colega de profissão

Fotografia: AFP

Fernando Alonso solidarizou-se às críticas proferidas por Lewis Hamilton ,após o GP da Europa, por não obter do seu engenheiro informações importantes, para resolver um problema de motor durante a corria, em Baku, no domingo.A insatisfação de Lewis Hamilton, com a "mordaça" imposta pela F1, ao restringir a troca de informações entre pilotos e equipas, ganhou em Fernando Alonso um aliado.

O bicampeão do mundo entende que o regulamento não faz sentido, uma vez que os competidores não têm condições de saber exactamente tudo o que acontece com os carros, que são dotados de enorme tecnologia. Hamilton enfrentou problemas durante o GP da Europa, em Baku, no domingo dia 19. Segundo o britânico, uma falha no motor levou-o a perder potência no carro. Algo que Lewis não soubia o motivo, por tal razão, accionou o seu engenheiro, Pete Bonnington, que disse que não podia oferecer mais informações.

Após a corrida, Hamilton afirmou que viveu momentos de tensão ao tentar, por conta própria, a solução para resolver o problema no motor.“Perigoso.Estava a olhar para o painel durante grande parte da volta. Durante toda a recta, estive a ver o painel. Não sabia qual era o problema, porque não sabia se tinha feito algo, e por isso, não estava a  funcionar. Tudo o que podiam dizer-me era que tinha um erro de modo do motor”, disse."Fiquei a olhar para cada botão e a pensar: estou a ser um idiota, aqui?

Fiz algo errado? E não, fiquei a analisar todas essas posições de modo e não tinha nada que indicasse estar errado. A proibição do rádio estava focada em proibir ajuda aos pilotos, mas este foi um problema técnico”, comentou o piloto da Mercedes. Alonso ficou do lado do britânico e criticou o regulamento. “Desde o começo, esta regra não faz  sentido. Nos dão uma nave para pilotar, com a tecnologia que temos, e agora, não temos informação à disposição. Às vezes, é complicado saber o que está a acontecer ao carro e que solução encontrar. Talvez, no futuro possamos falar sobre isso”, finalizou.