Jornal dos Desportos

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Alonso considera chata época de Prost e Senna

08 de Janeiro, 2017

O regulamento presente na Fómula 1, nos últimos anos, acabou por fazer com que muitos se desinteressassem da principal categoria do automobilismo mundial. Com o monopólio da Mercedes, e a pouca competitividade entre as equipas, a audiência caiu, no entanto, o piloto Fernando Alonso crê que a época de Allain Prost e Ayrton Senna era ainda mais chata.

"A Fórmula 1, naquela época, era muito chata. Se você assistir a uma corrida de 1985, 1988 ou 1992, você acaba por dormir durante a prova, porque eram duas McLarens, o quarto piloto chegava a ficar uma volta atrás dos líderes, com 25 segundos de diferença entre os carros", comentou o espanhol.

Em contrapartida, o bicampeão mundial em 2005 e 2006 com a Renault, valorizou o crescimento da Fórmula 1, no início dos anos 2000. Ele considera essa evolução da categoria como consequência da entrada de novas montadoras no negócio, e os novos circuitos que foram integrados no calendário.

"Creio que a Fórmula 1 cresceu muito. Muitas fábricas vieram para a Fórmula 1 nos anos 2000, como a BMW, Toyota. Tinha muita gente a chegar. A audiência estava lá em cima. Abrimos a Fórmula 1 para novos países, corremos na Coreia do Sul, na Índia, em Singapura, duas corridas em Espanha”, lembrou.

Por fim, Alonso acredita que o ciclo natural na Fórmula 1 seja a transformação de pilotos aposentados, como ídolos. Segundo o espanhol, quando alguém exerce o seu papel nas pistas, é muito criticado, posteriormente, acaba por ser reconhecido. Baseado nessa ideia, o actual piloto da McLaren já projecta dois nomes da actual grelha que podem tornar-se lendas no futuro.

"Quando você pára de correr, você é fantástico. Isso, aconteceu com o Felipe Massa e com o Mark Webber. Os pilotos dos anos 80 são grandes campeões, ídolos. Agora, nesta geração, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel vão tornar-se ídolos para as crianças do kart", encerrou.