Jornal dos Desportos

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Alonso defende fim de corridas montonas

11 de Junho, 2017

Para apimentar, disse: “Um bom exemplo é a conferência de imprensa: não houve nenhuma pergunta sobre esta corrida”, disse Alonso em Montreal, onde disputa o GP do Canadá.

O bicampeão mundial retorquiu sobre o que vai fazer:  “É só sobre o futuro. O que vou fazer no ano que vem, se as novidades do carro vão surtir efeito. Sempre se está a pensar muito no futuro; não há muito foco no que está a acontecer nesta corrida”. Para o espanhol, isso é resultado directo da previsibilidade das corridas.

“Isso acontece  porque sabemos mais ou menos onde todos vão terminar. Dá para colocar num papel os 15 primeiros classificados da corrida e 99 por cento vão acertar em todas. A imprevisibilidade nas corridas gera esse pensamento focado no futuro e muita especulação. É claro que há uma parte do desporto que se beneficia disso, porque gera muito assunto para a media e muitas interacções com as claques, mas não tem a ver com o que vai acontecer neste final de semana”, disse.

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA
Para Felipe Massa, trata-se de um problema difícil de resolver, pois a falta de competitividade está directamente ligada à diferença de investimento entre as corridas. A divisão do dinheiro proveniente da comercialização dos direitos comerciais cria discrepâncias.

Na F-1, isso é feito a partir de um acordo denominado Pacto da Concórdia, renovado periodicamente. E o contrato actual, que vence em três anos, determina a distribuição de dinheiro tanto pela posição de cada equipa no campeonato, quanto por meio de bónus negociados de maneira unilateral, que fazem com que as equipas como Ferrari e Mercedes arrecadem muito mais dinheiro que a própria Williams de Massa ou a McLaren de Alonso.

“Isso é uma coisa que vai demorar para resolver. Como uma equipa que tem 80 milhões pode lutar com uma equipa que tem 400? Isso acontece em vários campeonatos, como no futebol, por exemplo. Essa diferença é muito difícil resolver. Vamos ver o que conseguem após o final do Pacto da Concórdia em 2020”, rematou.

Melhorar a distribuição financeira é uma das metas dos novos donos, que tomaram o controlo do desporto no início desta época. Mas o chefe Ross Brawn é o primeiro a admitir que a missão não vai ser fácil.

“Não acredito que exista qualquer equipa que queira ouvir falar em diminuir os gasto”, afirmou em Montreal.