Jornal dos Desportos

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Alonso defende permanência de Button

12 de Setembro, 2015

Piloto espanhol (à esquerda) aponta experiência de Button (à direita) como factor de permanência

A coleccionar resultados ruins na temporada, a McLaren de Fernando Alonso e Jenson Button,  planeia o ano que vem para  mudar a situação decepcionante que marcou a tradicional equipa da Fórmula 1 em 2015.

Ciente da qualidade de Button, Alonso declarou que apoia a permanência do companheiro e que vê com bons olhos, uma possível continuação da parceria entre os dois, no ano que vem.

“Jenson Button tem sido muito bom, durante toda a temporada, nós temos trabalhado duro juntos para ajudar a equipa. A experiência que Jenson possui tem sido muito, muito importante para os ajustes que nós trouxemos para o carro, em termos de potência e aerodinâmica, então se Jenson ficar, creio que será algo bom para a equipa”, disse o espanhol.

Com muitos problemas no carro e um lobby da McLaren para a demissão do chefe da Honda Yasuhisa Arai, por não conseguir fazer o carro render o que era esperado, Fernando Alonso e Jenson Button carregam o peso da ineficiência nesta temporada. O piloto espanhol voltou a apontar a experiência de Button, como um dos factores principais para a permanência com os ingleses.

“Se eles (McLaren) decidirem que precisam mudar algo, haverá vantagens e desvantagens para a equipa. A única coisa que eu posso dizer é que trabalhar com Jenson Button tem sido muito produtivo para a equipa e para mim, aprendendo uma série de coisas. Trabalhando com outros pilotos eu não posso dizer muita coisa”, reiterou.
Jenson Button já se posicionou sobre a renovação, afirmou que espera um fim igual ao de Fernando Alonso, que foi garantido na equipa para a próxima temporada. Apesar do apoio do piloto espanhol para sua permanência, Stoffel Vandoorne e Kevin Magnussen,  aparecem como candidatos para a vaga em questão.

POLÍCIA INVESTIGA
ROUBO DA FORCE
ÍNDIA


O GP da Itália de Fórmula 1, ainda não acabou para a polícia de Monza, que está a investigar o roubo de um volante na garagem da Force Índia. De acordo com a equipa, a peça de 100 mil euros foi furtada no sábado, dia em que ocorreu o treino classificatório.

REVELAÇÃO
Director da Williams quer mais triunfos

A Williams ainda precisa de mais 1 por cento extra, de desempenho, para voltar a lutar efectivamente por vitórias na Fórmula 1. Essa é a avaliação de Pat Symonds, director -técnico da equipa inglesa, que voltou a ser competitiva em 2014 e também possui bons resultados em 2015, mas não consegue um triunfo desde o GP de Espanha de 2012. E o director admite contrariar esse jejum.

“Eu quero ser vencedor, não há nenhum sentido em fazer isso, se você não quiser. Onde nós estamos para ganhar? Nós estamos, em termos de desempenho bruto, a cerca de 1 por cento, de onde precisamos estar”, afirmou Symonds em entrevista ao site oficial da Fórmula 1.

O director -técnico reconheceu que a Williams ainda precisa de minimizar os erros, como alguns de estratégia e nos pit stops, para ser mais competitiva em comparação a outras equipas, como a Mercedes, dominante na Fórmula 1 desde o início do ano passado.

“Operacionalmente, ainda estamos um pouco imaturos. A Mercedes tem uma boa equipa - não sem erros, como vimos no Mónaco - mas sob pressão os erros podem acontecer. Nós não estamos onde quero em termos de operação. Então, tudo que eu quero é mais 1 por cento do desempenho bruto. É uma operação sem problemas”, disse.

No último fim de semana, a Williams assegurou o seu terceiro pódio na temporada 2015 da Fórmula 1, mas o brasileiro Felipe Massa, que ficou na terceira posição no GP da Itália, encerrou a prova 45 segundos atrás do vencedor, o britânico Lewis Hamilton. Neste ano, a Williams só terminou um GP a menos de 20 segundos do vencedor, em duas das 12 provas realizadas. E, com 188 pontos, a equipa ocupa a terceira posição no Mundial de Construtores, atrás da Ferrari, com 270, e da Mercedes, com 451.

NOVA TEMPORADA
Red Bull sugere entrada de outra montadora


Frustrada pelo fim das negociações com a Mercedes “antes de ir ao fundo”, a Red Bull tem a Ferrari como única opção plausível, para substituir a Renault, caso realmente rompa o acordo com a fábrica de Viry -Châtillon para 2016. Mas caso assine com a montadora italiana, a equipa tetra -campeã do mundo entende que tal solução pode ser de curto prazo.

Em litígio com a Renault, a Red Bull está cada vez mais perto de romper um casamento duradouro e vitorioso, que rendeu-lhe  oito títulos mundiais na F1 nos “anos dourados” de 2010 a 2013.

Contudo, a falta de confiabilidade dos propulsores franceses, aliada ao relacionamento difícil entre a cúpula taurina e a direcção da montadora de Viry -Châtillon,  faz com que a equipa de Milton Keynes busque opções para voltar a brigar por vitórias e por títulos.

Depois de se ver frustrada com o fim das negociações com a Mercedes, a Red Bull deve optar pela Ferrari,  como futura fornecedora de motores. Mas Helmut Marko, consultor da equipa, entende que tal solução pode ser de curto prazo.

“As negociações com a Mercedes terminaram, antes que tratássemos dela, a fundo. Havia certas condições que jamais chegamos a discutir”, afirmou o austríaco, ex -piloto e actual consultor da equipa de Milton Keynes, em entrevista à revista alemã “Speed Week”.

Mesmo frustrado, por não ter conseguido chegar a um acordo para contar com o melhor motor da F1 actual, Marko ainda provocou a Mercedes. “Vamos ver qual motor usaremos, mas talvez vamos bater a Mercedes de qualquer maneira. Isso seria muito desagradável para eles se o fizéssemos, usando um motor Mercedes”, bradou.

No fim das contas, Marko entende que “o ideal” é que tanto Red Bull como a Toro Rosso se convertam em clientes da Ferrari, mas deixou claro que enxerga tal decisão como “uma decisão temporária”. A equipa taurina sempre foi envolta em rumores sobre uma possível ligação da Audi com a F1.

De acordo com a reportagem da revista alemã “Auto Motor und Sport”, a Red Bull mostra o desejo de ajudar o Grupo Volkswagen e indicou que está aberta inclusive a financiar parcialmente os custos de desenvolvimento de um novo motor. “Encaramos este possível acordo com a Ferrari, como um primeiro passo, para obter novamente um motor competitivo”, disse Marko.

O consultor, contudo, negou que haja pressa em resolver logo essa questão. “Não há pressa porque a Red Bull é muito bem postada tecnicamente. Nós temos menos pressa em relação à Toro Rosso, simplesmente, porque eles são uma equipa pequena. Mas, claramente, quanto mais breve for tomada a decisão, melhor”, complementou.

FUTURO
Equipa Haas define pilotos


A parceria entre Ferrari e a equipa Haas, que estreia na Fórmula 1 em 2016, não deve ficar limitada somente aos motores – os italianos vão fornecer as unidades de potência – e compartilhar o túnel de vento. Gene Haas, proprietário da equipa norte-americana, afirmou que um piloto reserva da equipa de Maranello vai guiar um dos seus carros na próxima temporada.

Haas não confirmou nomes, mas os seus comentários sugerem que o mexicano Esteban Gutiérrez, suplente na Ferrari, está praticamente definido para o ano que vem. Outro piloto reserva da equipa italiana e ex -piloto da Toro Rosso, o francês Jean -Eric Vergne também está na disputa.

“Espero que nas próximas duas semanas tenhamos algo a dizer. Um dos pilotos será um reserva da Ferrari e ainda estamos à procura de um experiente piloto de Fórmula 1, um piloto actual”, deu a dica o dono da Haas ao site Autosport. O chefe da equipa norte-americana, Gunther Steiner, ecoou os pensamentos de Gene ao ressaltar a procura por experiência no mercado da principal categoria do automobilismo.

“Gostaríamos que ambos (os pilotos) já tivessem guiado na F1, antes. Um deles nós queremos com uma grande experiência, alguém que tenha uns anos na F1”, explicou Steiner.

O alemão Nico Hulkenberg foi especulado para assumir um dos carros da Haas, mas a renovação com a Force Índia por mais duas temporadas, obrigou os americanos a riscarem o seu nome da lista de prioridades.

“Fizemos uma oferta para um piloto, que foi recusada. É uma experiência de aprendizagem”, encerrou Gene Haas.