Jornal dos Desportos

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Modalidades

Alonso pede prudência

20 de Março, 2014

Alonso, diz que é preciso manter a calma para conseguir melhorar

Fotografia: AFP

Acostumada a ser uma das equipas mais competitivas do grid, a Ferrari teve de contentar-se com uma actuação discreta no Grande Prémio da Austrália, no último final de semana.

Fernando Alonso, o melhor piloto da equipa na prova, cruzou a linha de chegada em quinto, mas fechou a etapa na quarta posição após a desclassificação de Daniel Ricciardo. Apesar do resultado abaixo do esperado, o espanhol disse que é preciso manter a calma, para que a equipa consiga melhorar ao longo do ano.

“É apenas a primeira corrida e ninguém pode dizer agora, quem vai ganhar o campeonato. Precisamos de ter calma para tentar um melhor resultado da próxima etapa, e também, para entender onde precisamos melhorar e onde estão os nossos pontos fortes. A Mercedes já parecia muito forte na pré-temporada, ganharam aqui e, no momento, estão um pouco à nossa frente. Agora, o objectivo é preencher essa lacuna e tentar terminar à frente deles”, disse Alonso.

Mesmo a uma posição do pódio, a diferença entre as equipas foi grande, já que o espanhol foi aproximadamente 35 segundos mais lento do que Nico Rosberg, que confirmou o bom momento da Mercedes. O piloto da Ferrari reconhece a superioridade da equipa de Toto Wolff, comemora estar à frente de Hamilton e Vettel, que abandonaram após apresentar problemas.

“A Mercedes realmente é muito forte, mas nós temos dez pontos à mais que Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. Não ficamos satisfeitos por terminar a prova 35 segundos depois de Rosberg e precisamos melhorar em Sepang”, concluiu.

Ronco dos motores
O primeiro Grade Prémio da temporada 2014 da Fórmula 1, realizado em Melbourne, trouxe uma surpresa desagradável aos fãs da principal modalidade do automobilismo no mundo. O ronco dos motores V6 turbo - que substituíram os V8 de 2013 - não foi aprovado pelos fãs e organizadores do GP da Austrália.

O director executivo da corporação que cuida da prova, Andrew Westacott, declarou que nunca havia ouvido um barulho tão incómodo e pediu para implementar mudanças. “O ronco dos motores nunca foi tão incómodo. Isto é uma coisa que eles vão ter de acertar para as próximas etapas. Nós pagamos por um produto, atraímos milhares para o autódromo e agora estamos preocupados. Isto pode estar a violar o contrato, declarou.

Além do ruído que desagradou os fãs, o motor V6 turbo proporcionou outra grande discussão na pré-temporada, pois deixou os carros mais lentos que antes.


SENSORES
Fornecedora contraria Red Bull


A Gill Sensors, empresa que fornece os fluxómetros da Fórmula 1, medidores de fluxo de combustível, emitiu terça-feira um comunicado, em que refuta a reclamação da Red Bull sobre o mau estado do sensor do carro do pilito Daniel Ricciardo.

A peça gerou polémica no Grande Prémio da Austrália do último domingo, após a desclassificação do australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull. Os comissários da prova afirmam que a equipa austríaca não utilizou o aparelho, resultando num fluxo superior ao permitido pelo regulamento.
“A FIA respondeu de forma positiva aos fluxómetros fornecidos pela Gill Sensors às equipas da F-1.

A performance do medidor de fluxo de combustível foi satisfatória, confirmando a confiança da entidade no desenvolvimento e a constatação de que o aparelho atende às especificações da organização”, afirmou a empresa no comunicado.

O comunicado refere ainda que as equipas ajudaram no processo da realização do aparelho: “O desenvolvimento do medidor incluiu um programa extenso de testes, que envolveu ligações com algumas equipas da F-1 para termos uma resposta sobre o design e a funcionalidade do aparelho. A calibragem do fluxómetro é feita por uma empresa terciarizada pela FIA”.

“O fluxómetro utiliza tecnologia ultra sónica que foi seleccionada devido à sua resiliência em condições extremas de operação.
A FIA escolheu a Gill Sensor pelo seu complexo desenvolvimento, resultado de 29 anos de experiência”, disse a Gill Sensors.