Jornal dos Desportos

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Alonso prevê sucesso a longo prazo na McLaren

19 de Dezembro, 2014

Espanhol Fernando Alonso descarta vitórias tão cedo no regresso à McLaren escunderia britânica

Fotografia: DR

Fernando Alonso não tem pressa em vencer de primeira na sua segunda passagem pela McLaren - esteve na equipa em 2007. Com vínculo firmado até final de 2017, o espanhol afirmou que está pronto para passar por um período de adaptação e não espera obter conquistas tão rapidamente.

"Estou aqui para ganhar, mas não no primeiro dia. Estou aqui para ganhar numa relação de longo prazo. Se precisarmos de passar por um período de conhecimento, estou aqui para isso, comprometi-me a trabalhar junto à equipa", declarou o bicampeão do mundo pela Renault.

De acordo com o asturiano, o projecto entre McLaren e Honda está a ajustar-se com a chegada de novas contratações e conforme o entendimento da nova filosofia implantada na equipa de Woking.

"Há alguns sinais de que as coisas estão a melhorar e avançar, especialmente com relação a novos nomes. Mais pessoas juntaram-se à equipa e à mudança de filosofia. Quando uma equipa não se entrega a 100 por cento, normalmente procura-se fundo os problemas e encontram-se as razões.

Na McLaren há essa forma de trabalhar, onde todos estão para ganhar", explicou o espanhol, que se viu "muito impressionado com o profissionalismo e a determinação" na fábrica da Honda, no Japão.

Inspirado por Ayrton Senna e pelo francês Alain Prost, tricampeões pela equipa britânica, Alonso relembrou os tempos de criança, quando assistia empolgado às batalhas entre os dois pilotos e não escondeu a determinação em voltar ao topo a conduzir a McLaren.

"Quando eu era uma criança, via as batalhas entre Senna e Prost, essas cores famosas. Cresci com essa idolatria e essa imagem do que ganhar a F1 significa. Agora, tenho a honra, a oportunidade e o privilégio de fazer parte dessa nova era da McLaren-Honda, e é inspirador", completou.

Na sua primeira passagem na McLaren, no ano de 2007, Fernando Alonso não foi bem, terminando o Mundial em terceiro lugar após conquistar o bicampeonato consecutivo pela Renault. O piloto ainda teve desentendimentos com o chefe da equipa, Toto Wolff. Agora, o foco é vencer onde não obteve sucesso no passado.

"Quando se deixa um lugar onde se sentiu que não se atingiu o que esteve lá para fazer, pretende-se voltar e terminar o trabalho. Foi o que eu senti e estou certo que vamos atingir agora", encerrou.