Jornal dos Desportos

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Alonso quer deixar a Ferrari

03 de Outubro, 2014

Alonso desconhece o caminho do título mundial de pilotos desde que assumiu a Ferrari

Fotografia: AFP

Fernando Alonso foi elevado ao posto de líder da equipa, desde que chegou à Ferrari, em 2010, visto como o provável sucessor de Michael Schumacher na conquista de títulos. Porém, após cinco épocas, o cenário é completamente diferente e o fim da parceria está próximo, segundo reportagem do diário espanhol "AS".

"Fernando Alonso já estuda a possibilidade de deixar a Ferrari. E está a fazer todo o possível para cumprir o seu desejo. A situação em Maranello é insustentável com um distanciamento evidente entre o piloto e os responsáveis da equipa, principalmente Marco Mattiacci (chefe da equipa), nas últimas semanas", diz o artigo de Manuel Franco.

A reportagem afirma que Mattiacci "já não vê  Alonso como uma peça imprescindível para a equipa", além de temer que um novo fracasso em 2015 possa não ser evitado, com toda a responsabilidade a recair "exclusivamente na incapacidade técnica" da Ferrari.

Alonso, bicampeão da F-1 em 2005 e 2006 pela Renault, ficou duas vezes com a vice-liderança na mítica equipa italiana em 2012 e 2013. Na actual época, o espanhol de 33 anos não venceu nenhum Grande Prémio e subiu ao pódio  apenas duas vezes.

Para o futuro, o piloto pode estar a considerar a Mercedes, caso Lewis Hamilton deixe a equipa alemã, garante o jornal desportivo. No entanto, um regresso à McLaren, que no ano que vem vai voltar a utilizar o motor Honda, também é possível.

RAIKKONEN
E O CARRO

O finlandês Kimi Raikkonen precisou de quase toda a época de 2014 da Fórmula 1 para se acostumar ao carro da Ferrari. Campeão do Mundial de 2007 pela equipa italiana, disse que apenas no Grande Prémio de Singapura, há duas semanas, se sentiu confortável no modelo desenvolvido pela equipa.

"Em Singapura, finalmente, conseguimos ter velocidade para fazer uma boa volta rápida nas classificativas, porque o carro começou a comportar-se da maneira que esperava", disse Raikkonen.

O finlandês assegurou que "o positivo" para si "foi o bom sentimento" que teve do carro, algo que esperou durante todo o ano.

Raikkonen faz este ano o seu regresso à Ferrari depois de duas épocas a pilotar a Lotus. Em 2014, não conseguiu adaptar-se à equipa e é o 11º posicionado do Mundial, com 45 pontos marcados. O espanhol Fernando Alonso, o seu companheiro de equipa, é o quarto do campeonato com 133 pontos.

Neste fim de semana, o piloto finlandês vai ter  nova oportunidade de se sentir à-vontade com o carro da Ferrari, já que está programado o Grande Prémio do Japão de Fórmula 1. A prova decorre no tradicional circuito de Suzuka, onde Raikkonen venceu em 2005 a pilotar um McLaren.

"É um dos circuitos antigos, o que sempre me dá um sentimento bom. Tenho de dizer que Spa-Francorchamps é o meu favorito, mas Suzuka fica muito perto na lista", afirmou Raikkonen.


GP DO JAPÃO
Kamui Kobayashi
pilota a Caterham


A Caterham anunciou que Kamui Kobayashi vai ser mantido como titular durante o Grande Prémio do Japão, que se disputa no próximo domingo no circuito de Suzuka. Para o piloto, a confirmação da sua participação é ainda mais especial por ter a oportunidade de conduzir no seu país.

"Estou animado por estar de volta e ainda mais à frente dos meus fãs para a corrida em Suzuka. Espero por essa prova há um ano. O Grande Prémio do Japão e a pista de Suzuka são especiais para mim, porquanto é onde tive os meus primeiros treinos livres na F1 em 2009 e onde conseguiu o meu primeiro pódio", disse.

Kobayashi afirmou que este ano está de volta, mas tem de agradecer o apoio que recebe dos seus fãs. "Isso significa muito para mim", disse.
Desde o GP da Bélgica (12ª prova da época), quando foi substituído por Andre Lotterer, o japonês tem a sua titularidade confirmada apenas na semana que antecede a corrida.

Além de confirmar Kobayashi, a Caterham também anunciou que o jovem Roberto Merhi está nomeado novamente para representar a equipa durante o primeiro treino livre, na sexta-feira. Aos 23 anos, o piloto comemora a nova oportunidade e acredita que tem um desempenho melhor devido à experiência obtida em Monza, no início do mês.

"Quero apenas agradecer à equipa por essa oportunidade, especialmente depois da experiência na Itália. Desta vez, não vou começar do zero. Por isso, vou ser capaz de atingir rapidamente um desempenho mais rápido", disse.

Roberto Mehri disse que nunca pilotou em Suzuka, por isso vai ter antes de conhecer a pista e, ao mesmo tempo  continuar o trabalho de adaptação ao carro.