Jornal dos Desportos

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Modalidades

Alonso quer Ferrari unida

19 de Setembro, 2014

Bicampeão mundial com a Renault manifestou preocupação sobre o seu futuro na equipa italiana com a presença do tetracampeão mundial Sebastien Vettel

Fotografia: DR

O espanhol Fernando Alonso afirmou que os recentes rumores sobre a contratação de Sebastian Vettel pela Ferrari, já para a época de 2015, com origem na Itália, prejudicaram os seus esforços em manter a equipa de Maranello unida.A equipa vive momentos delicados com a falta de resultados (e competitividade) na pista e também com as mudanças na cúpula da esquadra.

Após a etapa de Monza foi anunciada a saída do ícone Luca di Montezemolo, depois de 23 anos no comando da empresa e da equipa. “Não acrescentam nada”, disse Alonso sobre as especulações. O bicampeão com a Renault assegurou que as suas palavras se centram no seu futuro depois de treze meses. “Desde o ano passado, em Agosto, não tenho nada novo a comentar. É triste, quando isso (história) vem da Itália e por algum outro propósito estranho”, realçou. O piloto, quinto colocado no Mundial 2014 com 121 pontos após 13 etapas, declarou que "esses rumores não ajudam a Ferrari”.

“É por isso que estamos todos aqui e a Ferrari é uma marca muito maior do que qualquer indivíduo. Ou qualquer um de nós. Ou, mesmo, que a Fórmula 1. Respeito muito a Ferrari e tento criar um bom ambiente para termos uma equipa unida. É isso que precisamos e o que esperam de nós”, falou. Fernando Alonso está em Singapura, no circuito urbano Marina Bay, onde no próximo domingo acontece a 14ª etapa da época com largada prevista para as 13h00 (hora de Angola).

REGRA SEM BENEFÍCIO
O bicampeão mundial, o espanhol Fernando Alonso, vê com antipatia a nova regra que restringe a comunicação, via rádio, entre as equipas e os seus pilotos durante as provas. Ontem, em Singapura, onde acontece a corrida deste fim de semana, o ferrarista afirmou que a nova medida não vai trazer benefícios à modalidade.

“Esta regra não tem benefício. É como se no basquetebol ou no futebol, não se deixasse o técnico falar”, avaliou o asturiano. Fernando Alonso ressaltou também a importância da troca de informações de segurança pelo rádio. “Algumas das mensagens que recebemos são por segurança. Não é apenas performance”, reclamou.

Na última semana, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu cortar as conversas que contenha dados sobre o desempenho e a situação dos carros, como alertas sobre o consumo de combustível e parciais das voltas, aumentando a força do artigo 20.1 do regulamento desportivo da Fórmula 1, que obriga o piloto a conduzir o carro sem ajuda.

As restrições devem ser respeitadas a partir deste final de semana, no GP de Singapura, no Circuito de Marina Bay.


NOVAS REGRAS
FIA divulga lista de mensagens


A nova regra da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciada na última quinta-feira, proíbe as equipas de usarem o rádio para dar informações que favoreçam o piloto e ajudem no desempenho dos carros durante as corridas.

A determinação passa a valer no GP de Singapura, mas já gerou muitas dúvidas e especulações a respeito do que pode e não pode ser dito. Para esclarecer, a entidade enviou às equipas uma lista detalhada do que é proibido e do que é permitido. Responder a perguntas directas dos pilotos, como por exemplo “Estou a usar o mapeamento de torque correcto?”, não vai ser permitido, assim como pedidos de informações sobre o carro, como os níveis de economia de energia.

Informações sobre pressão e temperatura dos pneus e desgaste e aquecimento dos travões só passam a ser proibidas no dia 5 de Outubro, na etapa do Japão, para que as equipas tenham tempo para se adaptar às mudanças.

A Federação também vai punir mensagens que pareçam codificadas, assim como a utilização de placas nos boxes. O avisos sobre bandeiras, safety car ou cuidados a serem tomados continuam a ser permitidos. Frases como “acelere” ou “aperte o ritmo” também podem ser comunicadas aos pilotos, assim como aviso de pneus furados, número de voltas de concorrentes com um jogo de pneus, escolha de pneus do concorrente são também permitidos.


RED BULL
Daniel Ricciardo
vaticina o pódio


Daniel Ricciardo, da equipa Red Bull, entende que tem uma oportunidade para voltar a quebrar o domínio da Mercedes no campeonato de F1 neste final de semana. O GP de Singapura, pelas características da pista urbana da cidade-estado, tende a favorável do carro da equipa austríaca.

“Singapura e Suzuka são duas excelentes oportunidades para nós; talvez possamos fazer uma pole position e vencer uma destas provas”, declarou ontem o australiano no circuito Marina Bay.

O terceiro classificado do mundial de pilotos assegurou que a sua abordagem está centrada em todas as corridas.
"Sei que as oportunidades de ganhar o título são remotas. Seria preciso um par de vitórias, mas também um par de corridas ruins para o líder. E tudo seria possível novamente. Vamos ver o que acontece”, falou o destaque do ano.

O australiano realçou também que "o importante em Singapura é não entrar em pânico na busca do set-up (acerto) correcto, porquanto a pista evolui continuamente". Para obter resultados positivos, "tem de ser paciente e adaptar aos seus carros".

Singapura é o 14º Grande Prémio da época. A disputa está marcada para domingo, a partir das 13h00 (hora de Angola).


TELEMETRIA
Limitação agrada
a Bernie Ecclestone


O corte das comunicações de rádio entre as equipas de F1 e os seus pilotos, de forma significativa, durante os Grandes Prémios, pode ser apenas o começo da limitação dos auxílios aos competidores na pista.

O todo-poderoso Bernie Ecclestone, chefe supremo da categoria, sugeriu nessa semana também a redução na utilização da telemetria.
“Fui a pessoa que lançou essa ideia e acredito que nenhum piloto queira conversar com tanta frequência”, disse Bernie sobre a proibição das informações pelo rádio.

O patrão da F-1 ressaltou que "todo o mundo ficou satisfeito" e "os pilotos precisam saber o que é certo e errado".

Ecclestone mostrou-se a favor também da redução da telemetria. “Sim. Temos um regulamento que diz que os pilotos precisam conduzir sem ajuda externa, mas, em vez disso, continuam a ser ajudados, o que não deveria acontecer”, disse o chefe máximo.

A limitação das comunicações de rádio na F1 começa efectivamente no GP de Singapura no domingo.