Jornal dos Desportos

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Alonso recebe luz verde para correr na Malásia

27 de Março, 2015

O espanhol passou no último teste

Fotografia: AFP

A FIA deu ontem luz verde à participação de Fernando Alonso (McLaren-Honda) no GP da Malásia, que tem lugar no próximo fim-de-semana. O espanhol passou no último teste que visava aferir as capacidades para pilotar após o grave acidente que sofreu a 22 de Fevereiro, nos testes de pré-temporada, no Circuito da Catalunha.

Entretanto, a prova contará com uma lenda do motociclismo entre os seus comissários de pista. Na passada quarta-feira, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) comunicou que o australiano Michael Doohan vai exercer a função no próximo fim de semana no circuito de Sepang.

Além de Doohan, Paul Gutjhar e Radovan Novak completam a lista de comissários de pistas do GP da Malásia. O trio tem a função de analisar o comportamento dos pilotos durante a corrida. No GP da Austrália, o convidado para ficar na torre de controlo da FIA foi o dinamarquês Tom Kristensen, nove vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans.

Dessa vez, a responsabilidade é de Doohan, hoje com 49 anos. A lenda do motociclismo, porém, nunca participou em provas de automobilismo, tendo apenas realizado um frustrante teste pela Williams em 1998, em que acabou por bater com o carro.

FÓRMULA 1
Rob Smedley
exalta Mercedes


O óptimo desempenho da Mercedes não incomoda o engenheiro Rob Smedley, da Williams. O inglês garante que não vai "choramingar" por isso.
"Não vou sentar-me a choramingar e lamentar porque são mais rápidos que nós. Já estive em situações em que a minha equipa era dominante, como a Ferrari, em 2000, com Michael Schumacher e Rubens Barrichello. Agora, estou numa equipa dominada por outra. O certo é que se trabalhar duro e fizer tudo o que estiver ao meu alcance, as recompensas vêem", declarou.

No momento em que a Red Bull pede mudanças no regulamento para  o desempenho das equipas ser mais equilibrado nas próximas épocas, Smedley acredita que as conquistas recentes da Mercedes representam um bem para a Fórmula Um e deviam ser mais exaltadas do que criticadas.

"Isso não é mau para o desporto, de jeito nenhum. A Fórmula Um trata de níveis de excelência e nesse momento a Mercedes são a referência nesse quesito por tudo o que tem conquistado. É realmente incrível e tiro o meu chapéu para dizer que estão a fazer um trabalho fantástico", disse o britânico.

Rob Smedley elogiou: "Trabalharam duro e fizeram tudo certo. É bom para o desporto, porque isso mostra o esforço que todos estão a fazer e o deles é o maior. O desporto mede os níveis de excelência técnica e operacional. Eles têm sido muito bons nisso", disse.

Smedley aproveitou para dizer que o "balanço de força" ainda vai favorecer outras equipas no futuro, uma vez que a F1 é um desporto cíclico. Ainda assim, o engenheiro fez questão de afirmar que a Williams não vai esperar inerte até que isso aconteça.

"O equilíbrio vai e volta. As equipas, que estão atrás eventualmente, vão trabalhar melhor e de forma mais eficiente. As equipas, que estão à frente, costumam cair, quando as pessoas saem ou quando a organização faz mudanças severas. É aí que se vê as grandes mudanças. Com grandes alterações no regulamento, as equipas podem dar um passo para trás de forma repentina. Mas não é a Williams que deve esperar até que larguem a bola; vamos esforçar-nos para superá-los o quanto antes", concluiu o engenheiro.

Ecclestone pune
a equipa Manor


O director-geral da F1, Bernie Ecclestone, continua zangado com a equipa Manor por ter ido à Austrália e não à pista do Albert Park no fim de semana de abertura da época. A parte referente ao Grande Prémio da Austrália na premiação de 2015 da Manor vai ser repartida e distribuída entre as outras equipas, segundo Ecclestone.

Além da premiação, a Manor ainda vai ter de se acertar com Bernie Ecclestone pela viagem que fez até Melbourne bancada pela categoria. Para Ecclestone, é imperdoável que a equipa tenha ido até lá sem as oportunidades de participar das actividades oficiais.

"Vamos deduzir a corrida no prémio que perderam. Vão perder uma das 19 corridas e vão receber a conta da viagem grátis que lhes demos. O dinheiro que deviam receber vai ser dividido entre as equipas que estão a correr", disse ao jornal inglês “The Independent”.

Uma investigação conduzida pela FIA concluiu que a equipa quebrou o acordo de participação nas 19 corridas, mas fez "todos os esforços razoáveis" para estar na corrida, o que evitou uma penalização.

Com Will Stevens e Roberto Merhi, a Manor diz que vai participar do GP da Malásia.