Jornal dos Desportos

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Alonso satisfeito com novo carro

28 de Abril, 2013

O espanhol destaca a diferença no rendimento do carro, que lhe dá muito mais confiança para lutar pelo título

Fotografia: AFP

Também há uma diferença importante entre os inícios das campanhas de 2012 e 2013: enquanto no ano passado era difícil imaginar que Alonso pudesse ter conquistado mais do que um quinto, um nono, um sétimo lugar e uma vitória mais que inesperada, na Malásia, neste campeonato o piloto abandonou uma prova com uma asa quebrada e sofreu um problema inédito na equipa na sua asa traseira móvel.
 “Muitas coisas mudaram no carro”, diz Alonso. “Como havia dito logo no começo, era praticamente impossível que o carro fosse pior do que o do começo de 2012 porque tínhamos que colocar um jogo de pneus macios para passar da Q1. Depois, pelo menos um carro ficava de fora na Q2 e, na Q3, era uma questão de saber se éramos nonos ou sétimos”.


Pérez nega pedido de desculpas

Após o Grande Prémio do Bahrein, a McLaren ocupou os noticiários automobilísticos devido a um toque do mexicano Sergio Pérez no carro do britânico Jenson Button. O princípio de desentendimento foi resolvido pela equipa. No entanto, Pérez negou que se tenha desculpado com Button para tranquilizar a situação.
O piloto disse que a questão já foi resolvida, não com um pedido de desculpas, mas sim com uma conversa entre os dois. O incidente provocou algumas críticas do piloto britânico, mas quanto a isso, Peréz acredita que foi o calor do momento.
O piloto mexicano esclareceu que “a crítica aconteceu logo após o fim da corrida” e tiveram a oportunidade de conversar, “o que foi muito bom” para Sergio, para a equipa e para Jenson.

“Foi dito em várias publicações que me desculpei com o Jenson, mas não foi assim”, afirmou o piloto que está no seu primeiro ano com a McLaren.
A maior prejudicada com a postura agressiva dos dois pilotos, segundo o mexicano, foi a McLaren e não houve motivos para um pedido de desculpas a Button.
“Não me desculpei, porque não achei necessário. Devíamos um pedido de desculpas à equipa e foi sobre isso que conversámos. Desculpámo-nos com a equipa, pois arriscámos de mais e fomos muito agressivos. A minha relação com Jenson ainda é boa”, disse.

F1 COMEÇA MAIS CEDO
A Fórmula 1 pode começar mais cedo em 2014, segundo as informações divulgadas na revista britânica “Autosport”. Em causa estão as mudanças propostas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que vai utilizar os motores V6 - ao invés do V8 - na próxima época.
A pré-época pode ter início entre 20 e 27 de Janeiro, para que as equipas tenham mais tempo de adaptação no circuito de Jerez de la Frontera, em Espanha, onde normalmente se fazem os treinos de preparação. Barcelona também deve ser mantida na programação, mas a novidade deve ser uma passagem pelo Médio Oriente: Yas Marina, em Abu Dhabi, Losail, no Qatar, e Sakhir, no Bahrein, lutam para serem o local de treino.

Uma regra impede actualmente a realização de testes em Janeiro, mas o regulamento pode ser alterado. Algumas equipas já trabalham no desenvolvimento do carro para 2014, de maneira simultânea com os trabalhos de actualizações de 2013, porém, o curto tempo já preocupa os fabricantes.
“Vamos ter de antecipar o programa em duas ou três semanas, mas a equipa tem de olhar para tudo ao seu redor. Se deixarmos isso para mais tarde, o nosso carro é bom. Mas, se o nosso motor tiver alguns problemas no começo da época, isso não é bom. É preciso encontrar o equilíbrio. Acho que cada equipa vai querer sair mais cedo com o novo motor e entendê-lo. É bastante cedo, mas nada que justifique construir um carro especial”, disse Ross Brawn, chefe da Mercedes.


ÉPOCA DE 2013
Italiano é confirmado
na Fórmula Truck


Alex Caffi, ex-piloto das equipas Osella, Scuderia Italia, Arrows, Footwork e Andrea Moda, de 1986 a 1991, é um dos pilotos a disputar a etapa de Caruaru (PE) da Fórmula Truck, terceira corrida da época de 2013 da categoria. A prova acontece a 19 de Maio, no Autódromo Internacional Ayrton Senna.
O italiano, agora com 49 anos de idade, vai correr com um camião da marca Iveco e é o quinto ex-piloto da Fórmula 1 a disputar a competição brasileira – unindo-se a Chico Serra (2008), Gastón Mazzacane (2008 e 2009), Christian Fittipaldi (2010) e Cristiano da Matta (2012).
Alex Caffi, que vai disputar as etapas restantes da época pela equipa Dakarmotors, vinha a negociar desde o fim da época de 2012 para competir pela Truck no Brasil.

“O lado profissional da categoria foi a minha grande motivação. A Fórmula Truck tem um grande público, tem uma presença forte na televisão em todo o Brasil e muito destaque na imprensa, algo que não se vê na Itália, ou mesmo em toda a Europa, fora da Fórmula 1”, assegurou o italiano.
“O nível de profissionalismo que encontrei no Brasil é impressionante”, completou.
Caffi disse estar atento à repercussão “que um evento desse tamanho pode ter na Europa” e passou a conversar com Neusa Navarro, presidente da categoria. Graças ao apoio de patrocinadores chilenos e argentinos, o italiano garantiu o camião número 21. “É um dos meus números favoritos, usei o 21 em duas épocas da Fórmula 1, pela Osella em 1987 e pela Scuderia Italia em 1989”, disse.

Confirmado, Caffi – que se dedicou a corridas de protótipos e carros de turismo nos anos posteriores à F1 – comemorou a oportunidade de participar na categoria no Brasil. “A imprensa italiana já está a procurar-me, veículos importantes já estão em busca de informações sobre o campeonato, veículos de outros países querem instruções sobre como obter imagens e querem saber se as imagens podem ser mostradas na Europa”, destacou o segundo piloto europeu a correr na categoria. O primeiro foi o austríaco Egon Allgauer, que participou em 2009 e que corre em provas de camiões na Europa.


F1 EM 2015
Governo da Tailândia
vai construir circuito


O Governo da Tailândia aprovou o projecto de construir um circuito no país para receber a Fórmula 1 em 2015. Segundo o planeamento, a pista vai ter 5.995 metros e é construída em Bangcoque, na margem do rio Chao Phraya. O autódromo é planeado para comportar cerca de 150 mil espectadores e a medida ajuda o turismo da região.
“A meta é na margem do rio Chao Phraya, de forma que vamos construir a bancada principal no rio. Isso vai facilitar o transporte dos materiais”, declarou Kanokphand Chulakasem, governador da Autoridade Desportiva da Tailândia.
O traçado vai passar por ruas e pontos turísticos importantes da cidade, como o Grand Palace e o Monumento da Vitória, segundo Kanokphand Chulakasem.

O projecto prevê a realização da corrida à noite e os gastos em iluminação devem ser resolvidos nos próximos três meses.
“Apenas um pequeno grupo de cidadãos é afectado pela construção do circuito”, afirmou Suwait Sitthilor, secretário de Turismo e Desportos, referindo-se à situação dos moradores da área do futuro circuito.
Para realizar os projectos, o país tem apoio da Red Bull, empresa co-fundada pelo tailandês Chaleo Yoovidhya, que morreu em Março do ano passado. A família ainda é detentora de parte das acções da empresa.