Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Alonso valoriza desempenho da McLaren

06 de Agosto, 2016

Fotografia: APF

Bicampeão mundial com a Renault, o espanhol não conseguiu subir no ano passado, quando colecionou resultados frustrantes e chegou, inclusive, a cogitar sua aposentação da principal categoria do automobilismo mundial.

Conquistando pontos importantes no campeonato, ainda que esteja a lutar apenas pelas posições do meio da tabela, Alonso está a demonstrar uma regularidade maior nas pistas neste ano e sente que a sua equipa se aproxima cada vez mais daquilo que ele considera o ideal.

“Em termos de pilotagem, do quão competitivo podemos ser e de esperança em ganhar o meu terceiro título mundial, tenho que pilotar uma Mercedes ou uma McLaren. Essa é a minha opinião e a sensação que me impulsionou a tomar aquela decisão”, disse Alonso, referindo-se à escolha de deixar a Ferrari para ser o principal nome da McLaren.

“Tomei aquela decisão em 2014 e ainda tinha dois anos de contrato (com a Ferrari), mas sentia que devia ir. Quaisquer que fossem os resultados que conquistasse em 2015 ou 2016, ou num futuro mais a longo prazo, o meu tempo ali foi fantástico e queria finalizar aquela etapa com aquele sentimento”, completou.

Chefe da Williams
aprova volta de Button


O recado da Williams a Jenson Button está dado. A equipa gostaria de contar com o piloto em 2017, mas avisa que não ficará esperando o britânico decidir o seu futuro na McLaren. O contrato do veterano de 36 anos se encerra ao final da temporada, e Ron Dennis disse que a definição sobre a dupla de pilotos para 2017 só será discutida a partir de Setembro ou Outubro.

Button iniciou sua carreira na Williams em 2000. Em 2017, ele tem a chance de disputar sua 18ª temporada consecutiva e retornar às origens.
"Seria uma grande história, mas ele tem que fazer a escolha certa para ele, e nós temos que fazer a escolha certa para a nossa equipe. Ele é um grande talento no carro e também fora, e precisamos de um piloto como ele", afirmou Claire William, chefe da Williams.

"Vamos tomar nossa decisão sobre a formação da nossa equipe, e não vou ficar sentada esperando o Ron Dennis tomar a decisão dele ou o próprio Jenson", acrescentou Claire William.

Se Button voltar, ele pode ser o companheiro de Valtteri Bottas, embora o finlandês tenha despertado o interesse da Renault. A Williams também está de olho no mexicano Sergio Pérez, da Force India.

Quem não tem seu futuro definido na Williams é Felipe Massa. Sem contrato para a próxima temporada e vendo as equipes grandes definindo suas duplas de pilotos para 2017, o brasileiro pode não continuar na Fórmula 1 caso não tenha um cockpit competitivo.

PILOTOS RECLAMAM

A falta de testes e a pesquisa de novas soluções que gerem menos problemas de visibilidade e sejam mais atractivas para o público em geral fizeram a Fórmula 1 adiar a introdução do halo ou de qualquer outro tipo de protecção para o cockpit. Porém, a decisão não agradou os pilotos, convencidos de que a dispositivo deveria ser usado a partir do ano que vem.

Perguntado pelo UOL Esporte se os pilotos ficaram convencidos com as explicações dadas pela FIA para o adiamento da introdução da protecção, Felipe Massa disse que, por um lado, entende a decisão. Por outro, quer, como seus colegas, que a segurança na região da cabeça seja aumentada o mais rápido possível.

"A maioria dos pilotos é a favor da segurança. Sempre tem aquele que quer aparecer, que diz que não liga, que o carro é seguro.