Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Andebol assume hegemonia

12 de Novembro, 2018

Prolas j marcaram doze presenas em campeonatos do mundo de andebol

Fotografia: Kindala Manuel | Edies Novembro

O país comemorou ontem, 11 de Novembro, 43 anos desde que alcançou a Independência Nacional, e o desporto marcou a sua trajectória ao colocar-se na mais alta-roda. O andebol faz a diferença, a marcar presença com regularidade em provas continentais, mundiais e em Jogos Olímpicos.
Em 2016, no Rio de Janeiro, Angola consentiu a primeira derrota diante de um país organizador dos jogos, ao perder por 24-28 para o Brasil, ainda assim assinalou a sua melhor prestação de sempre nos torneios olímpicos, ao qualificar-se para os quartos-de-final. O histórico que o andebol carrega, está relacionado com a rápida afirmação a nível do continente africano na década de oitenta, com selecções muito aguerridas como as da República Democrática do Congo, o Congo Brazzaville e a Costa do Marfim, até então as mais fortes.
O início da prática remonta a 1974, mas a Federação Angolana de Andebol veio a constituir-se um ano depois, em 1975, por iniciativa de um grupo de nacionalistas. Francisco António de Almeida foi o primeiro presidente da modalidade mais titulada em África, no sector feminino.
Dantas Cardoso, Bertelim Nelson, Silas Silvestre e Armando Gomes Culau, são figuras que também ajudaram a projectar a modalidade, que é das mais respeitadas no território nacional. No continente “Berço” da Humanidade, a saga iniciou no ano de 1989, em Argel, prosseguindo depois em Yamoussouk (1992), Tunis (1994), Joanesburgo (1998), Argel (2000), Casablanca (2002), Cairo (2004), Tunis (2006), Luanda (2008), Cairo (2010) e Rabat (2012), desiganadmente.
Na prova disputada na Argélia, em 2014, as \\\"Pérolas\\\", designação da selecção nacional sénior feminina, não ganharam. Quedaram-se na terceira posição. Recuperaram o título na edição seguinte, 2016, disputada em Luanda.
Na classe masculina, há a realçar as duas medalhas de bronze conquistadas consecutivamente nos campeonatos africanos do Egipto, 2016 e Gabão 2018 e consequentes apuramentos para os campeonatos mundiais.
Em campeonatos do mundo, as angolanas somam 12 presenças, designadamente, na Coreia do Sul (1990), Noruega (1993), Áustria (1995), Alemanha (1997), Noruega (1999), Itália (2001), Croácia (2003), São Petersburgo (2005), França (2007 - melhor participação sétimo lugar), China (2009), Brasil (2011), Sérvia (2013), Dinamarca (2015) e Alemanha (2017).
O realce vai para o sector feminino, que, a nível de África, venceu tudo o que tinha para vencer, quer em sénior, júnior, cadetes e de clubes, na Taça dos Campeões, Super Taça Babacar Fall e Taça dos Clubes Vencedores das Taças, e aos poucos procura afirmar-se com os colossos da Europa, Ásia e América, em campeonatos do mundo, jogos olímpicos e torneios internacionais de referência.
Nomes como o de Palmira Barbosa, Elisa Webba, Fábia Raposo, Filomena Trindade, Ivone Mufuca, Teresa Joaquim, Odete Tavares, Justina Praça, Ilda Bengue, Maria Pedro, Teresa Ulundo, as manas Kiala, Marcelina, Luísa, Natália, Belina Larissa e tantas outras rainhas, marcaram e marcam a modalidade tida como rainha em Angola, pois só lhes falta conquistar títulos mundiais. Em masculinos, é mister destacar nomes como de Pina de Almeida, Pedro Godinho, Pirola, Óscar, Edgar Neto, Toni Costa, José Nóbrega, Ilídio Campos, e outros expoentes da modalidade, que sempre lutaram para chegar ao mesmo nível das senhoras, dada a hegemonia do magrebe, onde a Tunísia, Marrocos e Argélia aparecem no top continental.
O andebol é praticado em mais de dez províncias, com destaque para Luanda, o principal celeiro, seguido de Benguela. O 20 de Maio é consagrado como o dia da modalidade e um pouco por todo o país, têm sido realizadas maratonas desportivas, a envolver clubes, ex-praticantes e amantes da modalidade.
Nos dias de hoje, a modalidade é das mais referenciadas pelas organizações internacionais, como o Comité Olímpico Internacional (COI) e Federação Internacional de Andebol (IHF), pelos resultados que tem alcançado e pela presença regular nas provas, sob a égide das duas instituições referenciadas.
Ao longo destes 43 anos de liberdade, o pais viu dois árbitros desfilarem ao mais alto nível, nas provas da CAHB e IHF, nomeadamente Francisco Luzendo e Domingos do Nascimento. Actualmente Escurinho António e Tomás Tchitangui seguem-lhes as peugadas, com actuações a nível das provas da confederação.


OLIMPISMO
Academia Olímpica
expande acção


A Academia Olímpica de Angola (AOA) é o vector do Comite Olímpico Angolano (COA), que mais evolui ao longo deste 43 anos de Independencia Nacional, no que ao desporto diz respeito. Na presente Olimpíada (2017-2020), a instituição afecta ao olimpismo angolano e com a responsabilidade na formação de quadros, tem como meta bater o recorde de formar, no minímo, mil dirigentes desportivos.
Para dar resposta a este desiderato, que influenciará, sobremaneira, para ultrapassar a “fasquia” - actualmente na ordem de apenas um por cento (1%) da população angloana a praticar desporto -, conta com mais de dez Directores Nacionais da Solidariedade  Olimpica (DNSOs), encarregues de formar trinta e cinco (35) formandos em cada curso.
Os primeiros formandos da olimpíada 2017-2020, concluíram já a sua formação a 7 do corrente mês, enquanto um outro grupo iniciou o curso no dia 9 e termina a 8 de Dezembro deste ano.
Estas acções formativas decorrem no anfiteatro do Comite Paralimpico angolano (CPA) e a primeira foi coordenada pelo membro do COA e da Academia Olímpica (AOA), Domingos Pascoal, tendo apenas prelectores nacionais, nomeadamente, o coordenador já referido, o antigo presidente do COA, Rogério Silva, o actual secretario-geral desse organismo, António Monteiro “Bambino”, os professores, Pedro Godinho, Pedro Agostinho, Jucelino Bento, Domingos Torres “Didi”, Genivaldo Dias, Mário Rosa e Eufrazina Mayato, respectivamente.
O curso “B” do COA, que será ministrado aos sábados, arrancou dia 10 no mesmo local, sob coordenação doprofessor Adriano Nunes, e as matérias serão as mesmas do anterior, ou seja, os “Jogos Olímpicos”, “Bases do Movimento Olímpico e Jogos Olímpicos Modernos”, “A Participação de Angola nos Jogos Olímpicos, Estrutura do COA”, “Valores Olímpicos e Ética desportiva”.
Uma outra parte do curso será destinada aos temas sobre “Comunicação e Liderança”, “Constituição de uma Organização Desportiva ( Legislação Desportiva)”, “Gestão de Recursos Humanos”, “Resolução de Prolemas e Tomadas de Decisão”.
“Gestão de Projetos”,“Planificação e Estratégias”, “Organização de Eventos Desportivos”, “Mulher e Desporto”. “Desporto e Governo”, “Medicina Desportiva e o Doping”,   “Desporto e a Comunicação”, “As Fontes de Financiamento”, “Orientação para Trabalho de Grupo”, “Trabalhos de Grupos” e “Apresentação dos Trabalhos de Grupos”, são os outros temas propostos e que complementam os cursos.
Neste curso, entram em ação outros DNSOs, como Adriano Nunes, que além desta função também é prelector, Sara Tavares, Mayomana Zita e Cardoso Lima. O tema “Desporto e Comunicação” terá como convidado, o jornalista Gaspar Florêncio.
Ambos os cursos terminam com uma avaliação e um teste de vinte e sete (27 ) questões com base num “Manual de Gestão Desportiva”, que é também distribuído na véspera dos trabalhos de grupo do certame.     Noutro ângulo, o Comité Olímpico Angolano (COA) exorta as federações nacionais desportivas reconhecidas, a fazerem melhor aproveitamento das verbas disponíveis no órgão reitor olimpismo mundial, da sua subsidiária Solidariedade Olímpica (SO).
O alerta é manifestado pelo próprio presidente da Comissão Executiva do COA, Gustavo da Conceição, pelo facto de as instituições angolanas não terem sabido aproveitar estes recursos existentes em cada Olimpíada (períodos de quatro anos que norteiam cada mandato dos órgãos).
Um dos objectivos destes programas revelados por Gustavo da Conceição, no declinar do ano 2017, é o de \\\"organizar a assistência a todos os CNO, particularmente aos mais necessitados, por intermédio de programas multifacéticos focalizados em desenvolvimento dos atletas, formação de treinadores e de dirigentes desportivos, assim como em relação a promoção dos valores olímpicos(...)\\\".
Em relação a Solidariedade Olímpica, os propósitos passam, igualmente, por organizar a assistência ao desenvolvimento desportivo, com base em regras e orçamento aprovados pela Comissão de Solidariedade Olímpica do COI, prestando assistência financeira, apoio à formação, à preparação e à participação em competições,  troca de experiencias, divulgação dos valores olímpicos, reservado à todos os Comités Olímpicos Nacionais reconhecidos, particularmente aos mais necessitados no quadriénio 2017-2020.
Assim, foram reservados recursos financeiros, na ordem de 509.285.000 dólares americanos, com origem em  parte dos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos (Rio/2016 e Peyong Chang/2018), destinados aos Comités Olímpicos Nacionais (CNO). Na sequências destas revelações, a Comissão criada pelo COA, para interagir com as Federações Nacionais, coordenada por Auxílio Jacob, depois do I Seminário do COA, sobre os Programas que estão a se referir e já efectuou na semana transacta, uma primeira reunião na sede do CPA com os principais interessados e onde foram passadas algumas orientações sobre o aproveitamento, que deve merecer por parte dos gestores desportivos nacionais em 2018.               
Noutro ângulo, o Comité Olímpico Angolano (COA) exorta as federações nacionais desportivas reconhecidas, a fazerem melhor aproveitamento das verbas disponíveis no órgão reitor olimpismo mundial, da sua subsidiária Solidariedade Olímpica (SO).
O alerta é manifestado pelo próprio presidente da Comissão Executiva do COA, Gustavo da Conceição, pelo facto de as instituições angolanas não terem sabido aproveitar estes recursos existentes em cada Olimpíada (períodos de quatro anos que norteiam cada mandato dos órgãos).
Um dos objectivos destes programas revelados por Gustavo da Conceição, no declinar do ano 2017, é o de \\\"organizar a assistência a todos os CNO, particularmente aos mais necessitados, por intermédio de programas multifacéticos focalizados em desenvolvimento dos atletas, formação de treinadores e de dirigentes desportivos, assim como em relação a promoção dos valores olímpicos(...)\\\".
Em relação a Solidariedade Olímpica, os propósitos passam, igualmente, por organizar a assistência ao desenvolvimento desportivo, com base em regras e orçamento aprovados pela Comissão de Solidariedade Olímpica do COI, prestando assistência financeira, apoio à formação, à preparação e à participação em competições,  troca de experiencias, divulgação dos valores olímpicos, reservado à todos os Comités Olímpicos Nacionais reconhecidos, particularmente aos mais necessitados no quadriénio 2017-2020.
Assim, foram reservados recursos financeiros, na ordem de 509.285.000 dólares americanos, com origem em  parte dos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos (Rio/2016 e Peyong Chang/2018), destinados aos Comités Olímpicos Nacionais (CNO). Na sequências destas revelações, a Comissão criada pelo COA, para interagir com as Federações Nacionais, coordenada por Auxílio Jacob, depois do I Seminário do COA, sobre os Programas que estão a se referir e já efectuou na semana transacta, uma primeira reunião na sede do CPA com os principais interessados e onde foram passadas algumas orientações sobre o aproveitamento, que deve merecer por parte dos gestores desportivos nacionais em 2018.
João Francisco


VERBAS
Federações devem
fazer uma boa gestão


Noutro ângulo, o Comité Olímpico Angolano (COA) exorta as federações nacionais desportivas reconhecidas, a fazerem melhor aproveitamento das verbas disponíveis no órgão reitor olimpismo mundial, da sua subsidiária Solidariedade Olímpica (SO).
O alerta é manifestado pelo próprio presidente da Comissão Executiva do COA, Gustavo da Conceição, pelo facto de as instituições angolanas não terem sabido aproveitar estes recursos existentes em cada Olimpíada (períodos de quatro anos que norteiam cada mandato dos órgãos).
Um dos objectivos destes programas revelados por Gustavo da Conceição, no declinar do ano 2017, é o de \\\"organizar a assistência a todos os CNO, particularmente aos mais necessitados, por intermédio de programas multifacéticos focalizados em desenvolvimento dos atletas, formação de treinadores e de dirigentes desportivos, assim como em relação a promoção dos valores olímpicos(...)\\\".
Em relação a Solidariedade Olímpica, os propósitos passam, igualmente, por organizar a assistência ao desenvolvimento desportivo, com base em regras e orçamento aprovados pela Comissão de Solidariedade Olímpica do COI, prestando assistência financeira, apoio à formação, à preparação e à participação em competições,  troca de experiencias, divulgação dos valores olímpicos, reservado à todos os Comités Olímpicos Nacionais reconhecidos, particularmente aos mais necessitados no quadriénio 2017-2020.
Assim, foram reservados recursos financeiros, na ordem de 509.285.000 dólares americanos, com origem em  parte dos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos (Rio/2016 e Peyong Chang/2018), destinados aos Comités Olímpicos Nacionais (CNO). Na sequências destas revelações, a Comissão criada pelo COA, para interagir com as Federações Nacionais, coordenada por Auxílio Jacob, depois do I Seminário do COA, sobre os Programas que estão a se referir e já efectuou na semana transacta, uma primeira reunião na sede do CPA com os principais interessados e onde foram passadas algumas orientações sobre o aproveitamento, que deve merecer por parte dos gestores desportivos nacionais em 2018. 
João Francisco