Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Andebolistas francesas solidárias com uma ladra

15 de Agosto, 2016

Gnonsiane Niombla teve 50 euros furtados dentro de seu apartamento

Fotografia: AFP

Uma ocorrência criminal terminou numa demonstração de solidariedade da equipa francesa de andebol, na sexta-feira, na Vila Olímpica. A atleta Gnonsiane Niombla teve 50 euros furtados dentro de seu apartamento. Avisado, o chefe de segurança descobriu que uma camareira havia cometido o crime e a levou até a vítima para que a jogadora a pudesse reconhecer.

Quando chegou no andar onde a equipa está hospedada,  a funcionária, identificada como Dayana Torres, começou a chorar, disse que estava passando por problemas familiares e, por isso, admitiu ter pego a quantia no chão do quarto. A equipa juntou-se para dar o dinheiro a ela.

Quando a funcionária foi levada até Gnonsiane, a jogadora ainda tentou perguntar porquê ela tinha feito aquilo e disse que, se Dayana tivesse pedido o dinheiro, ela o teria dado. Mesmo assim a funcionária foi levada à delegacia pelo chefe da segurança. A jogadora não foi à delegacia porque tinha jogo marcado no mesmo dia. A camareira, por sua vez, vai responder por furto.

DETENÇÕES

Desde o último dia 5, data da abertura dos Jogos Olímpicos, até a última quinta-feira, 34 estrangeiros foram detidos e levados às delegacias da cidade.  Desse total, 26 foram libertos após o registo da ocorrência. Por pagarem fiança ou serem acusados de crimes de menor potencial ofensivo, que não prevêem prisão como pena.
Oito deles, entretanto, acabaram dando entrada em prisões do Rio, uma média de um preso estrangeiro por dia desde o início dos jogos.

Únicos atletas a fazerem parte da lista, os pugilistas Hassan Saada, do Marrocos (primeiro dos estrangeiros a ser detido, horas antes da cerimónia de abertura) e Jonas Junius, da Namíbia, frequentaram por pouco tempo as celas. Os dois foram beneficiados por habeas corpus e ficaram, respectivamente, seis e três dias na Cadeia Pública José Frederico Marques. Ambos foram acusados de estupro dentro da Vila Olímpica por camareiras.

Ainda estão na cadeia um irlandês e dois franceses presos por cambismo. Um colombiano e dois peruanos detidos por furto. Hecham Mouhdi e Alexis Zelenski estavam próximos do Parque Olímpico quando foram surpreendidos por polícias ao tentarem vender bilhetes a preços superiores aos oficiais.

Já Kevin James Mallon, segundo a polícia, integra uma quadrilha mais elaborada. É executivo da THG, empresa britânica investigada por cambismo desde 2014, e foi preso em flagrante num hotel na Barra, Zona Oeste, com mais de 800 bilhetes. A prisão é considerada pela polícia o passo inicial de uma investigação para chegar aos responsáveis por desviar ingressos destinados a comités olímpicos.