Jornal dos Desportos

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Andrea Dovizioso desculpa Pedrosa

14 de Abril, 2016

Conheço Dani faz muito tempo e ele não é dos que corre riscos desnecessários”, seguiu.

Fotografia: AFP

Derrubado em Austin por Dani Pedrosa, Andrea Dovizioso desculpou o espanhol e afirmou que o titular da Honda não é o tipo de piloto que corre riscos desnecessários. O “número 4”, entretanto, aproveitou a oportunidade para provocar Andrea Iannone, que lhe derrubou no GP da Argentina.

A vida não está nada fácil para Andrea Dovizioso. Uma semana após ser derrubado por Andrea Iannone quando lutava pelo segundo lugar no GP da Argentina, o italiano voltou a ver uma chance de pódio fugir-lhe por entre os dedos ao ser atingido pela moto desamparada de Dani Pedrosa.

 Na abertura da sétima volta da corrida de domingo, o piloto da Honda perdeu o controlo e caiu. Desamparada, a RC213V atingiu Dovizioso em cheio. Andrea ficou de joelhos no chão, visivelmente com dores, com Dani a correr em sua direcção para verificar a sua condição antes de voltar para a pista para  continuar a prova.

Minutos depois Pedrosa acabou por  abandonar e após entregar a moto na garagem da Honda, foi directo para as boxes da Ducati, desculpar-se a Dovizioso. Falando à imprensa, Andrea aceitou as desculpas de Dani e aproveitou para provocar Iannone, disse que o espanhol não é de topo que corre riscos desnecessários.

 "Tive muita sorte, porque a moto é muito pesada e podia ter sido muito pior. O corpo dói um pouco, mas nada importante”, disse Dovizioso. “Sempre é doloroso perder pontos, ainda mais por erros de terceiros. Mas têm muitas formas de cometer erros. Conheço Dani faz muito tempo e ele não é dos que corre riscos desnecessários”, seguiu.

RECONHECIMENTO
Valentino Rossi elogia pneus Michelin


Valentino Rossi elogiou os pneus Michelin, mas afirmou que ao contrário do que acontecia com os pneus Bridgestone, a borracha francesa não perdoa nem os menores erros.

Valentino Rossi avaliou que os pneus Michelin são mais implacáveis que os da Bridgestone. A marca francesa substituiu a rival nipónica como fornecedora única da MotoGP a partir da temporada 2016.

Depois de abandonar a corrida de domingo, após uma queda na curva dois de Austin, Rossi fez um paralelo entre os dois pneus e considerou que o composto da Michelin não permite o menor erro.

"Com certeza, a situação é diferente neste ano com esses pneus”, explicou. “No ano passado, os Bridgestone tinham alguns outros problemas, mas eram muito seguros na frente”, explicou.

 "Este ano se cometer um pequeno erro, você paga”, apontou. “Naquela curva, eu entrei na mesma velocidade, mas têm duas ondulações — talvez eu estivesse mais para dentro e perdi a frente. Então você tem de se concentrar, ser preciso e não errar na corrida”, seguida.

"Quando entendi (o que tinha acontecido), a moto já estava 30 metros na minha frente!”, brincou. Na visão de Valentino, a Michelin não pode ser a única encarregada de solucionar esta dificuldade, já que as fábricas também têm de trabalhar para adaptar os protótipos aos novos calçados.

 “A Michelin pode trabalhar, mas nós temos de trabalhar nas motos para melhorá-las para combinar mais com esses pneus e principalmente, tentar não cometer nenhum erro”, defendeu.
 
O piloto de Tavullia classificou a situação como “normal” e comparou com o que acontece no Mundial de Superbike, onde a Pirelli é a fornecedora única da borracha.

“Para mim, acho que isso é bem normal. Acho que é como a Pirelli no Mundial de Superbike: se você comete um erro, você cai. Com os Bridgestone, você cometia algum pequeno erro e não cair”, comparou. “Os pneus Michelin tem uma boa performance, são bons para pilotar e eu gosto. O problema é que você não pode errar”, comentou.