Jornal dos Desportos

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Andreza e Brando integram pr-seleco

GAUDNCIO HAMELAY | NO LUBANGO - 31 de Janeiro, 2019

Os seus colegas de Luanda acarinham e apoiam os desportos individuais\", disse.

Fotografia: Jornal dos Desportos

O desenvolvimento do ténis de mesa na Huíla coloca a província na \"pole position\" das camadas de formações. A integração de Andresa Ramos (13 anos) e João Brandão (12 anos) na pré-selecção nacional de cadetes feminino e masculino constitui o ganho dos mesatenistas huilanos no campeonato nacional absoluto, terminado recentemente em Luanda. Os atletas fazem parte do grupo convocado para as competições africanas em 2019.
Em declarações ao Jornal dos Desportos, o presidente da Associação Provincial de Desportos Individuais da Huila, Juka Fernandes, assegurou a satisfação pelo empenho dos atletas do Benfica do Lubango e do Sporting Clube do Lubango. O dirigente sustenta que a Comissão Técnica da FATM se convenceu pela qualidade técnica.
\"Conseguimos ter dois atletas na pré-selecção nacional de cadetes. Isso reflecte a nossa participação positiva no campeonato nacional absoluto\", disse.
Os níveis competitivos dos atletas de Luanda e da Huila estão equiparados, segundo Juka Fernandes. A diferença reside nas condições de trabalho e no apoio de cada um dos clubes.
\"As modalidades individuais na Huíla são enteadas das direcções de clubes. Os dirigentes têm de mudar de mentalidade. Os seus colegas de Luanda acarinham e apoiam os desportos individuais\", disse.
Com a escolha de Andresa Ramos e de João Brandão, Juka Fernandes disse que a Associação \"está de mãos atadas\" para tratar os passaportes de serviço dos atletas. O cofre da instituição está vazio e não sabe como cobrir as despesas de aquisição dos documentos face aos preços actualizados pelos Serviços de Migração. Os dois passaportes estão orçados em 61 mil kwanzas.
\"Vamos tentar convencer os clubes para participarem da solução do problema antes do mês de Junho. Entre Julho e Agosto, os dois atletas devem estar em Luanda para representarem o país nas provas africanas\", explicou.
Juka Fernandes apela ao bom senso das entidades individuais e colectivas da Huila para com as chamadas \"modalidades pobres\". Na Huíla, sustentou, despontam talentos que representam a província e o país em provas internacionais. Esses atletas precisam de apoios de toda a natureza.