Jornal dos Desportos

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Angola sobe ao pdio africano

Francisco Carvalho - 30 de Junho, 2018

Kiketa Nsingui exibe a medalha de bronze

Fotografia: MOTA AMBRSIO | Edies Novembro

Três anos depois, Angola voltou a subir ao pódio do Campeonato Africano de Sambo. Kiketa Nsingui levou a bandeira nacional ao terceiro lugar do evento disputado de 23 a 25 de corrente na cidade de Hammamet, Tunísia. O atleta da categoria de -82 quilogramas da classe Sambo desportivo repete a proeza de Eduardo Kano alcançada em 2015 na Casablanca, Marrocos.
De medalha de bronze ao peito, sorridente, Kiketa Nsingui enaltece a conquista: \"pela primeira vez, participei de um campeonato africano de sambo e alcancei a medalha. É fascinante\".Orgulhoso pela conquista, o angolano disse que \"a imagem do país seria mais bem representada, caso não tivesse cometido erro a 43 segundos do final do primeiro combate\". Contudo, está satisfeito em cumprir \"as obrigações\" definidas por Eduardo Kano, treinador.No histórico de combates, Kiketa Nsingui estreou-se diante do marroquino El Chakiri Moucini, que se sagrou campeão africano. Durante a peleja, a estratégia do angolano surtiu efeitos positivos. A fúria e a potência dos golpes reduziu o marroquino a fracasso. Quando tudo caminhava para a vitória, a 43 segundos do final, Kiketa Nsingui decidiu aplicar o \"golpe de misericórdia\", mas não teve equilíbrio e caiu primeiro que o adversário. As regras definem vitória a quem cai em segundo momento.
Kiketa teve de se contentar com a repescagem para a disputa da medalha de bronze. No segundo combate, o camaronês Messi François foi \"pêra doce\". Suportou toda a fúria pela derrota anterior.
A prestação do angolano não passou despercebida junto das selecções adversárias. O técnico marroquino e as demais delegações saudaram a equipa técnica nacional liderada por Eduardo kano pelo trabalho que se desenvolve em Angola, segundo Kiketa Nsingui.\"Quando ouvia os técnicos de outras selecções a elogiar o trabalho do nosso treinador, senti-me muito feliz. Lutei com adversários que estiveram em estágio na Rússia durante dois meses e pude equilibrar os combates. Isso demonstra que podemos ter campeões africanos\", disse.
Kiketa Nsingui já entrou no ginásio para outra competição. Em Novembro, vai estrear-se no campeonato do mundo a decorrer de 16-19 de Novembro na Roménia. Depois do mundial, vai disputar o campeonato africano de Marrocos em 2019. Os anfitriões recebem a competição na qualidade de campeões continentais. Camarões é vice-campeão e a Tunísia ficou com a medalha de bronze.
O Africano de Sambo contou com as participações de Angola, Argélia, Camarões, Congo, Costa de Marfim, Egipto, Ilhas Seichelles, Mali, Marrocos, Mauritânia, Níger, Senegal e Tunísia.Sambo é uma arte marcial mista, moderna e desenvolvida no início do século XX na extinta União Soviética, É reconhecido como desporto desde 1938, no limiar da segunda guerra mundial, e congrega todas as distâncias de combates: punhos, cotovelos, joelhos, pernas, queda, projecções, raspagens, chaves e todos os tipos de submissões.Sambo (na sua versão desportiva) é uma das quatro principais formas de wrestling amador competitivo praticada juntamente com grego-romano, estilo livre de luta (olímpica) e judo. O desporto é superintendido pela Federação Internacional de Sambo Amador (FIAS).
A palavra Sambo é um acrónimo em russo \"SAMozashchita Bez Oruzhiya\", que significa autodefesa sem armas. O praticante de Sambo é conhecido por sambista.