Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Angola alcança dupla vitória

Álvaro Alexandre - 13 de Setembro, 2016

Esperança Caxita sai reforçada das Olimpíadas Mundiais de Azerbaijão

Fotografia: Domingos Cadência

O caminho para as vitórias está desvendado. Ontem, as selecções masculina e feminina brindaram os angolanos com dupla vitória na 42ª edição das Olimpíadas Mundiais de Xadrez, que decorre na capital de Azerbaijão, Baku. A equipa capitaneada por Adérito Pedro ganhou ao Brunei por 3,5-05 e a capitaneada por Esperança Caxita ganhou a República do Guam por 4-0.

Na disputa masculina, o pleno ficou comprometido através do empate consentido por David Silva, no confronto com o atleta Omar Ak Hafizo. O Mestre Internacional (MI) angolano não teve calma necessária para inverter as defesas do adversário. Noutras partidas, o MI Adérito Pedro venceu o Mestre Fide (MF) Yee Logo Wei, MI Erikson Soares derrotou Omar Baki Japar e MF Cristiano Aguiar ganhou ao Abd Rahman Yussof.

Entre os gigantes, a Ucrânia livrou-se do aperto da Índia por 2,5-1,5, Estados Unidos da América derrotou a Noruega por 3-1, Azerbaijão perdeu para a Rússia por 1-3, Irão empatou com a Inglaterra (2-2) e a Letónia empatou com a Eslovénia (2-2).

Hoje, para a décima jornada, Angola defronta Kosovo, Geórgia joga com Estados Unidos da América, República Checa enfrenta Ucrânia, Índia joga com a Rússia, Inglaterra defronta Azerbaijão I e Letónia joga com Canadá.

Na tabela de classificação, a Rússia recuperou a liderança,  com 27 pontos, seguido dos Estados Unidos da América (26,5), Canadá (26), Uzbequistão (26) e Chile (25). Angola subiu para 109ª posição com 18 pontos.

FEMININO
Ontem, Angola foi convincente no tabuleiro ao derrotar o Guam por 4-0. No jogo disputado da nona jornada das Olimpíadas de Xadrez Feminino, a MI Esperança Caxita derrotou Olga Szekely, MI Maria Domingos ganhou Ruth Baptista, Delfina João venceu Myra Lash e Domingas Tavares travou Ava San Nicolas.

Nas partidas de gigantes, a Ucrânia ganhou o Azerbaijão I por 3,5-0,5, a Índia derrotou a Holanda por 3-1, Estados Unidos da América perdeu diante da China por 1,5-2,5, Israel perdeu diante da Polónia por 0,5-3,5 e Vietname perdeu diante da Rússia por 1,5-2,5.

Hoje, para a décima jornada, Angola defronta a Tailândia, Polónia enfrenta a China,  Índia joga com a Ucrânia, a Rússia defronta a Geórgia, Azerbaijão joga com a Colômbia e a Mongólia enfrenta os Estados Unidos da América.

Na tabela de classificação geral, a Polónia lidera com 28 pontos, seguida da China (26), Geórgia (26), Ucrânia (25,5) e Irão (25,5). Angola está na 111ª posição com 18 pontos.

NFL
Injustiça social
origina protestos


Antes dos jogos da NFL costumam ser recorrentes, neste ano, manifestações durante o hino dos Estados Unidos, desde que os quarterback, Colin Kaepernick, do San Francisco 49ers sentou-se enquanto era tocado em um jogo da pré-época da liga. Após o primeiro fim de semana da época regular, diversos outros atletas tomaram atitudes enquanto perfilados ao lado da bandeira norte-americana.

O primeiro foi o linebacker, Brandon Marshall, do Denver Broncos. O defensor ajoelhou-se em protesto e depois explicou a acção: "Não tenho nada contra o exército, polícia ou os Estados Unidos. Sou contra a injustiça social".

No aniversário de 15 anos dos atentados de 11 de Setembro, atletas do Seattle Seahawks, Miami Dolphins, Kansas City Chiefs e New England Patriots manifestaram-se ao longo do hino.

Em Seattle, os jogadores Kenny Stills, Michael Thomas, Arian Foster and Jelani Jenkins, todos do Miami Dolphins, ajoelharam-se entre os seus companheiros de equipa.

"Encorajamos todos os membros da nossa organização a ficarem de pé durante o hino nacional por respeito e apreciação às liberdades que temos como norte-americanos. Reconhecemos que é um direito individual de reflectir durante o hino de diferentes maneiras.

Respeitamos essas liberdades e apreciamos os sacrifícios que todos fizeram pelo nosso país, especialmente nesse dia 11 de Setembro. Esperamos que os eventos continuem com diálogo respeitoso e reflexivo na nossa comunidade sobre união e inclusão", disse um dos responsáveis da NFL.

No mesmo jogo, os atletas do Seattle Seahawks expressaram a união ao encaixarem os braços durante o hino, mesma acção do elenco do Kansas City Chiefs no jogo com o San Diego Chargers. Um deles, no entanto, destacou-se.

O cornerback, Marcus Peters ,vestiu uma luva preta e ergueu o braço direito para cima. O gesto, que lembra o feito por Tommie Smith e John Carlos no pódio dos Jogos Olímpicos de Munique, em 1968, também foi feito por Martellus Bennett e Devin McCourty, defensores do New England Patriots.

Novas manifestações podem ter ocorrido ontem à noite, nos duelos entre Washington Redskins x Pittsburgh Steelers e Los Angeles Rams x San Francisco 49ers, que encerram a primeira semana da NFL.