Jornal dos Desportos

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Angola nico lusfono do zonal

Silva Cacuti - 25 de Abril, 2017

Reunio tcnica e pesagem de atletas acontece no dia 27 do ms em curso

Fotografia: Jornal dos Desportos | Edies Novembro

A Selecção Nacional de boxe de Moçambique não vai defender em Angola o 3º lugar da última edição do torneio da zona IV, que logrou quando organizou a prova em 2016, por dificuldades financeiras.

O facto foi anunciado por Carlos Luís, presidente de direcção da Federação Angolana de Boxe (Faboxe) quando falava em conferência de imprensa, convocada para apresentar o zonal que se disputa no Lubango, entre os dias 25 do corrente e 1 de Maio .

Segundo o responsável, a organização angolana ofereceu facilidades aos irmãos do Índico para participar com parte da selecção, mas em vão.
Carlos Luís disse que o zonal que Angola organiza, não conta também com as Ilhas Maurícias, nem com a Zâmbia, pelas mesmas razões.
A edição passada, disputada em Maputo também ficou marcada pela fraca participação dos membros da zona.

A zona Austral é constituída por 14 países, mas na edição anterior esteve representada por menos de metade dos integrantes da zona: África do Sul, Angola, Botswana, Namíbia, Suazilândia e Moçambique. Segundo ainda o responsável da Faboxe, que abordou vários aspectos organizativos, a África do Sul pode ser a primeira delegação a chegar ao país, hoje. Na bagagem os sul-africanos trazem o gongo adquirido pela Faboxe, e outros materiais a usar na competição.

A reunião técnica e pesagem de pugilistas está agendada para o dia 27, data do arranque da competição. Quanto às condições de realização do torneio, o presidente da Faboxe realçou que estão asseguradas.  "Apenas uma dificuldade com a delegação do Zimbabwe, que solicitou a nossa intervenção porque estão a encontrar dificuldades na obtenção do visto, accionamos as autoridades e podemos dizer que esta é uma situação que deve estar superada", disse.

Neste capítulo, o responsável da Faboxe que esteve no encontro ladeado por um dos responsáveis do Centro de Imprensa Anibal de Melo, referiu-se à disponibilidade de equipas do Instituto Nacional de Emergências Médicas (Inema), ao hospital central do Lubango, como unidade hospitalar de referência. Os transportes de e para o Hotel Serra da Chela, local de hospedagem das caravanas estão assegurados por uma empresa local, tal como a água para o torneio.

TUMBA SILVA
PODE REITEGRAR


Dado como ausente do torneio, pelo falecimento da mãe dias antes do fim do estágio da Selecção Nacional na cidade do Huambo, o peso pesado de 91kg, Tumba Silva,  é ainda referenciado entre as opções da equipa técnica angolana, segundo Carlos Luís, presidente de direcção da Faboxe.

O responsável admitiu que o atleta afecto ao Interclube, pode ainda ser opção de Enrique Carrion, seleccionador nacional, no torneio da Zona. Tumba Silva é uma possibilidade de medalhar. A equipa técnica angolana equaciona uma melhor utilização dos pesos pesados, tal como Tumba, Carlos Masiya e Ferdinando Pedro, que ainda não têm garantias de competir.

As indecisões da equipa técnica verificam-se também em relação à categoria dos 60 kg, em que Victor André e Francisco Gomes ainda disputam o lugar. "Para nós é uma satisfação ter estas disputas, quem dera termos estas disputas em mais categorias e com mais atletas, por isso, não estamos preocupados com a indefinição dos técnicos", disse.

Carlos Luís disse também, que o grande objectivo da selecção nacional na prova, passa por dar rodagem competitiva aos pugilistas, tendo em atenção o campeonato africano agendado para a República do Congo.

PRONTIDÃO
Acreditação para o africano está em curso


O processo de acreditação das delegações desportivas, e de todo pessoal envolvido no Campeonato Africano de Boxe da Zona IV que a cidade do Lubango acolhe a partir desta quinta-feira, começou ontem naquelas paragens.  Carlos Luís assegurou que a equipa de técnicos oriundos de Luanda, que vão trabalhar no processo de credenciamento, chegou no domingo ao Lubango, assim como os membros da Federação.

  “O credenciamento de todas as delegações desportivas participantes neste zonal, e outras pessoas envolvidas, inicia segunda-feira (ontem). Por isso, vamos estudar com o comité organizador local, formas de fazer o credenciamento no Aeroporto Internacional da Mukanka, do Lubango. Queremos que tão longo as delegações estrangeiras cheguem, façam o credenciamento, e só depois serão acomodadas”, disse.

 Acrescentou que o processo de inscrição de todos que manifestem o interesse de participar no evento, desde os atletas, treinadores, equipas médicas, oficiais e membros da comissão executiva da Confederação Africana de Boxe, encerrou na sexta-feira. Carlos Luís confirmou que dia 26 é a data precisa de chegada da maior parte das delegações, à cidade do Lubango, e contou que cada selecção será integrada por dez 10 atletas, em masculino, e cinco em feminino. “No total são 15 pugilistas que as selecções trazem. Mas cada pode trazer menos que o estabelecido pela Confederação Africana de Boxe”, citou.

Certificou que o arranque da prova africana acontece no dia 27, com a realização da primeira sessão de combates preliminares.  “Recebemos informações permanentes, e soubemos que 21 é o dia decisivo para que todos determinem o número exacto, daqueles que podem  vir. Há atletas inscritos que não têm passaporte e que podem ser substituídos por outros. Outros têm documentos caducados, situações que nós também quando participamos em eventos internacionais temos passado. E, depois está a questão dos vistos de entrada”, pontualizou.
Gaudêncio Hamelay |  Lubango


CONSTATAÇÃO
Nível organizativo surpreende Faboxe


O nível organizacional que o comité organizador local de preparação está a criar ,com vista a disputa do Campeonato Africano de Boxe da Região IV, surpreendeu pela positiva o presidente de direcção da Federação angolana da modalidade, Carlos Luís, a poucos dias do arranque do evento internacional.

“Fiquei surpreendido com o grau de organização, para província acolher com êxito o evento, ou seja, aqui no Lubango. Nota-se que o governo está a trabalhar mesmo para o povo. Diante de tantas dificuldades, está a ser possível levar avante o projecto de organização deste campeonato. Estou satisfeito por isso”, louvou.

Carlos Luís apontou que as questões que ainda não foram tratadas, há tempo suficiente para serem resolvidas, e tranquilizou que esses aspectos não constituem assunto principal que influenciam no sucesso da organização. Considerou serem questões complementares, e acredita que se forem realizadas “então posso afirmar categoricamente que este será um evento de cinco estrelas”, perspectivou.

Reconheceu que por aquilo que constatou na Huíla, há um engajamento muito grande por parte do comité organizador local, e anunciou que da parte da Federação em Luanda, também estão engajados. “Em termos de organização há uma máquina muito grande a trabalhar, e penso que o grau de avaliação que tenho, é que há condições para se arrancar com este evento internacional. E vai ser um dos melhores campeonatos já realizados a nível da zona”, admitiu.
Gaudêncio Hamelay | Lubango

SELECÇÃO NACIONAL
Carlos Luís esperançado numa boa prestação 


O presidente da Federação Angolana de Boxe (FABOXE), Carlos Luís, manifestou na quinta-feira no Lubango, estar esperançado numa boa prestação da Selecção Nacional de Boxe, no africano da zona IV, da modalidade.

 Carlos Luís revelou existir alguns atletas jovens, que vão estrear-se na Selecção Nacional sénior de boxe.  Disse ser um bom processo de renovação da selecção nacional, que decorre logo no início do ciclo olímpico (2016-2020).  “Quer dizer, que temos atletas novos para concorrer para os próximos Jogos Olímpicos”, frisou.

 Assegurou que nas categorias de pesos pesados, está tudo assegurado para que Angola consiga os títulos. Em relação aos ligeiros, avançou Carlos Luís, também estamos fortes e podemos surpreender a zona, porque os países da região IV estão habituados a vencer Angola nos pesos ligeiros, e perder nos pesados.

  “Mas desta vez, nós queremos marcar a história, que o curso do desenvolvimento do boxe africano principalmente da nossa zona, mudou. Nós vamos estar fortes nas categorias leves, ligeiras, médias, pesadas e super pesados. Então, qualquer um dos nossos atletas é candidato a medalha de ouro”, garantiu.

 Referiu que tudo aquilo que a Federação planificou para a selecção nacional de boxe, está a acontecer.   Esclareceu ter havido uma semana de atraso de treino, no Huambo, porque os atletas estavam a cumprir em Luanda a inspecção médica, por ser obrigatória.

“Creio que a selecção nacional vai cumprir aqui no Lubango, aquilo que era previsão dos treinadores ficar sete dias antes da competição. Por isso, estamos confiantes que do ponto de vista desportivo, vamos ver o nível que os adversários vão trazer. Isto é um desporto, e certamente tudo a selecção está a fazer, para que consigamos conquistar o troféu da zona”, ressaltou.
Gaudêncio Hamelay | Lubango