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Angola joga hoje meias-Finais do "Africano" com Camares

Teresa Lus| em Brazzaville - 10 de Dezembro, 2018

Prolas contam hoje com apoio da ministra Ana Paula Sacramento Neto

Fotografia: EDIES NOVEMBRO

Angola disputa hoje, às 19h00, no pavilhão Nicole Oba, na cidade de Brazzaville, República do Congo, a décima quinta meia-final do Campeonato Africano das Nações em andebol sénior feminina com Camarões. Jogar ao mais alto nível é a meta das campeãs africanas. A pressão defensiva aliada à eficácia ofensiva podem ser os trunfos das Pérolas, visando a final da competição continental. As duas equipas reeditam a meia-final de 2016, em Luanda, que saldou em vitória das Pérolas.
Ontem, numa partida de cariz de \"treino\", as Pérolas não precisaram de se empenhar a fundo para afastarem a Argélia da meia-final por 41-17. Ao cabo dos primeiros 15 minutos, 2-12 foi o parcial estabelecido pelo conjunto angolano, ante a apatia das magrebinas.
Com as argelinas perdulárias em todos os sectores de jogo, Morten Souback colocou em campo a segunda equipa. Por um lado, para dar mais tempo de jogo às menos utilizadas, e por outro, fazer descansar as principais unidades para os próximos desafios. A selecção marcou grande parte dos golos em situação de transição defesa-ataque e no contra-golo. Jogados 30 minutos, as campeãs já venciam por 21-6.
Na segunda metade do encontro, a Argélia continuou sem opção para inverter a tendência de jogo. A capitã Sihem Hamici tentou a todo custo motivar as demais integrantes do grupo, mas sem o efeito aspirado.
A defender no 6X0, as centrais Helena Paulo e Vilma Nenganga não tiveram facilidades para rematar na linha dos nove metros. A defender, o \"sete\" nacional optou pelo 5X1. Com a pressão da ponta esquerda Janeth Santos, as jogadoras saíram muitas vezes para o contra-ataque.
Contrariamente ao que acontece na fase preliminar, o Senegal precisou de cautelas para vergar a Guiné por 23-16. Depois de ter estabelecido o parcial de 8-2, assistiu-se à recuperação das guineenses para o desalento do treinador Fredric Bougeant. A equipa da Guiné transfigurou-se e conseguiu equilibrar os números. Ao intervalo, o placard apresentou 12-8 favorável às senegalesas.
Na segunda parte, as oponentes entraram com a mesma motivação. Senegal imperou a superioridade e manteve a vantagem. A Guiné coleccionou erros excessivos no ataque.
Ainda ontem, o Congo Democrático afastou a Tunísia da meia-final com triunfo por 37-30. Ao Cabo dos 30 minutos, já vencia por 21-11.
Depois de uma primeira parte com domínio das congolesas, na segunda, as magrebinas apostaram no rigor defensivo para frustrar os intentos das contrárias. À RDC valeu a maturidade competitiva da capitã Christiane Mwuasessa, que liderou as companheiras dentro e fora do campo. Na Tunísia, faltou a mesma atitude no início do jogo.
No último jogo do dia, o Congo e os Camarões travaram forte despique. Empurradas pelo público, as anfitriãs procuraram ofuscar as camaronesas e lograr um lugar a outra fase. A pretensão foi madrasta. Um erro defensivo ditou a derrota por 21-22. As camaronesas voltan a disputar a meia-final, depois do CAN de Luanda.


ESTREIA
Claudeth José reitera dedicação


Nas vestes de estreante, Claudeth José tem como meta dar o máximo ao serviço da selecção nacional de andebol, que disputa o Campeonato Africano das Nações, em Brazzaville, República do Congo. A ponta direita do 1º de Agosto marcou nove golos na primeira fase e está convicta de que há muito por fazer.
“Estamos focadas no objectivo. Regressar em casa com a taça. Da minha parte, prometo empenho e dedicação. Nada é fácil. A forma como abordamos os próximos desafios vai determinar a revalidação do título ou não”, disse.
Ao avaliar a estreia, Claudeth José disse que “está a ser boa e muito marcante”. A vontade de jogar é tanta, que não desiste em nenhum momento.
“Estou a fazer de tudo, para continuar a merecer a confiança do treinador Morten Souback. Felizmente, entrei em todos os jogos disputados. Dei o meu contributo”, reiterou.
A confiança cresceu no seu íntimo, apesar de pequenos calafrios, próprios de caloiras.
“Já me sinto mais segura. Às vezes, dá aquele friozinho na barriga, mas no decorrer do jogo, passa”, descreveu.
Claudeth José assegurou que recebe apoio das jogadoras experientes durante o convívio. 
“Passam-me mensagem de conforto, força e dedicação, mesmo quando cometo algum erro no jogo. Apoiam-me e dizem-me para não me preocupar, pois será melhor nos próximos jogos”, esclareceu.
A ponta direita militar revelou mais: "Quando as coisas saem com perfeição, vibram comigo".
Na condição de novatas estão também Joana Costa (ponta direita), Suzeth Matias (lateral esquerda), ambas do Petro de Luanda; Helena Paulo (meia-distância central) e Helena Sousa (guarda-redes) ambas do 1º de Agosto. 


APOIO
Ministra  “reforça” as Pérolas  


A ponta Paula Silva, campeã africana de 1989, em Argel, junta-se hoje ao grupo técnico liderado por Morten Souback, para atacar as meias-finais e a final da 23ª edição do Campeonato Africano das Nações em andebol sénior feminino, que decorre em Brazzaville, República do Congo. Nas vestes de representante do Estado angolano, a Ministra Ana Paula de Sacramento Neto desembarca em Brazzaville à cabeça de uma importante delegação.
A presença da antiga ponta da selecção nacional e do Petro de Luanda é um reforço "confirmado" para a conquista do 13º título continental. O funcionário da embaixada de Angola no Congo, Etelvino Miguel, assegurou há dias que "as jogadoras da selecção nacional vão sentir-se mais acalentadas e motivadas em alcançar o objectivo definido. A presença da governante tem um grande significado".
Em entrevista ao Jornal de Angola em 2016, por ocasião do CAN de Luanda, a ministra afirmou que "o sete" nacional já alcançou vários ganhos.
"É satisfatório. O nível académico ajuda muito a compreensão. A selecção hoje tem a possibilidade de fazer treinos com sessões de vídeo, estudam a desenvoltura e musculatura das adversárias. Nessa fase, o uniforme é mais leve e a sapatilha adequada", frisou.
Paula Silva, como é conhecida nas lides do andebol, jogou pelo Clube Neves Bendinha, Educação de Benguela e do Namibe. Integrou a selecção campeã africana de 1989 com o técnico Beto Ferreira. Na equipa despontavam Fábia Rapouso "mãe do zongue", Chinha Garrido, Elisa Webba "Lili", Felisbela Teixeira, Graça Bandeira, Palmira Barbosa "Mirita" e Elisa Pires. Juntas derrotaram a Costa de Marfim por 22-18.