Jornal dos Desportos

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Angola na presidncia do Olimpismo Lusfono

17 de Fevereiro, 2018

Chegar ver e vencer é o que se pode dizer do Comité Olímpico Angolano (COA) após consumar a eleição do seu representante, Gustavo da Conceição, a presidência da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP). Angola saiu eleita por unanimidade dos outros cinco países presentes na  a assembleia-geral extraordinária da organização, realizada ontem, nas instalações da NCR, em Luanda.
Participaram na reunião magna, além de Angola, representada por Gustavo da Conceição, Filomena Fortes (Cabo Verde), Anibal Manave (Moçambique), João Alegre (São Tomé) e José Manuel Constantino (Portugal).
A cerimónia de abertura da assembleia foi presidida pelo secretário de Estado dos Desportos, Carlos Almeida, que disse esperar que os debates fossem profícuos na busca da melhoria do desporto na lusofonia. \"Este evento ocorre num contexto de crise internacional ao qual vários desafios se apresentam à Acolop; um deles é a realização regular dos jogos da lusofonia\", lembrou. 
No final, Anibal Manave, presidente do comité olímpico moçambicano, mostrou-se satisfeito com a jornada. \"Ajustamos a nossa organização por forma a que seja realista e que consigamos executar as actividades que nos propusemos realizar. Diminuímos a composição da nossa estrutura organizativa, não precisamos muita gente para fazer funcionar uma organização que tem 12 membros, vimos também questões relacionadas aos jogos, que jogos é que nós queremos realizar? Podemos alterar o formato dos jogos da lusofonia. Por exemplo podemos rever as modalidades a incluir; se realizamos num único país;  são estas as questões que estiveram na mesa\", disse.
Angola exercia o secretariado-geral da organização e substitui Macau, que em 2017, renunciou à presidência por questões internas.
Antes da eleição, a assembleia actualizou os estatutos da Acolop. Entre as alterações mais notáveis está o facto de a sede da Acolop passar a localizar-se no país do Comité Olímpico Nacional que detém a presidência. Outra alteração tem a ver com o facto de a Acolop poder promover a realização de outros eventos e não somente os jogos da lusofonia. Os participantes decidiram também que as assembleias extraordinárias da organização só podem ser convocadas por dois terços dos seus membros, contrariamente ao que rezavam os estatutos em vigor desde a sua fundação, em 2004.
 A Acolop é uma organização reconhecida pelo Comité Olímpico Internacional (COI). Doze países compõem a organização, nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné  Equatorial, India, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Srilanka e Timor Leste.

COA em dia de festa
 A realização da assembleia-geral cujo tema principal vai ser a apresentação de contas e relatório de actividades dos primeiros seis meses de mandato do seu corpo directivo é a principal actividade que marca hoje o 39º aniversário do Comité Olímpico Angolano (COA). A quadra festiva realiza-se nas instalações da empresa NCR, no Talatona e inclui, além da reunião magna a realização de uma maratona de jogos demonstrativos, segundo deu a conhecer o COA em recente conferência de imprensa.
O programa desportivo paralelo à assembleia não foi tornado público, mas sabe-se que inclui \"rápidas\" de Xadrez, basquetebol, andebol e outras modalidades com a participação de várias escolas de Luanda.
O COA, fundado a 17 de Fevereiro de 1979, pelas federações nacionais de Andebol, Atletismo, Basquetebol, Futebol, Ginástica, Hóquei em Patins, Judo, Natação, Voleibol e Xadrez, é um membro do Comité Olímpico Internacional. Ainda em 1979, no mês de Outubro, foi reconhecido pelo Comité Olímpico Internacional (COI), na reunião da Comissão Executiva em Nagoya, e ratificado na sua sessão de Fevereiro de 1980, em Lake Placid City.
É uma instituição sem fins lucrativos, autónoma e que no exercício da sua actividade exclui qualquer discriminação de ordem política, social, étnica, racial e religiosa.     

DELEGAÇÃO DA AAOA
Atletas olímpicos nos Jogos de Inverno


Uma delegação da Associação dos Atletas Olímpicos de Angola está presente em Pyeongchang onde decorrem os Jogos de Inverno, numa comitiva chefiada pela presidente do organismo,  a antiga recordista de natação, Nádia Cruz.
Esta presença  fica na história do olimpismo angolano, porquanto trata-se da primeira participação do país nos Jogos Olímpicos de Inverno, numa altura em que a AAOA comemorou ontem o nono aniversário da sua fundação, e o Comité Olímpico Angolano apaga hoje velas.
Na sede dos jogos, a delegação de Angola participou já em vários reuniões do Comité Executivo de Direcção da Associação dos Atletas Olímpicos do Mundo (WOA), presidida pelo seu presidente Joel Bouzou, que na sessão de abertura fez questão de salientar o facto desta ser a primeira fez que o organismo reúne durante os jogos de inverno.
\"È um orgulho estarmos pela primeira vez reunidos durante uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. Agradecemos o apoio que o COI tem dado à Associação Mundial dos Atletas Olímpicos (WOA), bem como aos projectos que se ambicionam em conjunto para serem implementados e desenvolvidos em prol dos atletas olímpicos\", disse.
\"O nosso nono aniversário fica na história como um marco para o futuro, não só pela participação pela primeira vez numa edição olímpica de inverno, mas o facto também de termos testemunhado como o desporto e o olímpicos une nações que não se falam e faz com que duas nações desfilem em um único país, se unam em paz e ainda compitam juntas. isso são os valores do olimpismo união universalidade inclusão fair play e transparência\", referiu por sua vez a presidente da Associação dos Atletas Olímpicos de Angola.

SECRETÁRIO DE ESTADO
Carlos Almeida apela à unidade


O secretário de Estado para a política desportiva, Carlos Almeida, apelou ontem a uma maior união e projecção do desporto a nível da lusofonia.
Carlos Almeida falava durante a cerimónia de abertura da Assembleia Geral extraordinária da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa(ACOLOP) , tendo realçado que os presentes devem trabalhar unidos para que o movimento olímpico a nível da comunidade saia reforçado.
\"Obrigado por estarem cá em Luanda para discutir assuntos candentes (...) Auguro que façam uso da vossa sapiência num debate profundo para que o movimento olímpico saia reforçado para os próximos desafios\", disse.
Participaram na reunião os representantes de Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Portugal.