Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Angola perde posições no ranking da FIDE

Álvaro Alexandre - 05 de Junho, 2013

Maus resultados obtidos nas últimas provas pode ter influenciado a descida

Fotografia: José Soares

Angola desceu do 89º para o 91º lugar da Federação Internacional de Xadrez (FIDE), actualizado no passado dia 1. A descida de posição no ranking pode ser justificado pelos maus resultados obtidos nas provas internacionais, disputadas entre Abril e Maio, pelos xadrezistas nacionais.

Recentemente, o país esteve representado em duas importantes competições internacionais, nas quais não obteve bons resultados. O Mestre Internacional (MI) Adérito Pedro, do 1º de Agosto, ficou na 59ª posição do 48º torneio internacional de xadrez José Raul Capablanca, do grupo aberto, com cinco pontos.

No Campeonato Africano Individual, disputado de 18 a 27 de Maio, em Tunes, Tunísia, o campeão nacional Luciano Oliveira, da EPAL, ficou no modesto 26º lugar com 2,5 pontos. Com a mesma pontuação quedou-se em último Sérgio Miguel.

No torneio internacional Taça Cuca 2013, o candidato a Mestre, Sérgio Miguel, do 1º de Agosto, foi o melhor angolano na prova, ocupando a oitava posição com 4,5 pontos. O país tem 2.218 praticantes, dos quais seis são Mestres Internacionais e 13 mestres FIDE. Não existem Grandes Mestres em Angola.

O Egipto é o melhor país africano no ranking internacional, ocupando agora o 48º posto. A nação egípcia tem três Grandes Mestres, 27 Mestres Internacionais e 54 xadrezistas reconhecidos pela FIDE.

Nos dez primeiros lugares do ranking internacional estão em primeiro a Rússia (com 217 Grandes Mestres e 502 Mestres Internacionais), em segundo a Ucrânia (com 80 GM e 196 MI), em terceiro a China (com 33 GM e 24 MI), em quarto a Arménia (com 36 GM e 23 MI), em quinto a França (com 47

GM e 95 MI), em sexto os Estados Unidos (com 78 GM e 121 MI), em sétimo a Hungria (com 56 GM e 108 MI), em oitavo a Holanda (com 30 GM e 78 MI), em nono a Índia (com 32 GM e 77 MI) e em décimo Israel (com 39 GM e 47 MI).

Individual
Adérito Pedro conserva posto


O Mestre Internacional Adérito Pedro, do 1º de Agosto, conserva a condição de angolano melhor representado no ranking da FIDE, apesar de ter descido de lugar.

Fruto dos fracos resultados obtidos nos últimos tempos, Adérito Pedro desceu do 2333º posto para o 2323º, perdendo assim dez lugares. Quem está a fazer uma campanha digna de registo é Cambando José, do Polivalente Aldanuel do Palanca. Em quatro anos acumulou 136 pontos, em quatro torneios.

Participou na olimpíada de Istambul, em duas Taças Cuca e no Open “Benidor”, disputado em Espanha. De 1957 ostenta actualmente 2093 pontos. No ranking FIDE dos atletas nacionais aparece melhor representado MI Adérito Pedro (com 2323), seguido de Catarino Domingos (2282), João Simões (2235), Sérgio Miguel (2215), Eduardo Pascoal (2215), Tito Agostinho (2207), MI Amorim Agnelo (2197),

MI Erikson Soares (2193), Luciano Oliveira (2167), Manuel Alberto (2145),  Cambando José (2093), João Júlio (2068), Sílvio Famoroso (2017), Vanderson Dias (2012), António Teixeira (1905) e Cristiano Aguiar (1796).

Os cinco melhores xadrezistas do ranking Internacional são os Grandes Mestres Magnus Carsen (Noruega), Levon Aronian (Arménia), Vladimir Kramnik (Rússia), Vswanathan Anand (Índia) e Hikaru Nakamura (Estados Unidos).

Na classe feminina, Valquíria Rocha é a angolana mais bem posicionada, ao somar 1800 pontos. Seguem-se Sónia Rosalino (1777), Engrácia Oliveira (1656), Margarida Sussu (1631), Irineia Sussu (1542) e Maria Domingos (1451). As cinco melhores xadrezistas do mundo são as Grandes Mestres Judit Polgar (Hungria), Humpy Koneru (Índia), Yifan Hou (China), Anna Muzychuk (Eslovénia) e Xue Zhao (China).
AA

FORMAÇÂO
Militares nacionais
estudam na A. Sul


A direcção Principal de Preparação de Tropas e Ensino (DPPTE) seleccionou três membros do Exército Nacional para participar no seminário de árbitros de xadrez, que arrancou ontem em Port Elizabeth, na África do Sul.

Segundo o comunicado de imprensa, assinado pelo General Adriano Makevela Mackenzie, Chefe da DPPTE do Estado-maior General, “a formação dos dirigentes desportivos militares tem a finalidade de elevar os níveis de organização científica (…). O processo visa dinamizar o desporto de alta competição nas Forças Armadas Angolanas (FAA)”, salientou.

A caravana angolana é chefiada pelo Tenente Sílvio Kiwina, oficial da Polícia Judiciária da Brigada de Forças Especiais e integra o sargento adjunto Amílcar Epalanga, do CTP/EMG e o primeiro sargento Adelino Correia, chefe de secção do Batalhão de Apoio Aéro-Terrestre da Brigada de Forças Especiais. A DPPTE está apostada em formar o seu efectivo, para gradualmente se desfazer da assessoria técnica da Federação Angolana da modalidade.
AA

MASCULINOS
Huíla ganha experiência
no campeonato de juvenis


O secretário-geral da Associação Provincial dos Desportos Individuais da Huíla, Manuel Pereira, afirmou no Lubango que a participação dos xadrezistas huilanos no campeonato nacional juvenil masculino, realizado há dias em Luanda, serviu de experiência na forma como se devem efectuar os lances de abertura e para o boletim de anotação.

Manuel Pereira explicou que nas competições internas realizadas a nível da província, os atletas não têm feito uso dos boletins de anotação e não jogam com o controlo do tempo, através do relógio, o que puderam fazer durante o nacional.

Apesar desta contrariedade vivida no nacional, os xadrezistas huilanos obtiveram bons resultados. O responsável justificou que dos seis jogos em que participaram, Cabuco Paulo, da escola Macovi Huíla, perdeu uma partida, e Tiago Laurindo desperdiçou pontos em dois desafios.

Manuel Pereira referiu que a delegação huilana composta por sete xadrezistas teve três faltas de comparência devido à chegada tardia à capital.
“Apesar disso, consideramos que a nossa participação foi positiva, porque os atletas que alcançaram o pódio tiveram uma diferença de cerca de oito pontos com os xadrezistas huilanos”, manifestou.

O secretário-geral disse que, daqui em diante, o órgão que superintende a modalidade na província vai ter de efectuar trabalhos teóricos e práticos para a melhoria das performances competitivas dos atletas.

“Continuamos com dificuldades de relógios. Aquando da nossa participação no nacional efectuei alguns contactos com a Federação Angolana de Xadrez para aquisição de material. Contudo, a federação promete dar esse apoio daqui a dois meses”, disse.

No conjunto de 59 xadrezistas, os atletas da Huíla ocuparam o 25º, 39º, 48º, 50º e 51º lugares na classificação final. A província participou com sete xadrezistas em representação da escola Macovi da Huíla e Ferroviário local.
Gaudêncio Hamelay, no Lubango