Jornal dos Desportos

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Angola pode ser afastada das provas africanas

Rosa Napole?o - 08 de Março, 2017

Falta de pagamento de quotas vai condicionar a participação do país

Fotografia: M.Machangongo

Em declarações ao Jornal dos Desportos, o presidente da Federação Angolana de Judo, Paulo André NZinga, manifestou-se preocupado com o iminente afastamento do país dos principais eventos internacionais. Para o dirigente, as selecções nacionais correm sérios riscos de ficar de fora de todas as provas internacionais no presente ciclo olímpico.

Paulo NZinga esclareceu que \"a dívida arrasta-se desde o mandato anterior e o país  beneficia da boa compreensão do Comité de Organização de provas da Confederação continental\".

\"A Confederação Africana conhece a situação económica do país e atendeu aos nossos muitos pedidos para participarmos dos eventos desportivos.
Infelizmente, fomos avisados que não vamos ser poupados na aplicação de sanção este ano  por contrairmos a dívida\", esclareceu.

O calendário de competições deste ano da Federação Angolana de Judo contempla participações nos campeonatos africanos de juniores, juvenis e seniores, e nos torneios da zona IV.

\"Ficar de fora de todas as competições internacionais vai prejudicar-nos. Temos atletas ao mais alto nível que precisam de relançamento internacional e as provas continentais são  portas seguras. Com a saída de Antónia de Fátima, o judo nacional precisa de recuperar o seu lugar no ranking africano\", justificou.

Paulo NZinga esclareceu que \"o pagamento das quotas dá ao país outros benefícios como direito aos estágios, equipamentos e materiais, etc\".
A Federação Angolana de Judo paga de quotização anual 800 dólares à Confederação Africana. A responsabilidade de pagamento é atribuída ao Ministério da Juventude e Desportos.

\"Não é dever da Federação Angolana de Judo pagar a quotização junto da Confederação Africana, conforme é acudida muitas vezes pelos responsáveis federativos. Infelizmente, desta vez, não é possível cobrirmos a dívida\", esclareceu.

O dirigente apela às entidades de direito que superintendem a política desportiva do país a reverterem a situação com urgência junto da instituição continental para não prejudicar as selecções nacionais que trabalham para as diferentes provas internacionais.