Jornal dos Desportos

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Modalidades

Angola quer pódio

28 de Novembro, 2014

António da Luz enaltece o apoio logístico dispensado para o alcance dos objectivos a decorrer na cidade zimbabweana de Bulawayo

Fotografia: José Soares

O responsável disse que o objectivo é melhorar o sexto lugar da edição anterior, na Zâmbia. Para isso, todo o apoio logístico foi prestado às selecções para que tenham uma prestação auspiciosa.

António da Luz disse que Angola tem algumas dificuldades de se impor no futebol, boxe, atletismo e natação, modalidades dominadas pela África do Sul, Namíbia e Zimbabwe.

“Na Swazilândia (2010), ficámos em quarto; na Zâmbia, regredimos. Agora, queremos voltar a subir e as quatro primeiras posições é a meta”, sustentou.

As selecções de basquetebol cumprem estágio nos EUA; atletismo, boxe e atletismo adaptado estão na África do sul a preparar-se no Centro de Alto Rendimento da Universidade de Pretória. O futebol, natação e o ténis fazem a preparação em Luanda.

O basquetebol é a modalidade com possibilidade de conquistar medalhas, segundo António da Luz. “Não vamos abrir mão do basquetebol, por aquilo que é a nossa potência em África”, referiu.  

Os sonhos de medalhas permanecem "fiel" no futebol e desporto adaptado, que podem surpreender. "Na Swazilândia, levamos o ouro no desporto rei", disse.

A delegação angolana é composta por 172 pessoas, entre atletas, técnicos, corpo clínico, jornalistas e pessoal de apoio. A viagem para o palco da competição acontece a 2 de Dezembro. Um dia antes, o grupo que estagia em Pretória deixa as terras sul-africanas.


JUVENTUDE E DESPORTOS
Técnicos de Benguela reforçam delegação


Técnicos da direcção provincial de Benguela do Ministério da Juventude e Desportos integram a delegação angolana aos VI Jogos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a realizarem-se na cidade de Bulawayo, Zimbabwe. O grupo de oito especialistas vai inteirar-se da organização do certame, tendo em vista à próxima edição a disputar-se em Angola, na província das acácias rubras.

Em declarações à Angop, o chefe da delegação angolana ao evento, António da Luz, justificou que a presença dos técnicos de Benguela na comitiva angolana é "pertinente", porquanto vão acompanhar todo o aparato organizativo do evento regional.

António da Luz assegurou que "provavelmente" os especialistas vão fazer parte das diversas sub-comissões de trabalho para a organização do certame em Angola. Por isso, para além da experiência a adquirir, é necessário que comecem a entrar nos pormenores da especificidade dos jogos para corresponderem de forma positiva, quando o país acolher o evento.

“Somos a minoria em termos de Língua. Só Angola e Moçambique falam português. A maioria dos países da região é anglófona. É preciso sabermos os detalhes para não haver surpresas negativas”, realçou o chefe da missão.

Na edição'2014 dos jogos dedicado a atletas até 20 anos de idade, Angola vai estar representada nas modalidades de futebol, basquetebol (nas duas classes), atletismo, atletismo adaptado, boxe, natação, judo e ténis.

A região da SADC integra Angola, África do Sul, Botswana, Ilhas Maurícias, Ilhas Seychelles, Lesoto, Namíbia, Madagáscar, Malawi, Moçambique, RD Congo, Swazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.


VOLUNTÁRIOS
Angolanos labutam
nos jogos da SADC


Dois voluntários angolanos fazem parte da delegação nacional aos VI Jogos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a disputarem-se de 5 a 14 de Dezembro na cidade de Bulawayo, Zimbabwe. Trata-se de Massango Mateus Domingos, de 35 anos, e Francisco Parente Neto, de 33 anos, seleccionados num grupo de 10 candidatos.

O chefe da missão angolana aos jogos, António da Luz, disse que os dois integrantes preencheram os requisitos exigidos, como conhecimento da língua inglesa, experiência em eventos desportivos e dinâmica. Por isso, foram os beneficiados.

“Neste momento, os dois já estão a trabalhar connosco e quando chegarmos a Bulawayo vão ser entregues à comissão organizadora do evento, para depois se definir as tarefas atribuídas aos mesmos", disse.

António da Luz esclareceu que os voluntários angolanos não vão, necessariamente, trabalhar com a missão nacional; caberá à organização definir a delegação. A presença de voluntários dos países participantes é a grande inovação dos jogos, decidida na recente reunião dos chefes de missão, em Bulawayo.