Jornal dos Desportos

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Angola soma sete medalhas

14 de Dezembro, 2016

João Cassambi e Elizandro Gomes, que subiram ao pódio com prata e bronze.

Fotografia: Jornal dos Desportos

Um total de sete medalhas, das quais três de ouro, duas de prata e duas de bronze, é o saldo alcançado até agora pelos representantes nacionais nos sétimo Jogos da Juventude da zona 5 do Conselho de Desportos da União Africana, que decorre em Luanda até 19 do mês em curso.

Do lote de medalhas, as classes paralímpicas T11 e T13 são responsáveis por duas de ouro. José Chamoleia venceu a prova de 100m com o tempo de 12s25. Catarina Francisco, da categoria T13, conquistou a medalha de ouro na prova de 100m com o tempo de 14s24. O pecúlio do atletismo conta também com os préstimos de Júlio da Silva, da classe T11 (deficientes visuais) que conquistou a medalha de bronze e de João Cassambi e Elizandro Gomes, que subiram ao pódio com prata e bronze.

DUPLA ANGOLANA
PERDE FINAL DE PARES


A dupla angolana constituída por Fernando André e Danilson Bento consentiram ontem uma derrota na prova final de pares dos VII Jogos da Região 5, diante da dupla sul-africano composta por Thongoana Richad e Henning Phillip por dois sets a um com parciais de 6/3, 2/6 e 4/6. O jogo, que reuniu muitos espectadores nos court do Clube de Ténis de Luanda, esteve bastante competitivo e só ficou resolvido depois de duas horas de combate. Não estava fácil dominar os sul-africanos que se apresentaram munidos de boa técnica e dispostos a erguer o ouro. 

No primeiro sete, os angolanos venceram por 6/3. Os ânimos estavam à flor da pele, mas mantinha-se a esperança de continuar a progredir. No segundo set, os sul-africanos alteraram o sistema táctico e apresentaram-se melhor. Com maior visão de jogo, ganharam os games e não facilitaram os angolanos. No fecho do set, os angolanos justificaram-se com apenas dois games ganhos. O resultado final cifrou-se em 2/6 favoráveis aos jovens das terras de Nelson Mandela.

Com o placard empatado, esperava-se uma maior reacção dos angolanos. Na quadra, os sul-africanos elevaram o grau de dificuldade dos angolanos que não tinham respostas positivas para os games. Com saque de ter inveja, Thongoana Richad e Henning Phillip abriram o caminho para a consagração.

O desespero tomou conta da dupla Fernando André e Danilson Bento. Sem a "bússula" para orientar o campo certo para o pouso da bola, a resposta dos sul-africanos era penosa. Atrás do prejuízo, os angolanos buscaram forças ao público e equilibraram a partida. A esperança de conquistar o troféu renasceu, mas era "sol" de pouca duração.

Thongoana Richad e Henning Phillip descobriram as fragilidades dos angolanos e cimentaram o set final em 4/6. Para o acesso à final, Fernando André e Danilson Bento derroaram Ngoni Makambwa e Mehluli Sibanda do Zimbabwe por dois sets a zero com parciais de 6/3 e 6/2.

Na tabela de classificação geral, a África do Sul lidera, seguido do Zimbabwe, Lesohto, Angola, Moçambique, Botswana e Namíbia. A competição prossegue hoje com as disputas nas classes de pares mistos (feminino e masculino). Competem na prova as selecções de Angola, África do Sul, Moçambique, Botswana, Malawi, Zimbabwe, Lesotho, Namíbia, Zâmbia e Swazilândia.