Jornal dos Desportos

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Angola zarpa entre o pódio e experiência

17 de Julho, 2016

Dupla angolana da classe 470 está optimista em realizar boa campanha nas terras do Cristo Rei

Fotografia: Jornal dos Desportos

Na sua segunda participação em Jogos Olímpicos, a vela angolana vai ao Rio de Janeiro com objectivo de competir e aprender com outras experiências, assumiu o seleccionador nacional Moisés Camota.

"É a primeira participação para os nossos velejadores, mas Angola vai pela segunda vez, pois já participámos nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona. Em termos de expectativa, vamos para competir e aprender muito; vamos ver como vai ser a organização e os ventos. Se for conforme prevemos, sabemos que vai correr tudo bem", disse.

Moisés Camota refere que o grupo se prepara dentro da conformidade, mas lamenta o facto de estar a preparar-se no país, onde não há condições para os atletas competirem com um grau de dificuldade ideal para esta fase.

"A preparação está a correr bem, mas é lamentável; poderia estar melhor, se fôssemos preparar-nos noutro país, onde teríamos a possibilidade de competir com outros atletas que nos pudessem criar mais dificuldades", disse.

O treinador espera realizar alguma competição, neste âmbito, já no palco dos Jogos Olímpicos. A equipa constituída pela dupla Paixão Afonso-Matias Moutinho, que vai competir na classe de 470, e Manuel Lelo, da classe Laser Standard, cumpre um plano de preparação que abarca a vertente técnica, táctica, física  e mental.

De modo específico, o treinador revelou que as sessões desta semana estão mais viradas para a largada e a execução de manobras.

"Especificamente, estamos a trabalhar mais na largada, que é fundamental para estas classes, e as manobras", frisou.

O treinador acrescenta que a equipa tem informações sobre os ventos do complexo Marina da Glória, onde vai decorrer a competição.

"Temos informações de que o vento vai ser razoável, vai ser maré calma. Se assim for, aqui também trabalhamos com ventos a 5,6, 10 e 15 nós; é um vento razoável. Se encontrarmos este nível, vai ser favorável para as classes que levamos", concluiu.


ESTREANTE
Manuel Lelo
está recuperado


Passou o susto para o seleccionador nacional Moisês Camota. O velejador da classe Laser Standard, Manuel Lelo, esteve acometido por paludismo, mas já voltou aos treinos. A equipa toda está sem qualquer caso clínico.

"Felizmente, Manuel Lelo, que esteve com paludismo, já está recuperado e a trabalhar com o resto do grupo. Neste momento, os velejadores estão bem, sem qualquer caso clínico. Graças a Deus", realçou o treinador.

 Manuel Lelo, 28 anos de idade, vai aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro a convite da Federação Internacional de Vela.

A dupla Matias Moutinho-Paixão Afonso garantiu o apuramento graças ao segundo lugar no Campeonato Africano de Vela, na classe 470, que decorreu na Cidade do Cabo, na África do Sul.

A equipa angolana beneficiou do apuramento pelo facto de a África do Sul, que terminou a prova em primeiro, estar apurada para os Jogos Olímpicos desde 2014. A única vaga disponível sobrou assim para a dupla angolana, que deixou para trás uma equipa argelina.

Além da vela, a Missão olímpica angolana integra a selecção sénior feminina de andebol, o judo, o remo, a natação e o atletismo.

A Missão olímpica angolana ruma ao Brasil no dia 24 do corrente. Num total de 55 elementos entre atletas, técnicos, dirigentes, juízes e convidados.

Luísa Kiala, andebolista, que vai marcar a sua quarta presença em Jogos Olímpicos, vai ser a porta bandeira da Missão olímpica nacional.   

 

ROSTOS OLÍMPICOS
Magda Cazanga
MEIA-DISTÂNCIA


Magda é um nome de selecções nacionais, desde os cadetes, juniores e seniores. Joga andebol a partir dos 11 anos. Natural de Luanda, Magda de 25 anos de idade, 1,84 metro de altura, sempre vestiu a camisola do Petro de Luanda. Tem títulos em todos os escalões. Em Londres'2012, Magda fez a estreia nos Jogos Olímpicos. No Rio'2016 vai ser a sua segunda participação. A jogadora tem expectativa de se superar.

"Quero dar o meu máximo, ajudar muito mais a equipa para alcançar os nossos objectivos. No Brasil, não tem como não ser diferente, porque é um país irmão para nós", disse.
      
Juliana Machado
PONTA


É jogadora do 1º de Agosto, actua na posição de ponta. Natural de Luanda, 22 anos de idade, 1,70 metro de altura, Juliana vai pela primeira vez aos Jogos Olímpicos. Juliana tem passagens pelas selecções nacionais de cadetes e de juniores com as quais tem títulos continentais. Com a equipa de seniores jogou nos campeonatos africanos e mundiais.

"Sendo a minha primeira vez, devo dizer que estou satisfeita e expectante; vou dar o meu contributo à equipa e lutar até conseguirmos um lugar bem classificado".


HISTÓRIAS
Phelps entre as bebidas e noitadas


Às vésperas da quinta presença nos Jogos Olímpicos, Michael Phelps  vai ao Rio  de Janeiro e já está mais que acostumado à rotina incómoda das celebridades mundiais. O nadador teve uma experiência inusitada. A caminho do aeroporto da cidade, os paparazzos hollywoodianos seguem-no aos cliques. No guiché do check-in apercebe-se de uma morena desconhecida perto de si. No dia seguinte, a perseguidora está em vários jornais na condição (equivocada) de namorada do maior nadador. “É bom, amigos, é bem original colocar alguém do meu lado para parecer que estamos juntos”, disse aos fotógrafos.

A cena aconteceu, em 2008, meses depois de ter assombrado o mundo com oito ouros nos Jogos Olímpicos de Beijing. Em entrevista à ABC, Phelps contou o episódio como um exemplo do que havia virado a sua vida. O sucesso desportivo carimbou em Phelps o selo de ídolo dos ídolos. Com quem namora? Que festas frequenta? O que esconde do mundo?
Fora das piscinas, o nadador abraçou as benesses que o mundo lhe deu e mergulhou em prazeres e excessos.

COMO CONVENCER
PHELPS A TREINAR?

O primeiro grande escândalo foi a maconha. Do dia para a noite, o atleta-modelo estava na capa de um tablóide inglês a usar um “bong”, espécie de cachimbo para o consumo da droga. Era a definição visual mais precisa da expressão “apanhado com a boca na botija”. Phelps mal se abalou. Admitiu tudo, pediu desculpas e nem agiu contra o responsável pelo vazamento da foto, supostamente, um “amigo de amigos” que apareceu na festinha em que estava.

De 2008 a 2012, Phelps foi tão desleixado com a rotina de atleta que o técnico Bob Bowman criou a “sexta amiga”. Na véspera do fim de semana, os amigos não-nadadores do astro eram convidados a irem à piscina. Era uma forma de estimular o campeão e ao menos comparecer ao trabalho. A táctica nem sempre dava certo.

“Naquele ciclo, perdia ao menos dois treinos por semana. Por quê? Não queria ir. Dane-se”, disse à Sports Illustrated em 2015.
Phelps trocava os treinos por viagens a Las Vegas, partidas de golfe ou dias de sono. A relação com o mentor deteriorou-se.